Cita√ß√Ķes sobre Tipos

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Frases sobre tipos, poemas sobre tipos e outras cita√ß√Ķes sobre tipos para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A Pris√£o Dourada

Tenta fazer esta experi√™ncia, construindo um pal√°cio. Equipa-o com m√°rmore, quadros, ouro, p√°ssaros do para√≠so, jardins suspensos, todo o tipo de coisas… e entra l√° para dentro. Bem, pode ser que nunca mais desejasses sair da√≠. Talvez, de facto, nunca mais saisses de l√°. Est√° l√° tudo! “Estou muito bem aqui sozinho!”. Mas, de repente – uma ninharia! O teu castelo √© rodeado por muros, e √©-te dito: ‘Tudo isto √© teu! Desfruta-o! Apenas n√£o podes sair daqui!”. Ent√£o, acredita-me, nesse mesmo instante querer√°s deixar esse teu para√≠so e pular por cima do muro. Mais! Tudo esse luxo, toda essa plenitude, aumentar√° o teu sofrimento. Sentir-te-√°s insultado como resultado de todo esse luxo… Sim, apenas uma coisa te falta… um pouco de liberdade.

O desporto pode criar esperan√ßa onde outrora s√≥ havia desespero. √Č mais poderoso do que o governo na destrui√ß√£o de barreiras raciais. O desporto ri na cara de todos os tipos de discrimina√ß√£o.

O Vento que Decidirmos Ser

Uma das mais importantes escolhas que cada um de nós deve fazer é a de escolhermos qual o foco prin-cipal da nossa atenção e cuidado. Se o mundo à nossa volta, a fim de o mudar, ou se o interior de nós mesmos.

Quase todos os bens e males da nossa existência partem do nosso interior, pelo que será aí que importa aperfeiçoar, de forma profunda, tudo o que existe no nosso íntimo.

Um dos trabalhos mais importantes de cada um de nós será o de saber bem o que queremos. O segredo da felicidade pode estar aí: alterar em nós o que nos possa estar a causar desnecessárias ansiedades. Quantas vezes desejamos algo que está fora da nosso controlo?
Existem três tipos de coisas: as que dependem apenas de nós; as que escapam por completo à nossa decisão; e, aquelas sobre as quais temos algum controlo, mas não total.

Se fizermos a nossa alegria depender de algo que não está na nossa mão, então será fácil que nos sinta-mos roubados de algo que, na verdade, nunca foi nosso. Mesmo nos casos em que o conseguimos obter, a ansiedade associada à posse, até pela iminência de o perder da mesma forma que o ganhámos,

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A boa-f√© √© muito perigosa, √© uma abertura a todo o tipo de vigarices. Por boa-f√©, a gente confia, e o fin√≥rio aproveita-se sempre dessa circunst√Ęncia.

Um Homem Possui Tr√™s Est√īmagos

– H√° muitos tipos dc comida ‚ÄĒ disse o coronel M√Ķller enquanto abanava o filho.- Um homem possui tr√™s est√īmagos: um na barriga, outro no peito e outro na cabe√ßa. O da barriga, toda a gente sabe para que serve; o do peito mastiga a respira√ß√£o, que √© a nossa comida mais urgente. Uma pessoa morre sem ar muito mais depressa do que sem √°gua e p√£o. E por fim h√° o est√īmago da cabe√ßa, que se alimenta de palavras e de letras. Os primeiros dois est√īmagos do homem alimentam-se atrav√©s da boca c do nariz, ao passo que o terceiro est√īmago se alimenta principalmente atrav√©s dos olhos e dos ouvidos, apesar de usar tudo o resto dc um modo mais subtil.
‚ÄĒ Para mim ‚ÄĒ disse o mordomo ‚ÄĒ, as palavras s√£o uma grande palermice.

A vida n√£o √© uma vela curta para mim. √Č um tipo de tocha espl√™ndida a qual estou segurado pelo momento, e quero fazer com que ela queime t√£o brilhantemente quanto poss√≠vel antes de pass√°-la para as pr√≥ximas gera√ß√Ķes.

Todo o Génio é um Degenerado

Sendo certo que todo o g√©nio √© um degenerado (nem superior, nem inferior, porque h√° s√≥ degenerados de uma esp√©cie, mau grado a absurda escapat√≥ria dos psiquiatras modern style), cert√≠ssimo √©, sem d√ļvida, que entre os g√©nios, os da intelig√™ncia assumem um relevo m√°ximo de degenera√ß√£o. Um chefe pol√≠tico, um grande general, s√£o, no que g√©nios, degenerados, porque s√£o desvios do tipo normal e originais na sua ac√ß√£o e na sua individualidade. Mas s√£o normais porque s√£o homens de ac√ß√£o, porque vivem no meio da vida, e n√£o se pode fazer isso sem uma certa adapta√ß√£o a ela. O mais revolucion√°rio dos g√©nios pol√≠ticos tem de se adpatar ao que quer destruir para o poder destruir. Tem de mergulhar na vida que quer substituir para poder agir sobre ela.
Não assim na esfera da inteligência e da emoção intelectualizada Рna da filosofia e na da arte, digo. Sobre ser original, o artista, o pensador é um inadaptado às formas normais da vida, por isso que nem age no sentido da actividade normal (porque é original), nem age no que age, age vulgarmente (porque, em lugar de ter uma acção vulgar, orienta a sua vida sobretudo para a sensação e para a inteligência e não para a acção,

