Textos sobre Tempo de Gustavo Santos

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Textos de tempo de Gustavo Santos. Leia este e outros textos de Gustavo Santos em Poetris.

A Tua Import√Ęncia na Tua Vida

√Č fundamental reconheceres a tua import√Ęncia na tua vida. Por algum motivo nasceste, aprendeste a respirar e tiveste direito a um nome, nome esse que, em conjunto com as tuas caracter√≠sticas, te identificar√° eternamente como um ser individual, √ļnico e livre. Haver√° algo mais especial e precioso que isso? Estou em crer que n√£o; ainda assim, encontro muitas pessoas a quererem ser outras e outras ainda a querer acabar com elas pr√≥prias na esperan√ßa de, imediatamente, poderem vir a ser outro algu√©m. √Č o teu caso? Se for deve ser uma chatice, mas, tamb√©m, se n√£o te d√°s qualquer import√Ęncia, que import√Ęncia te darei eu? J√° calculaste o perigo em que incorres por pensar desta maneira? Em menos de nada, estar√°s sozinho ou rodeado de gente como tu, ausente e que meteu f√©rias no inferno para sempre. Bom, mas alegrem-se os cora√ß√Ķes porque acredito que n√£o lerias estas linhas iniciais se nada estivesse a borbulhar a√≠ dentro, se n√£o existisse, pelo menos, uma fugaz esperan√ßa e uma enorme vontade de mudar. Est√° atento, o passado s√≥ influencia o presente se mantiveres o mesmo comportamento, por isso liberta-te dessa dor por uns instantes e l√™ em voz alta a pr√≥xima frase tantas vezes quantas achares necess√°rio.

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Ter Objetivos

Qualquer dia que comece sem um objetivo, est√°, √† partida, condenado ao ¬ęera melhor n√£o ter sa√≠do da cama¬Ľ; como tal, torna–se fundamental saberes o que queres, o que tens e o que podes fazer sempre que o Sol nasce. Um simples objetivo √©, na realidade, suficiente para te motivar a viver todo o dia que tens pela frente, pois aniquila todo e qualquer sentimento de inutilidade, ansiedade e frustra√ß√£o que possas estar a viver. T√£o simples e ao mesmo tempo t√£o complicado. T√£o complicado porque sei, por experi√™ncia pr√≥pria e pelo que oi√ßo nas minhas sess√Ķes e palestras, que nem sempre √© f√°cil ter um objetivo di√°rio. Ou melhor, muitas das vezes, at√© o temos, mas como estamos desprovidos de estrat√©gia, a a√ß√£o nunca ocorre.
Mas vamos por partes, um objetivo é algo nato, pois ainda que de uma forma inconsciente o objetivo de cada bebé, por exemplo, é tornar-se autónomo, gatinhando primeiro, agarrando-se às coisas depois até, finalmente, começar a andar. Esta sensação de querermos sempre mais ou melhor é algo que nasce connosco e que apenas deixa de fazer sentido quando o estado emocional da pessoa é tão depressivo que se opta por desistir. Ter objetivos é como ter fome e comer,

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Trazer a Paix√£o de Volta

Se te encontras numa rela√ß√£o, e parto do princ√≠pio que se l√° est√°s √© porque ainda a queres, a √ļnica via para trazeres a paix√£o de volta ao seio do vosso quotidiano passa por romp√™-lo. Sim, acabar com os h√°bitos, com as rotinas doentias e enfadonhas e com tudo aquilo que est√°, deem conta ou n√£o, a acabar convosco e a consumir-vos lentamente. Daqui a pouco, se √© que j√° n√£o se encontram nesse estado, j√° nem podem olhar um para o outro, ouvir-se, cheirar-se e muito menos tocar-se e, por incr√≠vel que pare√ßa, nada disto significa que o amor tenha desaparecido. O que se escafedeu foi mesmo a paix√£o, a ponte que passa por cima de todas as diferen√ßas, conflitos e afins. Uma noite de sexo ou uma conchinha ao dormir, por exemplo, conseguem salvar a turbul√™ncia de uma semana inteira. √Č a magia dos sentidos.

