Passagens sobre Liberalidade

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A Acção Vai Bem sem a Paixão

Fazemos coisas iguais com for√ßas diversas e diferente esfor√ßo de vontade. A ac√ß√£o vai bem sem a paix√£o. Pois quantas pessoas se arriscam diariamente em guerras que n√£o lhes importam, e se sujeitam aos perigos de batalhas cuja perda n√£o lhes perturbar√° o pr√≥ximo sono? Um homem na sua casa, longe desse perigo que n√£o teria ousado encarar, est√° mais interessado no desfecho dessa guerra e tem a alma mais inquieta do que o soldado que p√Ķe nela o seu sangue e a sua vida. Essa impetuosidade e viol√™ncia de desejo mais atrapalha do que auxilia a condu√ß√£o do que empreendemos, enche-nos de acrim√≥nia e suspei√ß√£o contra aqueles com quem tratamos. Nunca conduzimos bem a coisa pela qual somos possu√≠dos e conduzidos.
Quem emprega nisso apenas o seu discernimento e a sua habilidade procede com mais vivacidade: amolda, dobra, difere tudo √† vontade, de acordo com as exig√™ncias das circunst√Ęncias; erra o alvo sem tormento e sem afli√ß√£o, pronto e intacto para uma nova iniciativa; avan√ßa sempre com as r√©deas na m√£o. Naquele que est√° embriagado por essa intensidade violenta e tir√Ęnica vemos necessariamente muita imprud√™ncia e injusti√ßa; a impetuosidade do seu desejo arrebata-o: s√£o movimentos temer√°rios e, se a fortuna n√£o ajudar muito,

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Um milion√°rio √© sempre um derrotado: se gasta com liberalidade, criticam-no por ser extravagante e amante da ostenta√ß√£o; se leva vida quieta e econ√īnica, chamam-no de avarento e sovina.

Amar ou Ser Amado?

Que √© o que mais deseja e mais estima o amor: ver-se conhecido ou ver-se pago? √Č certo que o amor n√£o pode ser pago, sem ser primeiro conhecido; mas pode ser conhecido, sem ser pago. E considerando divididos estes dois termos, n√£o h√° d√ļvida que mais estima o amor e melhor lhe est√° ver-se conhecido que pago. Porque o que o amor mais pretende, √© obrigar; o conhecimento obriga, a paga desempenha. Logo muito melhor lhe est√° ao amor ver-se conhecido que pago; porque o conhecimento aperta as obriga√ß√Ķes, a paga e o desempenho desata-as. O conhecimento √© satisfa√ß√£o do amor pr√≥prio; a paga √© satisfa√ß√£o do amor alheio. Na satisfa√ß√£o do que o amor recebe, pode ser o afecto interessado; na satisfa√ß√£o do que comunica, n√£o pode ser sen√£o liberal. Logo, mais deve estimar o amor ter segura no conhecimento a satisfa√ß√£o da sua liberalidade, que ver duvidosa na paga a fidalguia do seu desinteresse. O mais seguro cr√©dito de quem ama, √© a confiss√£o da d√≠vida no amado; mas como h√°-de confessar a d√≠vida, quem a n√£o conhece? Mais lhe importa logo ao amor o conhecimento que a paga; porque a sua maior riqueza √© ter sempre individado a quem ama.

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Opini√Ķes Discordantes

. √Č preciso repetir de vez em quando a nossa pro¬≠fiss√£o de f√© e exprimir em voz alta aquilo que valori¬≠zamos e aquilo que condenamos. Os nossos advers√°¬≠rios tamb√©m n√£o deixam de o fazer.
. Os advers√°rios acreditam que nos refutam ao repetir as suas opini√Ķes sem dar aten√ß√£o √† nossa. . Os que contradizem e entram em disputa de¬≠viam pensar de vez em quando que nem todas as linguagens s√£o entend√≠veis por toda a gente.
. Quando alguém afirma que conseguiu contra­dizer-me não pensa que se limitou a contrapor uma visão das coisas à minha, e que, portanto, com isso nada conseguiu de facto. Um terceiro tem o direito de lhe fazer o mesmo, e assim por diante, até ao in­finito.
. Em Nova Iorque h√° noventa confiss√Ķes crist√£s diferentes e cada uma delas tem a sua maneira pr√≥¬≠pria de adorar a Deus e ao Senhor Jesus, sem por isso se confundirem umas com as outras. Dev√≠amos levar a cabo qualquer coisa de semelhante na inves¬≠tiga√ß√£o relativa √† Natureza – e, ali√°s, em toda a in¬≠vestiga√ß√£o. Pois, que significado tem toda a gente falar de liberalidade e cada um pretender limitar os outros segundo a sua pr√≥pria maneira de pensar e de se exprimir?