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O Despotismo do Homem Vulgar

A hist√≥ria europ√©ia parece, pela primeira vez, entregue √† decis√£o do homem vulgar como tal. Ou dito em voz activa: o homem vulgar, antes dirigido, resolveu governar o mundo. Esta resolu√ß√£o de avan√ßar para o primeiro plano social produziu-se nele, automaticamente, mal chegou a amadurecer o novo tipo de homem que ele representa. Se, atendendo aos defeitos da vida p√ļblica, estuda-se a estrutura psicol√≥gica deste novo tipo de homem-massa, encontra-se o seguinte: 1¬ļ, uma impress√£o nativa e radical de que a vida √© f√°cil, abastada, sem limita√ß√Ķes tr√°gicas; portanto, cada indiv√≠duo m√©dio encontra em si mesmo uma sensa√ß√£o de dom√≠nio e triunfo que, 2¬ļ, convida-o a afirmar-se a si mesmo tal qual √©, a considerar bom e completo o seu haver moral e intelectual. Este contentamento consigo mesmo leva-o a fechar-se em si mesmo para toda a inst√Ęncia exterior, a n√£o ouvir, a n√£o p√īr em tela de ju√≠zo as suas opini√Ķes e a n√£o contar com os demais. A sua sensa√ß√£o √≠ntima de dom√≠nio incita-o constantemente a exercer predom√≠nio. Actuar√°, pois, como se somente ele e os seus cong√©neres existissem no mundo; portanto, 3¬ļ, intervir√° em tudo impondo a sua vulgar opini√£o, sem considera√ß√Ķes, contempla√ß√Ķes, tr√Ęmites nem reservas; quer dizer,

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L√†-bas, Je Ne Sais O√Ļ…

V√©spera de viagem, campainha…
N√£o me sobreavisem estridentemente!
Quero gozar o repouso da gare da alma que tenho
Antes de ver avançar para mim a chegada de ferro
Do comboio definitivo,
Antes de sentir a partida verdadeira nas goelas do est√īmago,
Antes de p√īr no estribo um p√©
Que nunca aprendeu a não ter emoção sempre que teve que partir.
Quero, neste momento, fumando no apeadeiro de hoje,
Estar ainda um bocado agarrado à velha vida.
Vida in√ļtil, que era melhor deixar, que √© uma cela?
Que importa?
Todo o Universo é uma cela, e o estar preso não tem que ver com o tamanho da cela.

Sabe-me a n√°usea pr√≥xima o cigarro. O comboio j√° partiu da outra esta√ß√£o…
Adeus, adeus, adeus, toda a gente que n√£o veio despedir-se de mim,
Minha fam√≠lia abstrata e imposs√≠vel…
Adeus dia de hoje, adeus apeadeiro de hoje, adeus vida, adeus vida!
Ficar como um volume rotulado esquecido,
Ao canto do resguardo de passageiros do outro lado da linha.
Ser encontrado pelo guarda casual depois da partida ‚ÄĒ
“E esta? Ent√£o n√£o houve um tipo que deixou isto aqui?”

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Eu não acredito em movimentos políticos. Acredito em movimentos pessoais, ao movimento da alma, quando um homem olha para si mesmo e está tão envergonhado que tenta fazer algum tipo de mudança Рdentro de si mesmo, não do lado de fora.

A Dor e o Tédio São os Dois Maiores Inimigos da Felicidade

O panorama mais amplo mostra-nos a dor e o t√©dio como os dois inimigos da felicidade humana. Observe-se ainda: √† medida que conseguimos afastar-nos de um, mais nos aproximamos do outro, e vice-versa; de modo que a nossa vida, na realidade, exp√Ķe uma oscila√ß√£o mais forte ou mais fraca entre ambos. Isso origina-se do facto de eles se encontrarem reciprocamente num antagonismo duplo, ou seja, um antagonismo exterior ou oubjectivo, e outro interior e subjectivo. De facto, exteriormente, a necessidade e a priva√ß√£o geram a dor; em contrapartida, a seguran√ßa e a abund√Ęncia geram o t√©dio. Em conformidade com isso, vemos a classe inferior do povo numa luta constante contra a necessidade, portanto contra a dor; o mundo rico e aristocr√°tico, pelo contr√°rio, numa luta persistente, muitas vezes realmente desesperada contra o t√©dio. O antagonismo interior ou subjectivo entre ambos os sofrimentos baseia-se no facto de que, em cada indiv√≠duo, a susceptibilidade para um encontra-se em propor√ß√£o inversa √† susceptibilidade para o outro, j√° que ela √© determinada pela medida das suas for√ßas espirituais. Com efeito, a obtusidade do esp√≠rito est√°, em geral, associada √† da sensa√ß√£o e √† aus√™ncia da excitabilidade, qualidades que tornam o indiv√≠duo menos suscept√≠vel √†s dores e afli√ß√Ķes de qualquer tipo e intensidade.

