Cita√ß√Ķes de √Ālvaro Cunhal

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Frases, pensamentos e outras cita√ß√Ķes de √Ālvaro Cunhal para ler e compartilhar. Os melhores escritores est√£o em Poetris.

Só dogmáticos podem pretender explicar a vida social, na sua extrema riqueza, diversidade e complexa e irregular evolução, com a aplicação de fórmulas imutáveis ou com a citação de textos.

A construção de um Portugal democrático será gravemente limitada ou mesmo impedida se os monopólios estrangeiros continuarem sendo reis e senhores de Portugal. A construção de um regime democrático deve significar a libertação do imperialismo estrangeiro e a conquista da real independência nacional.

A luta pela paz e a seguran√ßa na Europa est√° tamb√©m intimamente ligada √† luta pela verdadeira independ√™ncia nacional de todas as na√ß√Ķes europeias. Posi√ß√Ķes econ√≥micas dominantes representam meios de influ√™ncia e de interven√ß√£o na pol√≠tica interna de outros Estados e meios de press√£o diplom√°tica.

A exist√™ncia de na√ß√Ķes europeias privadas de uma verdadeira independ√™ncia nacional √© um factor prejudicial ao estabelecimento duma paz duradoura, al√©m do mais porque essa situa√ß√£o de subjuga√ß√£o nacional n√£o se revela apenas nos aspectos econ√≥micos, mas no dom√≠nio pol√≠tico, diplom√°tico e militar.

Os imperialistas estrangeiros têm nas suas mãos os principais recursos nacionais, predominam no mercado interno e dominam o comércio externo, vendem-nos caro e compram-nos barato, pilham as nossas riquezas, exploram o nosso trabalho e reduzem Portugal à condição de um país dependente e semicolonial.

Nem todos quantos est√£o dispostos a lutar pela liberdade est√£o dispostos a lutar pelo socialismo, mas todos quantos est√£o dispostos a lutar pelo socialismo est√£o prontos a lutar pela liberdade.

Encaminhamo-nos para uma Grave Crise

A situa√ß√£o econ√≥mica tem-se agravado e tender√° a agravar-se. Tendo causas estruturais, as dificuldades da economia n√£o podem ser vencidas por medidas atrav√©s das quais o governo procura fazer face aos mais agudos problemas de conjuntura. O afrouxamento do ritmo de desenvolvimento, a baixa da produ√ß√£o agr√≠cola, os d√©fices sempre crescentes, do com√©rcio externo, a inflac√ß√£o, a acentua√ß√£o do atraso relativo da economia portuguesa em rela√ß√£o √†s economias dos outros pa√≠ses europeus, mostram a incapacidade do regime para promover o aproveitamento dos recursos nacionais, o fracasso da ¬ęreconvers√£o agr√≠cola¬Ľ e a asfixia da economia portuguesa pela domina√ß√£o monopolista, pelas limita√ß√Ķes do mercado interno provocadas pela pol√≠tica de explora√ß√£o e mis√©ria das massas e pela subjuga√ß√£o ao imperialismo estrangeiro. (…) O processo de integra√ß√£o europeia, dado o atraso da economia portuguesa, agravar√° a situa√ß√£o.

Os monop√≥lios dominantes e o seu governo procuram sair das contradi√ß√Ķes e dificuldades, assegurar altos lucros, apressar a acumula√ß√£o, conseguir uma capacidade competitiva no mercado internacional: 1) intensificando ainda mais a explora√ß√£o da classe oper√°ria e das massas trabalhadoras; 2) aumentando os impostos; 3) dando curso √† subida dos pre√ßos; 4) apressando a centraliza√ß√£o e a concentra√ß√£o; 5) pondo de forma crescente os recursos do Estado ao servi√ßo dos monop√≥lios;

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√Č tamb√©m uma li√ß√£o da hist√≥ria e uma evid√™ncia da actual situa√ß√£o internacional que as for√ßas agressivas do imperialismo se apoiam sempre, al√©m fronteiras, nos regimes e nas for√ßas mais reaccion√°rias, apoiando estes por sua vez.

A política de exploração, opressão e terror da ditadura é a política de protecção dos interesses monopolistas. Só eliminando o poder dos monopólios poderão as riquezas nacionais ser aproveitadas em benefício do povo e da nação, poderá ser dado um impulso ao desenvolvimento económico no quadro da liberdade e da democracia, poderá elevar-se o nível de vida das classes trabalhadoras e do povo em geral.