Cita√ß√Ķes sobre Liberalidade

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Um milion√°rio √© sempre um derrotado: se gasta com liberalidade, criticam-no por ser extravagante e amante da ostenta√ß√£o; se leva vida quieta e econ√īnica, chamam-no de avarento e sovina.

Amar ou Ser Amado?

Que √© o que mais deseja e mais estima o amor: ver-se conhecido ou ver-se pago? √Č certo que o amor n√£o pode ser pago, sem ser primeiro conhecido; mas pode ser conhecido, sem ser pago. E considerando divididos estes dois termos, n√£o h√° d√ļvida que mais estima o amor e melhor lhe est√° ver-se conhecido que pago. Porque o que o amor mais pretende, √© obrigar; o conhecimento obriga, a paga desempenha. Logo muito melhor lhe est√° ao amor ver-se conhecido que pago; porque o conhecimento aperta as obriga√ß√Ķes, a paga e o desempenho desata-as. O conhecimento √© satisfa√ß√£o do amor pr√≥prio; a paga √© satisfa√ß√£o do amor alheio. Na satisfa√ß√£o do que o amor recebe, pode ser o afecto interessado; na satisfa√ß√£o do que comunica, n√£o pode ser sen√£o liberal. Logo, mais deve estimar o amor ter segura no conhecimento a satisfa√ß√£o da sua liberalidade, que ver duvidosa na paga a fidalguia do seu desinteresse. O mais seguro cr√©dito de quem ama, √© a confiss√£o da d√≠vida no amado; mas como h√°-de confessar a d√≠vida, quem a n√£o conhece? Mais lhe importa logo ao amor o conhecimento que a paga; porque a sua maior riqueza √© ter sempre individado a quem ama.

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Opini√Ķes Discordantes

. √Č preciso repetir de vez em quando a nossa pro¬≠fiss√£o de f√© e exprimir em voz alta aquilo que valori¬≠zamos e aquilo que condenamos. Os nossos advers√°¬≠rios tamb√©m n√£o deixam de o fazer.
. Os advers√°rios acreditam que nos refutam ao repetir as suas opini√Ķes sem dar aten√ß√£o √† nossa. . Os que contradizem e entram em disputa de¬≠viam pensar de vez em quando que nem todas as linguagens s√£o entend√≠veis por toda a gente.
. Quando alguém afirma que conseguiu contra­dizer-me não pensa que se limitou a contrapor uma visão das coisas à minha, e que, portanto, com isso nada conseguiu de facto. Um terceiro tem o direito de lhe fazer o mesmo, e assim por diante, até ao in­finito.
. Em Nova Iorque h√° noventa confiss√Ķes crist√£s diferentes e cada uma delas tem a sua maneira pr√≥¬≠pria de adorar a Deus e ao Senhor Jesus, sem por isso se confundirem umas com as outras. Dev√≠amos levar a cabo qualquer coisa de semelhante na inves¬≠tiga√ß√£o relativa √† Natureza – e, ali√°s, em toda a in¬≠vestiga√ß√£o. Pois, que significado tem toda a gente falar de liberalidade e cada um pretender limitar os outros segundo a sua pr√≥pria maneira de pensar e de se exprimir?

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A formosura da alma campeia e denuncia-se na inteligência, na honestidade, no recto procedimento, na liberalidade e na boa educação.

A Sabedoria na Riqueza

Haver√° d√ļvidas de que um homem de sabedoria tem mais condi√ß√Ķes para desenvolver as suas qualidades no meio das riquezas do que na pobreza? Na pobreza, s√≥ h√° um g√©nero de virtude: n√£o se curvar nem se abater; na riqueza, a temperan√ßa, a liberalidade, a frugalidade, a ordem e a magnific√™ncia t√™m um campo aberto. O s√°bio n√£o se despre¬≠zar√° a si pr√≥prio, mesmo que seja de baixa estatura; desejar√° por√©m ser elegante. Com um corpo fr√°gil ou com um olho a menos, ele sentir-se-√° bem, mas preferir√°, contudo, que o seu corpo seja robusto, apesar de saber que, em si, h√° algo mais forte. Ele tolerar√° uma sa√ļde m√°, procurando ter uma sa√ļde boa. De facto, algumas coisas, ainda que sejam pequenas em rela√ß√£o ao conjunto, quando s√£o aproveitadas sem que se arru√≠ne o bem principal, contribuem para a perp√©tua alegria, que nasce da virtude: as riquezas causam ao s√°bio a mesma impress√£o e o mesmo g√°udio que causa o vento favor√°vel ao navegador, ou que um belo dia causa num lu¬≠gar enregelado pelo frio do Inverno. Quem, entre os s√°bios (falo dos nossos, aqueles para os quais a virtude √© um bem) nega que mesmo estas coisas, que consideramos indiferentes,

