Cita√ß√Ķes sobre Socialismo

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O Desejo de Discutir

Se as discuss√Ķes pol√≠ticas se tornam facilmente in√ļteis, √© porque quando se fala de um pa√≠s se pensa tanto no seu governo como na sua popula√ß√£o, tanto no Estado como na no√ß√£o de Estado enquanto tal. Pois o Estado como no√ß√£o √© uma coisa diferente da popula√ß√£o que o comp√Ķe, igualmente diferente do governo que o dirige. √Č qualquer coisa a meio caminho entre o f√≠sico e o metaf√≠sico, entre a realidade e a ideia.
√ą a esse g√©nero de estirilidade que est√£o geralmente condenadas, tal como acontece com as discuss√Ķes pol√≠ticas, as que incidem sobre a religi√£o, pois a religi√£o pode ser sin√≥nima de dogmas, ou de ritual, ou referir-se a posi√ß√Ķes pessoais do indiv√≠duo sobre quest√Ķes ditas eternas, o infinito e a eternidade, problemas do livre arb√≠trio e da responsabilidade ou, como se diz tamb√©m: Deus.
E o mesmo acontece com as discuss√Ķes que t√™m a ver com a maior parte dos assuntos abstractos, sobretudo a √©tica e os temas filos√≥ficos, mas tamb√©m com campos de an√°lise mais restritos, incidindo sobre os problemas mais imediatos, como por exemplo o socialismo, o capitalismo, a aristocracia, a democracia, etc…, em que as no√ß√Ķes s√£o tomadas tanto no sentido amplo como no restrito,

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A nossa escolha n√£o tem por que ser feita entre socialismos que foram pervertidos e capitalismos perversos de origem, mas entre a humanidade que o socialismo pode ser e a inumanidade que o capitalismo sempre foi.

Meu socialismo nada tem a ver com marxismo. Marxismo é anti-propriedade. O Socialismo verdadeiro não é.

O socialismo √© a filosofia da falha, o credo da ignor√Ęncia e o evangelho da inveja, sua virtude inerente √© a divis√£o igualit√°ria da mis√©ria.

Nenhuma empresa do mundo pode estar acima das pessoas que l√° trabalham. √Č ut√≥pico, √© idealista, mas √© a √ļnica maneira humana de ver as coisas. A gente n√£o pode ser tratada como os res√≠duos da fabrica√ß√£o e atirada fora como tal. O sistema √© que est√° em fal√™ncia e o socialismo ‚Äď que, a meu ver, n√£o o era ‚Äď tamb√©m est√° na fal√™ncia.

Perante o que já avançaram ciência e técnica e, em cada um, o ideal de humanidade, são o capitalismo e o socialismo duas formas idênticas e por isso concorrentes de estupidez.

Desde o colapaso do socialismo, o capitalismo ficou sem rival. Esta situação anormal desencadeou o seu ganancioso e Рacima de tudo Рo seu poder suicida. Agora a crença é que tudo Рe todos Рestão num jogo justo.

O Provincianismo Português (I)

Se, por um daqueles artifícios cómodos, pelos quais simplificamos a realidade com o fito de a compreender, quisermos resumir num síndroma o mal superior português, diremos que esse mal consiste no provincianismo. O facto é triste, mas não nos é peculiar. De igual doença enfermam muitos outros países, que se consideram civilizantes com orgulho e erro.
O provincianismo consiste em pertencer a uma civiliza√ß√£o sem tomar parte no desenvolvimento superior dela ‚ÄĒ em segui-la pois mimeticamente, com uma subordina√ß√£o inconsciente e feliz. O s√≠ndroma provinciano compreende, pelo menos, tr√™s sintomas flagrantes: o entusiasmo e admira√ß√£o pelos grandes meios e pelas grandes cidades; o entusiasmo e admira√ß√£o pelo progresso e pela modernidade; e, na esfera mental superior, a incapacidade de ironia.
Se h√° caracter√≠stico que imediatamente distinga o provinciano, √© a admira√ß√£o pelos grandes meios. Um parisiense n√£o admira Paris; gosta de Paris. Como h√°-de admirar aquilo que √© parte dele? Ningu√©m se admira a si mesmo, salvo um paran√≥ico com o del√≠rio das grandezas. Recordo-me de que uma vez, nos tempos do “Orpheu”, disse a M√°rio de S√°-Carneiro: “V. √© europeu e civilizado, salvo em uma coisa, e nessa V. √© v√≠tima da educa√ß√£o portuguesa. V. admira Paris,

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Um socialismo que respeite a liberdade e a dignidade da pessoa humana e que seja, portanto, nesse aspecto, um socialismo perfeitamente consent√Ęneo com o personalismo, parece-me indispens√°vel no mundo de hoje.

A desvantagem do capitalismo é a desigual distribuição das riquezas; a vantagem do socialismo é a igual distribuição das misérias.

A Iniciativa Privada

Sou absolutamente hostil a todo o desenvolvimento de actividade econ√≥mica do Estado em todos os dom√≠nios em que n√£o esteja demonstrada a insufici√™ncia dos particulares. Admito, sim, e procuro a cada momento desenvolver a interven√ß√£o dos poderes p√ļblicos na cria√ß√£o de todas as condi√ß√Ķes internas ou externas, materiais ou morais, necess√°rias ao desenvolvimento da produ√ß√£o. Essa interven√ß√£o √©, merc√™ das dificuldades da √©poca e dos problemas postos pela economia moderna, n√£o s√≥ necess√°ria, como cada vez mais vasta e complexa. Qualquer economia nacional que se encontrasse desacompanhada e desprotegida so√ßobraria em pouco tempo. Mas isto dificilmente se pode chamar socialismo de Estado.

O vício inerente ao capitalismo é a distribuição desigual de benesses; o do socialismo é a distribuição por igual das misérias.

O socialismo real está dentro do homem. Não nasceu com Marx. Já existia nas comunas de Itália na Idade Média. Não podemos dizer que já está acabado.

Vítimas e Vencidos

A ilusão constante da Revolução está em acreditar que as vítimas da força, estando inocentes das violências que se exercem, se lhes colocássemos na mão a força, a manuseariam com justiça. Mas à excepção das almas que estão bastante próximas da santidade, as vítimas são maculadas pela força como os carrascos. O mal que se encontra no punho da espada é transmitido para a ponta. E as vítimas, chegadas assim a este ponto e inebriadas pela mudança, fazem tanto mal ou mais ainda, e de imediato reincidem.
(…) O socialismo consiste em atribuir o bem aos vencidos, e o racismo aos vencedores. Mas a asa revolucion√°ria do socialismo serve-se daqueles que, ainda nascidos em baixo, s√£o por natureza e por voca√ß√£o vencedores, e assim conduz √† mesma √©tica.

Nem todos quantos est√£o dispostos a lutar pela liberdade est√£o dispostos a lutar pelo socialismo, mas todos quantos est√£o dispostos a lutar pelo socialismo est√£o prontos a lutar pela liberdade.

Como vemos agonizar o capitalismo, veremos agonizar o socialismo ou o sistema que lhe suceda, afogado pela mediocridade: esta a luta real entre o herói, que sempre se arrisca a ser crucificado, e a maioria que tão facilmente se resigna à colmeia, com a sua comida assegurada, a sua temperatura constante, a sua perfeita disciplina, até com o sacrifício dos que fecundam no azul e morrem.