Passagens sobre Problemas

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Frases sobre problemas, poemas sobre problemas e outras passagens sobre problemas para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Liberdade √© disciplina, consci√™ncia e auto-limita√ß√£o. (…) Mas vamos juntar-lhe actualidade, t√©cnica, e um conceito mais humano e dial√©ctico de encarar os problemas. Teremos a nossa ordem, que n√£o h√°-de precisar de pistolas da ordenan√ßa, e teremos as nossas realiza√ß√Ķes. Desejamos coisas simples e poss√≠veis.

O Gosto pela Cultura

√Č mais dif√≠cil encontrar um gentleman que um g√©nio. A marca mais distintiva de um homem culto √© a possibilidade de aceitar um ponto de vista diferente do seu; p√īr-se no lugar de outra pessoa e ver a vida e os seus problemas dessa perspectiva diferente. Estar disposto a experimentar uma ideia nova; poder viver nos limites das diverg√™ncias intelectuais; examinar sem calor os problemas escaldantes do dia; ter simpatia imaginativa, largueza e flexibilidade de esp√≠rito, estabilidade e equil√≠brio de sentimentos, calma ponderada para decidir – √© ter cultura.
(…) A cultura vem da contempla√ß√£o da natureza; do estudo da Literatura, Arte e Arquitectura com letras grandes; e do conhecimento pessoal das realidades emocionais da exist√™ncia. √Č uma escala de valores, ou m√©ritos, diferente da usada nas esferas dominadas pela ci√™ncia e pelo com√©rcio. Vivemos numa cultura onde o sucesso √© medido pelos bens materiais. √Č importante alcan√ßar objectivos materiais, mas ainda √© mais importante ser-se cidad√£o amadurecido, bem equilibrado e culto.

A cultura (…) est√° em n√≥s e n√£o sepultada em estranhas galerias. Significa bondade de esp√≠rito e √© a base de um bom car√°cter. A plenitude da vida n√£o vem das coisas exteriores a n√≥s;

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Pela primeira vez na hist√≥ria, temos o dinheiro e o know-how tecnol√≥gico necess√°rios para resolver os problemas da √Āfrica. Mas ser√° que temos a vontade?

O Homem de Génio (I)

Em arte tudo é lícito, desde que seja superior. Não é permitido ao homem vulgar ser antipatriota, porque não tem mentalidade acima da espécie, e a não pode ter pois acima da espécie imediata, que é a nação a que pertence. Ao génio é permitido. Sucede, por ironia, que os grandes génios são em geral conformes com os sentimentos normais: Shakespeare era intensamente, até excessivamente, patriota. Um génio antipatriota é um fenómeno, não direi vulgar, mas aceitável. Um operário antipatriota é simplesmente uma besta.
O homem da esp√©cie n√£o pode ter opini√Ķes, porque a opini√£o √© do indiv√≠duo, e desde que um homem perten√ßa organicamente a uma fam√≠lia, a uma classe, a qualquer coisa que constitua ambiente imediato e vivo, deixa de ser um indiv√≠duo para ser uma c√©lula qualquer. S√≥ a na√ß√£o, por ser um ambiente abstracto, visto que tem parte no passado e parte no futuro, n√£o estorva a alma individual.
O problema da proteção aos artistas, ou qualquer problema parecido, não existe em relação ao homem de génio, cuja vida mental é uma coisa à parte e que passa, em geral, incompreendido na sua época, ou, pelo menos, incompreendido naquilo mesmo que é nele génio.

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O mal é ninguém ter ainda percebido que o problema para mim consiste apenas em saber de que lado estão os valores da vida. Se os meus valores estivessem trocados, e eu o percebesse, seria eu o primeiro a destrocá-los. Mas não vejo que estejam. E não mudo.

Mais problema existe quando além de criticarmos as pessoas a nosso redor vemos que, ao estarmos sozinhos, somos piores do que aquelas a quem criticamos.

Os nossos maiores problemas não estão nos obstáculos do caminho, mas na escolha da direção errada.

O Perigo do Especialista

O especialista serve-nos para concretizar energicamente a esp√©cie e fazer ver todo o radicalismo da sua novidade. Porque outrora os homens podiam dividir-se, simplesmente, em s√°bios e ignorantes, em mais ou menos s√°bios e mais ou menos ignorantes. Mas o especialista n√£o pode ser submetido a nenhuma destas duas categorias. N√£o √© um s√°bio, porque ignora formalmente o que n√£o entra na sua especialidade; mas tampouco √© um ignorante, porque √© ¬ęum homem de ci√™ncia¬Ľ e conhece muito bem a sua frac√ß√£o de universo. Devemos dizer que √© um s√°bio ignorante, coisa sobremodo grave, pois significa que √© um senhor que se comportar√° em todas as quest√Ķes que ignora, n√£o como um ignorante, mas com toda a petul√Ęncia de quem na sua quest√£o especial √© um s√°bio.
E, com efeito, este √© o comportamento do especialista. Em pol√≠tica, em arte, nos usos sociais, nas outras ci√™ncias tomar√° posi√ß√Ķes de primitivo, e ignorant√≠ssimo; mas tomar√° essas posi√ß√Ķes com energia e sufici√™ncia, sem admitir ‚Äď e isto √© o paradoxal ‚Äď especialistas dessas coisas. Ao especializ√°-lo a civiliza√ß√£o tornou-o herm√©tico e satisfeito dentro da sua limita√ß√£o; mas essa mesma sensa√ß√£o √≠ntima de dom√≠nio e valia vai lev√°-lo a querer predominar fora da sua especialidade.

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√Č s√°bio direcionar sua raiva para problemas – n√£o para pessoas; focalizar suas energias em respostas – n√£o em desculpas.

Quem se Interessa pela Cultura?

Afinal, quantas pessoas se interessam pela cultura?, se p√Ķem o problema da vida?, do homem?, se p√Ķem a interroga√ß√£o sobre o que nos rodeia? √Č um erro tocante o imaginar-se que as pessoas cultivadas se interessam pela cultura. A cultura n√£o vem nos livros, nem nos cursos, nem nas salas de confer√™ncias, espect√°culos, exposi√ß√Ķes com u√≠sque ou a seco. A cultura √© um problema que tem que ver com os nossos cromossomas e tem a dimens√£o secreta, oculta, privada, √≠ntima, de uma viv√™ncia sagrada.