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Atenção ao Estilo Rebuscado e Cheio de Adornos

Quando vires algu√©m com um estilo rebuscado e cheio de adornos podes ter a certeza de que a sua alma apenas se ocupa igualmente de bagatelas. Uma alma verdadeiramente grande √© mais tranquila e senhora de si a falar, e em tudo quanto diz h√° mais firmeza do que preocupa√ß√£o estil√≠stica. Tu conheces bem os nossos jovens elegantes, com a barba e o cabelo todo aparado, que parecem acabadinhos de sair da f√°brica! De tais criaturas nada ter√°s a esperar de firme ou s√≥lido. O estilo √© o adorno da alma: se for demasiado penteado, maquilhado, artificial, em suma, s√≥ provar√° que a alma carece de sinceridade e tem em si algo que soa a falso. N√£o √© coisa digna de homens o cuidado extremo com o vestu√°rio! Se nos fosse dado observar “por dentro” a alma de um homem de bem ‚ÄĒ oh! que figura bela e vener√°vel, que fulgor de magnificente tranquilidade n√≥s contemplar√≠amos, que brilho n√£o emitiriam a justi√ßa, a coragem, a modera√ß√£o e a prud√™ncia! E n√£o s√≥ estas virtudes, mas ainda a frugalidade, o autodom√≠nio, a paci√™ncia, a liberalidade, a gentileza e essa virtude, incrivelmente rara no homem, que √© a humanidade ‚ÄĒ tamb√©m estas fariam jorrar sobre a alma o seu sublime esplendor!

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A Grandeza Humana Tem Raízes no Irracional

A pol√≠tica, a honra, a guerra, a arte, tudo o que h√° de mais decisivo na vida acontece para l√° do entendimento. A grandeza humana tem ra√≠zes no irracional. Nem n√≥s, os homens de neg√≥cios, agimos por c√°lculo, como talvez o senhor imagine. N√≥s – falo, naturalmente, daqueles poucos que se distinguem; os pequenos, esses continuar√£o a contar os seus tost√Ķes – aprendemos a ver as nossas ideias realmente bem sucedidas como um mist√©rio que tro√ßa de qualquer c√°lculo. Quem n√£o amar o sentimento, a moral, a religi√£o, a m√ļsica, a poesia, a forma, a disciplina, o c√≥digo cavalheiresco, a liberalidade, a franqueza, a toler√Ęncia – acredite, nunca chegar√° a ser um grande homem de neg√≥cios. Por isso, sempre admirei a profiss√£o do guerreiro; (…) todas as grandes coisas dependem das mesmas qualidades.

Amor sem Amar

Os amantes arrependem-se do bem que fizeram, quando o seu desejo já se exinguiu, ao passo que aqueles que não têm amor nunca tiveram a oportunidade de se arrepender; pois não é sob o jugo da paixão, mas voluntariamente, e conduzindo bem os seus interesses, sem ultrapassar os limites dos seus próprios recursos, que eles fazem bem ao amigo. Além disso, os amantes repassam na mente os danos que o amor lhes causou nos negócios e as liberalidades que eles fizeram, e, acrescentando a isso a dor que sentiram, julgam que há muito tempo que têm vindo a pagar o preço dos favores obtidos. Já aqueles que não estão apaixonados não podem nem usar como pretexto os seus negócios negligenciados por causa do amor, nem alegar as intrigas dos familiares, de modo que, isentos de todos esses aborrecimentos, eles só têm que se empenhar em fazer tudo o que acham que deve agradar ao seu bem-amado.

A modéstia toca apenas com a ponta dos dedos o que a liberalidade lhe apresenta com as mãos abertas.