Portanto, e retomando a nossa conversa, se queres despertar novamente o fogo entre ti e a pessoa com quem estás, não esperes mais pelo trágico e anunciado fim nem por uma eventual iniciativa que o outro possa tomar, agarra tu nas rédeas da tua vida e convida a pessoa para um jantar ou um outro programa qualquer num lugar diferente,

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As Melhores Coisas da Vida São à Borla

As melhores coisas da vida são à borla.

Vivemos em abund√Ęncia.

N√£o parece, pois h√° muito tempo que se d√° mais valor √† mat√©ria, aos bens que possu√≠mos e √†s contas que temos no banco do que √†quilo que verdadeiramente importa, mas √© um facto. A terra d√°-nos tudo. √Č t√£o generosa que mesmo ap√≥s tanta destrui√ß√£o continua a regenerar-se e a alimentar-nos a alma e o corpo. Os melhores alimentos v√™m do solo que pisamos. As praias encontram-se o ano todo no mesmo lugar. 0 mar e a areia n√£o desaparecem. Existem desde sempre e para sempre e est√£o √† tua disposi√ß√£o sempre que entenderes senti-los. As florestas, os bosques e os jardins, a mesma coisa. A ess√™ncia do verde, apesar de amarelar no outono e cair no inverno, mant√©m-se intacta, dispon√≠vel para a respirares e te entregares sempre que precisares de te curar. O vento sopra todos os dias. O sol intercala com a chuva para poderes sentir sempre algo novo quando vais √† janela ou sais √† rua. O c√©u est√° sempre estrelado ou cheio de formas para que possas agradecer ou dar asas √† tua criatividade. Mas h√° mais. Os nossos amigos s√£o de gra√ßa.

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Aprender com Todos

Não temos todos de sentir o mesmo uns pelos outros, não temos todos de nos identificar uns com os outros nem temos todos de estar juntos todos os dias. Nada disso. O que temos, e devemos, é querer bem a todos, disponibilizarmos o nosso tempo para estar perto quando for preciso, apoiar, colocarmo-nos ao serviço uns dos outros desde que tal não infrinja quem somos, e doar incondicionalmente sem esperar receber nada em troca.
Se, enquanto almas, fomos colocados no mesmo caminho, é porque todos temos algo a aprender com todos.

(…) Ningu√©m pode ou tem o direito de obrigar algu√©m a fazer seja o que for. Apesar de renascermos juntos, cada um tem o seu processo, o seu n√≠vel de consci√™ncia e o livre arb√≠trio para agir como entender.

Captar a Essência

Para perceberes tudo o que existe para lá do óbvio, é necessário estares atento aos sinais e que te permitas sentir para lá do normal. E isso só é possível se te alienares da matemática da mente e da racionalidade do que vês e do que ouves.

Conhe√ßo perfeitamente a magia de saber ouvir a intui√ß√£o. E sim, refiro-me a magia porque √© necess√°rio alienarmo-nos do vis√≠vel para lhe termos acesso. Quem apenas se limita a acreditar no que v√™, nunca lhe achar√° sentido. A interpreta√ß√£o do que acontece √† nossa volta tem m√ļltiplas faces, por√©m existe uma ou outra que nos transcende para outros patamares de entendimento. Na vida tudo acontece ao mesmo tempo e com as mais variadas pessoas, no entanto podemos captar a ess√™ncia do que verdadeiramente acontece e que n√£o √© vis√≠vel se estivermos despertos. E estar desperto √© estar consciente, atento ao mais pequeno sinal que a vida ou os outros nos d√£o.

As maiores oportunidades, assim como as grandes tomadas de consciência, nascem dessa ligação ao invisível, dessa passagem para lá do óbvio. As peças encaixam-se quando transcendes a matriz do que te foi ensinado para o mundo daquilo que é sentido.

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Expulsar Alguém das Nossas Vidas

Agora, uma quest√£o importante: por favor, n√£o tenhas pena de excluir, temporariamente ou definitivamente, seja quem for da tua vida. Esse sintoma pode relegar a tua vida para uma constante e generalizada insatisfa√ß√£o. √Č o pior que podes fazer, pois al√©m de n√£o te comprometeres com aquilo que verdadeiramente desejas e n√£o te permitires caminhar com os bons, tamb√©m n√£o consentes que os outros sintam o verdadeiro impacto que os seus padr√Ķes de comportamento t√™m e, como tal, n√£o os excluindo estar√°s a dizer √†s suas mentes que podem continuar a agir assim pois nada perdem com isso. A tua pena matar-te-√°.

