O Desejo de Discutir

Se as discussĂ”es polĂ­ticas se tornam facilmente inĂșteis, Ă© porque quando se fala de um paĂ­s se pensa tanto no seu governo como na sua população, tanto no Estado como na noção de Estado enquanto tal. Pois o Estado como noção Ă© uma coisa diferente da população que o compĂ”e, igualmente diferente do governo que o dirige. É qualquer coisa a meio caminho entre o fĂ­sico e o metafĂ­sico, entre a realidade e a ideia.
È a esse género de estirilidade que estão geralmente condenadas, tal como acontece com as discussÔes políticas, as que incidem sobre a religião, pois a religião pode ser sinónima de dogmas, ou de ritual, ou referir-se a posiçÔes pessoais do indivíduo sobre questÔes ditas eternas, o infinito e a eternidade, problemas do livre arbítrio e da responsabilidade ou, como se diz também: Deus.
E o mesmo acontece com as discussĂ”es que tĂȘm a ver com a maior parte dos assuntos abstractos, sobretudo a Ă©tica e os temas filosĂłficos, mas tambĂ©m com campos de anĂĄlise mais restritos, incidindo sobre os problemas mais imediatos, como por exemplo o socialismo, o capitalismo, a aristocracia, a democracia, etc…, em que as noçÔes sĂŁo tomadas tanto no sentido amplo como no restrito,

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