Cita√ß√Ķes sobre Momentos

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Frases sobre momentos, poemas sobre momentos e outras cita√ß√Ķes sobre momentos para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

As palavras s√£o como os patifes desde o momento em que as promessas os desonraram. Elas tornaram-se de tal maneira impostoras que me repugna servir-me delas para provar que tenho raz√£o.

Insatisfeito

Quem ler os versos meus onde h√° certa tristeza
e certo desencanto suave e contrafeito,
poder√° num momento pensar, com certeza,
que trago inutilmente um cora√ß√£o no peito!…

E que vivo afinal inquieto e insatisfeito
de paix√£o em paix√£o… de surpresa em surpresa,
– como um rio a mudar o curso do seu leito
sem saber aonde o arrasta a própria correnteza!

E acertar√° talvez, – pois falta essa mulher
que consiga escrever seu nome em minha vida
sem deixar no passado outro nome qualquer…

Falta-me um grande amor… Falta-me tudo em suma!
E sinto a alma vazia, estranha e incompreendida
por ter amado tantas sem amar nenhuma!

Foi um Momento

Foi um momento
O em que pousaste
Sobre o meu braço,
Num movimento
Mais de cansaço
Que pensamento,
A tua m√£o
E a retiraste.
Senti ou n√£o ?

N√£o sei. Mas lembro
E sinto ainda
Qualquer memória
Fixa e corpórea
Onde pousaste
A m√£o que teve
Qualquer sentido
Incompreendido.
Mas t√£o de leve!…

Tudo isto é nada,
Mas numa estrada
Como é a vida
H√° muita coisa Incompreendida…

Sei eu se quando
A tua m√£o
Senti pousando
‚ÄėSobre o meu bra√ßo,
E um pouco, um pouco,
No coração,
N√£o houve um ritmo
Novo no espaço?
Como se tu,
Sem o querer,
Em mim tocasses
Para dizer
Qualquer mistério,
S√ļbito e et√©reo,
Que nem soubesses
Que tinha ser.

Assim a brisa
Nos ramos diz
Sem o saber
Uma imprecisa
Coisa feliz.

Nos grandes momentos todos s√£o her√≥is; tem-se sempre a ideia, embora vaga, de que se est√° representando e que o papel se dever√° desempenhar com perfei√ß√£o; de outro modo n√£o aplaude o p√ļblico.

A Felicidade Provém da Plena Posse das Suas Faculdades

O √≥dio √† raz√£o, t√£o frequente nos nossos dias, √© devido em grande parte ao facto dos movimentos da raz√£o n√£o serem concebidos duma forma suficientemente fundamental. O homem dividido contra si mesmo procura est√≠mulos e distrac√ß√Ķes; ama as paix√Ķes fortes, n√£o por raz√Ķes profundas, mas porque moment√Ęneamente elas lhe permitem evadir-se de si pr√≥prio e afastam dele a dolorosa necessidade de pensar.
Toda a paix√£o √© para ele uma forma de intoxica√ß√£o, e desde que n√£o pode conceber uma felicidade fundamental, a intoxica√ß√£o parece-lhe o √ļnico al√≠vio para o seu sofrimento. Isso, no entanto, √© o sintoma duma doen√ßa de ra√≠zes profundas. Quando n√£o h√° tal doen√ßa, a felicidade prov√©m da plena posse das suas faculdades. √Č nos momentos em que o esp√≠rito est√° mais activo, em que menos coisas s√£o esquecidas que se sentem alegrias mais intensas. Esta √©, sem d√ļvida, uma das melhores pedras de toque da felicidade. A felicidade que exige intoxica√ß√£o de n√£o importa que esp√©cie, √© falsa e n√£o d√° qualquer satisfa√ß√£o. A felicidade que satisfaz verdadeiramente √© acompanhada pelo completo exerc√≠cio das nossas faculdades e pela compreens√£o plena do mundo em que vivemos.

Mesmo quando nervoso, trate bem a pessoa amada, sem ironia. ‚ÄėAmor‚Äô, ‚ÄėQuerida‚Äô, ‚ÄėMeu bem‚Äô, s√£o tratativas d√≥ceis que atenuam o momento. Use-as e suavize sua rela√ß√£o, tornando-a forte e longeva.

O Isolamento do Momento é Indiferença

Se nos examinarmos num determinado momento Рno instante presente, separado do passado e do futuro Рdescobrimo-nos inocentes. Não podemos ser nesse instante mais do que aquilo que somos: todo o desenvolvimento implica uma duração. Está na essência do mundo, nesse instante, que sejamos assim.
Isolar assim um instante implica o perdão. Mas este isolamento é indiferença.

