Cita√ß√Ķes de Alexandre Pushkin

16 resultados
Frases, pensamentos e outras cita√ß√Ķes de Alexandre Pushkin para ler e compartilhar. Os melhores escritores est√£o em Poetris.

Amar? Para quê? Por um tempo, não vale a pena.
E, para sempre, é impossível.

O Novo Conhecimento

Quando fazemos amor com uma nova mulher, vimo-nos por causa da paix√£o. Quando fazemos amor com uma esposa, vimo-nos por causa da fric√ß√£o. A paix√£o √© lux√ļria idolatrada pelo fr√©mito. O fr√©mito no casamento √© reduzido a cinzas, e o que resta √© uma lux√ļria insignificante, uma contribui√ß√£o inevit√°vel √† fisiologia.
S√≥ depois do meu casamento √© que eu percebi at√© que ponto a paix√£o √© espiritual. A alma perde o fr√©mito, que s√≥ se obt√©m atrav√©s da novidade. Lutar pela novidade √© o mesmo que lutar pelo conhecimento, acerca do qual Deus nos advertiu. Se o conhecimento √© pecaminoso, ent√£o tudo o que √© novo √© pecaminoso. √Č por isso que a for√ßa dos la√ßos familiares se baseia na tradi√ß√£o e no costume antigo. A intrus√£o da novidade, do novo conhecimento no casamento, s√≥ o destr√≥i. Cada adult√©rio √© uma renova√ß√£o do pecado do conhecimento.
No casamento, a espiritualidade do frémito pela nossa mulher não desaparece, transforma-se em filhos, transforma-se na alma da criança. Talvez seja por isso que a Igreja Católica, embora ciente de que o frémito desaparece no casamento, considera a cópula pecaminosa se não tiver o objecitvo de engravidar. Esta proibição prolonga a vida da paixão,

Continue lendo…

N√£o h√° Casamento com Lux√ļria

No casamento a revitaliza√ß√£o da lux√ļria s√≥ pode ser conseguida enfraquecendo e destruindo os seus la√ßos. Quero dizer, amantes. √Č por isso que a lux√ļria se torna um pecado, pois est√° destinada a morrer, e se ainda se acende isso s√≥ acontece por causa das mulheres fora do casamento. √Č assim que chegamos √† ideia original de pecado quando a lux√ļria √© a inimiga do amor. A c√≥pula entre marido e mulher n√£o √© pecaminosa porque √© feita sem lux√ļria. Todos os casos extraconjugais s√£o luxuriosos e por isso pecaminosos. Assim, todas as tentativas de reavivar a lux√ļria no casamento s√£o m√°s, incluindo o afastamento.
Porque reacender a lux√ļria por um curto per√≠odo amea√ßa um casamento, sujeitando a esposa √† tenta√ß√£o de adult√©rio na separa√ß√£o. O casamento foi criado para destruir a paix√£o embora a princ√≠pio atraia com paix√£o. Calcar a paix√£o com a paix√£o.
O casamento seduz com a legitimidade e com a disponibilidade da lux√ļria. Ao fazermos o juramento de fidelidade, n√£o suspeitamos que estamos tamb√©m a renunciar √† lux√ļria. O casamento foi criado para distrair as pessoas da lux√ļria com a ajuda da lux√ļria. Por isso, para bem de um casamento forte, tem se aguentar o seu desaparecimento.

Continue lendo…

A subtileza ainda não é inteligência. Às vezes os tolos e os loucos também são extraordinariamente subtis.

A Morte e o Sexo

A vida d√°-nos indica√ß√Ķes sob v√°rias formas de que a morte n√£o deveria assustar-nos, pelo contr√°rio, que √© agrad√°vel. O sono √©-nos dado como um prot√≥tipo da morte, e lutamos por ele todas as noites, que nos d√° o maior esquecimento da vida. N√£o tememos o esquecimento; desejamo-lo porque nos d√° paz.
O sexo tamb√©m nos sugere como ser√° agrad√°vel a morte, mas n√£o prestamos aten√ß√£o. Se pud√©ssemos morrer duas vezes, ent√£o talvez n√£o rece√°ssemos a segunda vez. Tal como uma virgem receia a dor causada pela introdu√ß√£o do p√©nis, mas sente prazer da segunda vez e fica cheia de vontade de sexo e ansiosa por isso, n√£o prestando aten√ß√£o √† insignific√Ęncia da dor comparada com o prazer que recebe.
Por isso só temos uma morte, para que ao percebermos o seu encanto da primeira vez, não nos sentíssemos mais poderosamente atraídos por ela do que pela vida. Deus não seria capaz de nos manter vivos, como não foi capaz de nos manter na inocência, e estaríamos continuamente a lutar por nos sucidarmos.
O sexo √©-nos dado como uma substitui√ß√£o para a morte m√ļltipla. Depois de nos restabelecermos de uma morte doce, ficamos cheios de vontade de a experimentar outra vez.

Continue lendo…

O respeito pelo passado Рeis o traço que distingue a instrução da barbárie; as tribos nómadas não possuem nem história, nem nobreza.

Um Casamento não se Mantém pelo Desejo, mas pela Vontade

Permanecer fiel num casamento n√£o √© algo que se fa√ßa por desejo, mas por vontade. A sede de outras mulheres n√£o desaparece, mas aumenta com o tempo. Contudo, o respeito, o amor e o medo de arriscar uma rela√ß√£o preciosa mant√™m uma pessoa afastada do adult√©rio. Muitos homens escondem o seu desejo por outras mulheres t√£o profundamente dentro de si que ficam horrorizados quando ainda v√™em as suas cintila√ß√Ķes. Outros olham isso com desprendimento, como para um animal numa jaula, uma jaula da sua vontade.

Os Nossos Erros e o Nosso Destino

Apercebo-me dos meus erros, mas não os corrijo. Isso só confirma que podemos ver o nosso destino, mas somos incapazes de o mudar. Apercebermo-nos dos erros é reconhecer o destino, e a nossa incapacidade para os corrigirmos é a força do destino. Apercebermo-nos dos erros é um castigo pesado. Seria muito mais fácil considerarmo-nos bons e culparmos os outros todos, encontrando consolação na ilusão da vitória sobre o destino. Mas mesmo essa felicidade não me é dada.

Perder a razão é uma coisa terrível. Antes morrer. A um morto consideramos com respeito, rezamos por ele. A morte fá-lo igual a todos. Enquanto um homem privado da sua razão deixou de ser homem.

A Minha Biblioteca é o Meu Harém

Olho para as centenas de livros no meu gabinete e apercebo-me que n√£o toquei na maior parte deles depois de os ter lido ou dado uma vista de olhos pela primeira vez. Mas nem sequer considero a hip√≥tese de me desfazer deles – ent√£o, e se eu quiser abrir este ou aquele um dia destes? