Passagens de Montesquieu

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Que um Homem Tenha a Força de ser Sincero

A maior parte das pessoas, seduzidas pelas aparências, deixam-se tomar pelos engodos enganadores de uma baixa e servil complacência; tomam-na por um sinal de uma verdadeira amizade; e confundem, como dizia Pitágoras, o canto das sereias com o das musas. Crêem, digo eu, que produz a amizade, como as pessoas simples pensam que a terra fez os Deuses; em lugar de dizerem que foi a sinceridade que a fez nascer como os Deuses criaram os sinais e as potências celestes.
Sim! √Č de uma for√ßa t√£o bruta que a amizade deve provir, e √© de uma bela origem a que tira de uma virtude que d√° origem a tantas outras. As grandes virtudes, que nascem, se ouso diz√™-lo, na parte da alma mais subida e mais divina, parecem estar encadeadas umas nas outras. Que um homem tenha a for√ßa de ser sincero, e vereis uma certa coragem difundida em todo o seu car√°cter, uma independ√™ncia geral, um imp√©rio sobre si mesmo igual ao exercido sobre os outros, uma alma isenta das nuvens do temor e do terror, um amor pela virtude, um √≥dio pelo v√≠cio, um desprezo pelos que se lhe abandonam. De um tronco t√£o nobre e t√£o belo,

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Em qualquer magistratura, é indispensável compensar a grandeza do poder pela brevidade da duração.

√Č uma infelicidade ser t√£o breve o intervalo que medeia entre o tempo em que se √© jovem demais e o tempo em que se √© velho demais.

As leis, no sentido mais amplo, s√£o as rela√ß√Ķes necess√°rias que derivam da natureza das coisas.

Um homem que ensina torna-se facilmente teimoso, pois exerce a profiss√£o de um homem que nunca erra.

Em geral, a lei é a razão humana, na medida em que governa todos os povos da terra.

Não gosto de Deus, porque não o conheço, nem do próximo, porque o conheço.

Quando, num pa√≠s, o infort√ļnio se generaliza, o ego√≠smo, por sua vez, se universaliza.

√Č uma infelicidade que existam t√£o poucos intervalos entre o tempo em que somos demasiado novos e o tempo em que somos demasiado velhos.

A sociedade dá-nos a conhecer o ridículo; o retiro nos ensina a sentir os vícios.

Quase todas as monarquias foram institu√≠das na ignor√Ęncia das artes e destru√≠das porque as cultivaram demais.

Os homens sentem uma grande atracção pela esperança e pelo receio, e uma religião sem inferno nem paraíso não poderia agradar-lhes de modo algum.