Cita√ß√Ķes de Jeremy Bentham

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Frases, pensamentos e outras cita√ß√Ķes de Jeremy Bentham para ler e compartilhar. Os melhores escritores est√£o em Poetris.

Uma Palavra Imprópria

Numa pe√ßa teatral ou romance, uma palavra impr√≥pria √© apenas uma palavra: e a impropriedade, seja ou n√£o percebida, n√£o acarreta consequ√™ncia alguma. Num c√≥digo legal ‚ÄĒ especialmente composto de leis tidas como constitucionais e fundamentais ‚ÄĒ uma palavra impr√≥pria pode ser uma calamidade nacional: e a guerra civil, a consequ√™ncia disso. De uma palavra tola podem irromper mil punhais.
(…) E se o significado de todas as palavras, especialmente de todas as palavras pertencentes ao campo da √©tica, [… ] algum dia vier a ser fixado?

A questão não é: eles podem raciocinar? Ou então, eles podem falar? Mas, eles podem sofrer?

Poesia e Verdade

De facto, entre a poesia e a verdade existe uma natural oposi√ß√£o: falsa moral e natureza fict√≠cia. O poeta sempre necessita de algo falso. Quando ele pretende fincar os seus fundamentos na verdade, o ornamento da sua superestrutura √© feito de fic√ß√Ķes; a sua ac√ß√£o consiste em estimular as nossas paix√Ķes e excitar os nossos preconceitos. A verdade, a exactid√£o de todo o tipo, √© fatal √† poesia. O poeta tem de olhar tudo atrav√©s de meios coloridos e esfor√ßa-se a levar cada pessoa a fazer o mesmo. Existem esp√≠ritos nobres, √© verdade, com os quais a poesia e a filosofia est√£o igualmente em d√≠vida, mas essas excep√ß√Ķes n√£o contrabalan√ßam os danos resultantes dessa arte m√°gica.

O Princípio da Simpatia e Antipatia

O princípio da simpatia e antipatia tende ao máximo a pecar por severidade excessiva. Tende ele a aplicar castigo em muitos casos em que é injusto fazê-lo, e, em casos em que se justifica uma punição, a aplicar severidade maior do que a merecida. Não existe acto algum imaginável, por mais trivial e por menos censurável que seja, que o princípio da simpatia e antipatia não encontre algum motivo para punir. Quer se trate de diferenças de gosto, quer se trate de diferenças de opinião, sempre se encontra motivo para punir. Não existe nenhum desacordo, por mais trivial que seja, que a perseverança não consiga transformar num incidente sério. Cada qual se torna, aos olhos do seu semelhante, um inimigo e, se a lei o permitir, um criminoso. Este é um dos aspectos sob os quais a espécie humana se distingue Рpara seu desabono Рdos animais.
Por princ√≠pio de simpatia e antipatia entendo o princ√≠pio que aprova ou desaprova certas ac√ß√Ķes, n√£o na medida em que estas tendem a aumentar ou a diminuir a felicidade da parte interessada, mas simplesmente pelo facto de que algu√©m se sente disposto a aprov√°-las ou reprov√°-las.Os partid√°rios deste princ√≠pio mant√™m que a aprova√ß√£o ou a reprova√ß√£o constituem uma raz√£o suficiente em si mesma,

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A Dor e o Prazer

A natureza colocou o género humano sob o domínio de dois senhores soberanos: a dor e o prazer. Somente a eles compete apontar o que devemos fazer, bem como determinar o que na realidade faremos. Ao trono desses dois senhores está vinculada, por uma parte, a norma que distingue o que é recto do que é errado, e, por outra, a cadeia das causas e dos efeitos.
Os dois senhores de que falamos governam-nos em tudo o que fazemos, em tudo o que dizemos, em tudo o que pensamos, sendo que qualquer tentativa que façamos para sacudir esse senhorio outra coisa não faz senão demonstrá-lo e confirmá-lo. Através das suas palavras, o homem pode pretender abjurar tal domínio, porém na realidade permanecerá sujeito a ele em todos os momentos da sua vida.

Não importa se os animais são incapazes ou não de pensar. O que importa é que são capazes de sofrer.