Conta-nos a Tua História

Ser√° que n√£o h√° nenhum contexto para as nossas vidas? Nenhuma can√ß√£o, nenhuma literatura, nenhum poema cheio de vitaminas, nenhuma hist√≥ria ligada √† tua experi√™ncia que possas passar para nos ajudarem a ficar mais fortes? Tu √©s um adulto. O mais velho, o mais s√°bio. P√°ra de pensar em salvar a tua imagem. Pensa sobre as nossas vidas e conta-nos sobre o teu mundo em particular. Desenvolve uma hist√≥ria. A narrativa √© radical, cria-nos a n√≥s pr√≥prios no momento exacto em que est√° a ser criada. N√≥s n√£o te vamos culpar se o teu alcance excede a tua compreens√£o, se o amor incendeia as tuas palavras, se elas descem em chamas e nada deixam a n√£o ser a queimadura. Ou se, com a retic√™ncia das m√£os de um cirurgi√£o, as tuas palavras apenas suturam os s√≠tios por onde o sangue pode ter flu√≠do. Sabemos que nunca o conseguir√°s faz√™-lo correctamente ‚Äď de uma vez por todas. A paix√£o nunca √© suficiente; nem a habilidade. Mas tenta. Por n√≥s, e por ti pr√≥prio, esquece o teu nome na rua; conta-nos aquilo que o mundo tem sido para ti, tantos nos bons como nos maus momentos. N√£o nos digas o que acreditar,

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O Presente n√£o Existe

Não é extraordinário pensar que dos três tempos em que dividimos o tempo Рo passado, o presente e o futuro -, o mais difícil, o mais inapreensível, seja o presente? O presente é tão incompreensível como o ponto, pois, se o imaginarmos em extensão, não existe; temos que imaginar que o presente aparente viria a ser um pouco o passado e um pouco o futuro. Ou seja, sentimos a passagem do tempo. Quando me refiro à passagem do tempo, falo de uma coisa que todos nós sentimos. Se falo do presente, pelo contrário, estarei falando de uma entidade abstracta. O presente não é um dado imediato da consciência.
Sentimo-nos deslizar pelo tempo, isto √©, podemos pensar que passamos do futuro para o passado, ou do passado para o futuro, mas n√£o h√° um momento em que possamos dizer ao tempo: ¬ęDet√©m-te! √Čs t√£o belo…!¬Ľ, como dizia Goethe. O presente n√£o se det√©m. N√£o poder√≠amos imaginar um presente puro; seria nulo. O presente cont√©m sempre uma part√≠cula de passado e uma part√≠cula de futuro, e parece que isso √© necess√°rio ao tempo.

Chega sempre um momento na história em que quem se atreve a dizer que dois e dois são quatro é condenado à morte.

Os Poetas Tornam a Vida mais Leve

Os poetas, na medida em que tamb√©m querem tornar mais leve a vida das pessoas, ou desviam o olhar do trabalhoso presente ou ajudam o presente a adquirir novas cores, gra√ßas a uma luz vinda do passado que fazem irradiar sobre ele. Para poderem faz√™-lo, t√™m eles pr√≥prios de ser, em muitos aspectos, seres voltados para tr√°s: de maneira que se os pode utilizar como pontes para chegar a tempos e concep√ß√Ķes muito distantes, a religi√Ķes e civiliza√ß√Ķes em vias de extin√ß√£o ou j√° extintas. (…) √Č certo que h√° algumas coisas desfavor√°veis a dizer quanto aos meios de que eles se servem para aligeirar a vida: apenas sossegam e curam provisoriamente, s√≥ de momento; at√© impedem as pessoas de trabalhar na realidade por uma melhoria da sua situa√ß√£o, precisamente enquanto suprimem e descarregam, por meio de paliativos, a paix√£o dos insatisfeitos, que incitam √† ac√ß√£o.

Se eu precisar de alguma coisa material para lembrar de você é porque eu estou admitindo a hipótese de que, em algum momento, eu possa te esquecer

O Mundo n√£o se Fez para Pensarmos Nele

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para tr√°s…
E o que vejo a cada momento
√Č aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem…

Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras…
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo…

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas n√£o penso nele
Porque pensar √© n√£o compreender …

O Mundo n√£o se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…

Eu n√£o tenho filosofia: tenho sentidos…
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que √© amar …
Amar é a eterna inocência,

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A vida acontece mais do que tudo naqueles momentos que não fazes a mínima ideia do tempo que demoraram. A felicidade tem tudo menos relógio.

Acreditar é a felicidade que sobra de quem nunca consegue alcançar aquilo em que acredita, eu acredito e nesse momento, em que acredito, sou feliz, vivo a felicidade possível, a minha felicidade. Acreditar é um instante de felicidade.

O Desejo e a Posse

Um homem n√£o se sente totalmente privado dos bens aos quais nunca sonhou aspirar, mas fica muito satisfeito mesmo sem eles, enquanto outro que possua cem vezes mais do que o primeiro sente-se infeliz quando lhe falta uma √ļnica coisa que tenha desejado. A esse respeito, cada um tem tamb√©m um horizonte pr√≥prio daquilo que lhe √© poss√≠vel atingir, e as suas pretens√Ķes t√™m uma extens√£o semelhante a esse horizonte. Quando determinado objecto, situado dentro desses limites, se lhe apresenta de modo que o fa√ßa acreditar na possibilidade de alcan√ß√°-lo, o homem sente-se feliz; em contrapartida, sentir-se-√† infleliz quando eventuais dificuldades lhe tirarem tal possibilidade. Tudo o que estiver situado externamente a esse campo visual n√£o agir√° de forma alguma sobre ele. Por esse motivo, as grandes propriedades dos ricos n√£o perturbam o pobre, e, por outro lado, para o rico cujos prop√≥sitos tenham fracassado, serve de consolo as muitas coisas que j√° possui. (A riqueza assemelha-se √† √°gua do mar; quanto mais dela se bebe, mais sede se tem. O mesmo vale para a gl√≥ria).

O facto de que o nosso humor habitual não resulte muito diferente do anterior após a perda de uma riqueza ou do bem-estar,

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