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A formosura da alma campeia e denuncia-se na inteligência, na honestidade, no recto procedimento, na liberalidade e na boa educação.

A Sabedoria na Riqueza

Haver√° d√ļvidas de que um homem de sabedoria tem mais condi√ß√Ķes para desenvolver as suas qualidades no meio das riquezas do que na pobreza? Na pobreza, s√≥ h√° um g√©nero de virtude: n√£o se curvar nem se abater; na riqueza, a temperan√ßa, a liberalidade, a frugalidade, a ordem e a magnific√™ncia t√™m um campo aberto. O s√°bio n√£o se despre¬≠zar√° a si pr√≥prio, mesmo que seja de baixa estatura; desejar√° por√©m ser elegante. Com um corpo fr√°gil ou com um olho a menos, ele sentir-se-√° bem, mas preferir√°, contudo, que o seu corpo seja robusto, apesar de saber que, em si, h√° algo mais forte. Ele tolerar√° uma sa√ļde m√°, procurando ter uma sa√ļde boa. De facto, algumas coisas, ainda que sejam pequenas em rela√ß√£o ao conjunto, quando s√£o aproveitadas sem que se arru√≠ne o bem principal, contribuem para a perp√©tua alegria, que nasce da virtude: as riquezas causam ao s√°bio a mesma impress√£o e o mesmo g√°udio que causa o vento favor√°vel ao navegador, ou que um belo dia causa num lu¬≠gar enregelado pelo frio do Inverno. Quem, entre os s√°bios (falo dos nossos, aqueles para os quais a virtude √© um bem) nega que mesmo estas coisas, que consideramos indiferentes,

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Atenção ao Estilo Rebuscado e Cheio de Adornos

Quando vires algu√©m com um estilo rebuscado e cheio de adornos podes ter a certeza de que a sua alma apenas se ocupa igualmente de bagatelas. Uma alma verdadeiramente grande √© mais tranquila e senhora de si a falar, e em tudo quanto diz h√° mais firmeza do que preocupa√ß√£o estil√≠stica. Tu conheces bem os nossos jovens elegantes, com a barba e o cabelo todo aparado, que parecem acabadinhos de sair da f√°brica! De tais criaturas nada ter√°s a esperar de firme ou s√≥lido. O estilo √© o adorno da alma: se for demasiado penteado, maquilhado, artificial, em suma, s√≥ provar√° que a alma carece de sinceridade e tem em si algo que soa a falso. N√£o √© coisa digna de homens o cuidado extremo com o vestu√°rio! Se nos fosse dado observar “por dentro” a alma de um homem de bem ‚ÄĒ oh! que figura bela e vener√°vel, que fulgor de magnificente tranquilidade n√≥s contemplar√≠amos, que brilho n√£o emitiriam a justi√ßa, a coragem, a modera√ß√£o e a prud√™ncia! E n√£o s√≥ estas virtudes, mas ainda a frugalidade, o autodom√≠nio, a paci√™ncia, a liberalidade, a gentileza e essa virtude, incrivelmente rara no homem, que √© a humanidade ‚ÄĒ tamb√©m estas fariam jorrar sobre a alma o seu sublime esplendor!

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A Grandeza Humana Tem Raízes no Irracional

A pol√≠tica, a honra, a guerra, a arte, tudo o que h√° de mais decisivo na vida acontece para l√° do entendimento. A grandeza humana tem ra√≠zes no irracional. Nem n√≥s, os homens de neg√≥cios, agimos por c√°lculo, como talvez o senhor imagine. N√≥s – falo, naturalmente, daqueles poucos que se distinguem; os pequenos, esses continuar√£o a contar os seus tost√Ķes – aprendemos a ver as nossas ideias realmente bem sucedidas como um mist√©rio que tro√ßa de qualquer c√°lculo. Quem n√£o amar o sentimento, a moral, a religi√£o, a m√ļsica, a poesia, a forma, a disciplina, o c√≥digo cavalheiresco, a liberalidade, a franqueza, a toler√Ęncia – acredite, nunca chegar√° a ser um grande homem de neg√≥cios. Por isso, sempre admirei a profiss√£o do guerreiro; (…) todas as grandes coisas dependem das mesmas qualidades.