Recordo-me do magn√≠fico efeito que algumas expuls√Ķes tempor√°rias tiveram na minha vida. Lembro-me de respirar melhor, pois abandonara as vozes que me cobravam e culpavam, mas lembro-me tamb√©m da reconcilia√ß√£o e de testemunhar na primeira pessoa a mudan√ßa inerente ao afastamento. Expulsar algu√©m das nossas vidas representa n√£o s√≥ um brilhante manifesto de poder pessoal como tamb√©m, e muitas vezes, a oportunidade necess√°ria para fazer o outro repensar a sua forma de estar, apurar os seus valores e perceber o que o motivava a agir daquela maneira. N√£o tenhas pena, ama-te e permite, ainda que doa,

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√Č Preciso Viver-se com Paix√£o

A paix√£o √© o mote, a aus√™ncia dela √© a morte. A paix√£o √© o sentido e os sentidos, a aus√™ncia dela √© o inadmitido e os proibidos. A paix√£o √©, a aus√™ncia dela n√£o. J√° te questionaste, por exemplo, sobre a rela√ß√£o amorosa que tens ou sobre as rela√ß√Ķes fugazes que vais tendo? Encontras pontos de paix√£o recentes na primeira? Justificas a segunda pelos sismos de emo√ß√Ķes que experiencias?
Se na primeira a tua resposta tiver sido ¬ęSim¬Ľ, quero que saibas que fico muito orgulhoso de ti, tanto quanto o tempo que j√° levas de rela√ß√£o, pois revelas uma enorme sede de viver.
Se a tua resposta tiver sido um redondo ¬ęN√£o¬Ľ, pergunto-te eu: o que √© que ainda est√°s a fazer com essa pessoa?
Na minha vida, sempre que a paix√£o desaparece eu mudo. Mudo de pessoas, mudo de trabalho, mudo de lugar, mudo de ‚Äúhobbie‚ÄĚ, mudo tudo. √Č preciso viver-se com paix√£o, pois n√£o se vive de outra forma. Seguindo o exemplo que te estava a dar, todas as minhas rela√ß√Ķes acabaram quando a paix√£o findou. N√£o fa√ßo fretes, n√£o posso ter medo de magoar a outra pessoa nem me posso obrigar a estar com algu√©m com a qual n√£o me sinto eu.

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Quem Cobra n√£o Ama

Quem cobra não ama, quer atenção.

0 amor, como nos ensinaram, salvo rar√≠ssimas exce√ß√Ķes, √© uma mentira. N√£o √© amor, √© medo. Ensinaram-nos a amar atrav√©s do medo. Do medo de perder ou deixar de ter, do medo de falhar por sermos obrigados a agradar e por termos sistematicamente de ceder.

0 propósito de amar está certo, o caminho está errado.

A cobran√ßa, entre muitos outros comportamentos ego√≠stas, √© fruto de um total desconhecimento acerca do amor verdadeiro, daquele que nunca deixou de ser e apenas foi mortificado pelo homem. Cobrar √© feio. √Č afirmar, por outras palavras, que existe o direito de faz√™-lo porque detemos os direitos da vida de algu√©m e que, para esse mesmo algu√©m, temos de ser a coisa mais importante da sua vida. N√£o somos. E mesmo que o consigamos convencer durante um determinado per√≠odo da sua vida, nunca seremos, pois nada √© nosso al√©m de n√≥s.

Cobrar é, assim, viver na ilusão.

Compete-te, portanto, e para viveres de acordo com a realidade e com amor como ele deve ser vivido, identificar quem s√£o as pessoas que fazem parte da tua vida e que se comportam desta maneira.

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Rentabilizar o Tempo

Sempre que damos algo como adquirido deixamos de sentir a plenitude, abdicamos da ess√™ncia e acabamos por nos esquecer do ¬ęAgora¬Ľ, o √ļnico momento de a√ß√£o que temos e que √© verdadeiramente real. O que pretendo afirmar com estas linhas √© t√£o simples como isto: o facto de sabermos do fim aproxima-nos de tudo o que realmente vale a pena e nada √© mais imponente que a natureza, as pessoas e os afetos. Nada √© mais importante que a forma como escolhemos rentabilizar o tempo finito que temos. Damos mais valor √† vida quando temos a certeza absoluta que vamos morrer e quanto mais cedo adquirirmos essa consci√™ncia, mais sentimos, mais nos damos, mais sabemos receber, mais arriscamos, mais desfrutamos, mais celebramos, mais inspiramos e, por conseguinte, mais felizes somos tamb√©m.