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Opinar sem Conhecer

Porque √© que os corpos dentro dos seus caix√Ķes s√£o t√£o pesados ? Ele dizem que √© devido a algum tipo de in√©rcia, que o corpo j√° n√£o √© mais dirigido pelo seu dono… ou alguma tolice desse tipo, em oposi√ß√£o √†s leis da mec√Ęnica e do senso comum. Eu n√£o gosto de ouvir pessoas que n√£o t√™m mais que uma educa√ß√£o geral aventurarem-se a resolver problemas que requerem um conhecimento especial; e connosco isso acontece continuamente. Os cidad√£os gostam muito de dar opini√Ķes sobre assuntos que s√£o do foro do soldado ou at√© mesmo do marechal de campo; enquanto homens que foram educados como engenheiros preferem discutir filosofia e economia pol√≠tica.

Um tipo frustrado é um homem demasiado inteligente para ser um homem meramente inteligente e não bastante inteligente para ser um homem de talento.

Trabalho e Descanso na Justa Medida

A mente n√£o se deve manter sempre na mesma inten√ß√£o ou tens√£o, antes deve dar-se tamb√©m √† divers√£o. S√≥crates n√£o se envergonhava de brincar com as crian√ßas, Cat√£o aliviava com vinho o seu √Ęnimo fatigado dos cuidados p√ļblicos e Cipi√£o dan√ßava com aquele corpo triunfante e militar (…) O nosso esp√≠rito deve relaxar: ficar√° melhor e mais apto ap√≥s um descanso. Tal como n√£o devemos for√ßar um terreno agr√≠cola f√©rtil com uma produtividade ininterrupta que depressa o esgotaria, tamb√©m o esfor√ßo constante esvaziar√° o nosso vigor mental, enquanto um curto per√≠odo de repouso restaurar√° o nosso poder. O esfor√ßo continuado leva a um tipo de torpor mental e letargia. Nem os desejos dos homens devem encaminhar-se t√£o depressa nesta direc√ß√£o se o desporto e o jogo os envolvem numa esp√©cie de prazer natural; embora uma repetida pr√°tica destrua toda a gravidade e for√ßa do nosso esp√≠rito. Afinal, o sono tamb√©m √© essencial para nos restaurar, mas se o prolong√°ssemos constantemente, dia e noite, seria a morte.

A Origem do Medo

A condição psicológica do medo está divorciada de qualquer perigo concreto e real. Surge sob diversas formas: desconforto, preocupação, ansiedade, nervosismo, tensão, temor, fobia, etc. Este tipo de medo psicológico é sempre algo que poderá acontecer e não algo que esteja a acontecer no momento. O leitor está aqui e agora, enquanto a sua mente se encontra no futuro. Este facto gera um hiato de ansiedade. Além disso, se o leitor se identificar com a sua mente e tiver perdido o contacto com o poder e a simplicidade do Agora, esse hiato de ansiedade acompanhá-lo-á constantemente.

A pessoa pode sempre lidar com o momento presente, mas não o consegue fazer com algo que é apenas uma projeção mental Рnão é possível lidar com o futuro.
E enquanto o leitor se identifica com a sua mente, o ego comanda a sua vida. Devido à natureza ilusória que lhe é característica e apesar dos mecanismos de defesa elaborados, o ego torna-se muito vulnerável e inseguro, vendo-se a si próprio constantemente sob ameaça. Este facto, a propósito, é o que acontece, mesmo que por fora o ego pareça muito confiante. Agora lembre-se de que uma emoção é a reação do corpo à mente.

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A Arte Nasce Sempre de Alguma Paix√£o

Para que a arte possa ser arte, n√£o se lhe exige uma sinceridade absoluta, mas algum tipo de sinceridade. Um homem pode escrever um bom soneto de amor sob duas condi√ß√Ķes – porque est√° consumido pelo amor, ou porque est√° consumido pela arte. Tem de ser sincero no amor ou na arte; n√£o pode ser ilustre em nenhum deles, ou seja no que for, de outro modo. Pode arder por dentro, sem pensar no soneto que est√° a escrever; pode arder por fora, sem pensar no amor que est√° a imaginar. Mas tem de estar a arder algures. De contr√°rio, n√£o conseguir√° transcender a sua inferioridade humana.