Não Leves a Tua Vida Tão a Sério

Em relação à vida em si, passa-se o mesmo! Também não se pode levar esta experiência demasiado a sério. Se o fizeres, corres o risco de passar o tempo inteiro da tua existência a viver uma lista de problemas sem fim. Ainda assim, e como no tópico anterior, não te estou a pedir para deixares de viver as coisas com paixão e intensidade. Antes pelo contrário. Vive-as!! O que quero que entendas é que se as coisas, porventura, não correrem como esperavas ou te achavas merecedor, não lhes atribuas um significado tão sério.
Lembra-te: foi apenas mais uma experiência. Próxima!
Cada um de nós é o comandante da sua vida, logo, podemos escolher valorizar as coisas boas e desvalorizar as menos boas.

H√° muita gente que diz, por ter lido em livros e, outras, por terem sentido na pele, que desvalorizar as coisas m√°s √© negar uma li√ß√£o e que s√≥ aprendemos pela dor. A minha quest√£o √©: o que √© que aprendemos? Aprendemos o que n√£o devemos voltar a fazer, √© isso? Se assim for, e sob esse √ļnico e limitado ponto de vista, estou de acordo. Acontece que o √Ęmago da vida √© outro e est√° centrado no que deves fazer!

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A Sabedoria da Velhice

Nós, os novos, seremos velhos um dia. Essa é mesmo a melhor saída para a nossa vida, sinal de que atingimos uma sabedoria maior, prémio por termos alcançado o topo da hierarquia da existência. Não é o tempo que nos faz auferir esse estatuto, mas o tempo dá-nos mais tempo para fazermos alguma coisa com ele e assim aprender para saber mais.
Ningu√©m sabe mais do que um velho. Ao lado do seu av√ī, um doutorado √© um ignorante e, se afirmar saber mais do que aquelas duas gera√ß√Ķes de diferen√ßa, √© um ignorante imbecil. √Č o que n√£o falta entre n√≥s, os novos. D√°-se mais valor ao que se aprende nas faculdades do que ao que se aprende na vida, d√°-se mais valor √† teoria do que √† pr√°tica. Coitados de n√≥s. E depois n√£o nos lembramos da idade, achamos que nos passa ao lado e por isso n√£o reconhecemos aos velhos o estatuto de s√°bios e o respeito que lhes √© devido. Somos imbecis. A maior parte de n√≥s √© tonta. S√≥ isso justifica o abandono. Um velho √© um mapa de conhecimento, tem dentro dele muitas estradas principais, muitas vias secund√°rias e muitos atalhos, muitos becos sem sa√≠da,

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O Medo do Sucesso

H√° muitas pessoas com um enorme potencial e s√≥ n√£o o materializam porque t√™m medo de deixar de ser quem s√£o se atingirem determinado patamar. Ora isto √© o maior sinal de que, e desculpa se estou a falar de ti, por muito que penses saber quem √©s, a verdade √© que n√£o fazes ideia do que pensas ser. Ningu√©m que saiba ser vive com medo de deixar de s√™-lo √† medida que vai conquistando novos mundos. Ningu√©m que saiba ser deixa de ser o que verdadeiramente √©, ainda que a terra desabe ou o para√≠so se torne parte dos seus dias. Quem √©, √©, ponto final, e n√£o desenvolveres os teus dons com medo de abandonares quem pensas ser, √© como condenares-te √† morte pela asfixia da frustra√ß√£o, √© como se metade de ti soubesse o caminho e a outra metade te puxasse para tr√°s, √© como estares t√£o perto do que √©s e t√£o longe de vires a s√™-lo. O desgaste ser√° um saco de pl√°stico √† volta do teu pesco√ßo, cada vez mais apertado e tu mais ofegante at√© ao dia em que deixas de acreditar e pereces. √Č isso que queres? Outro dos motivos para o medo do sucesso √© a possibilidade de perder pessoas,

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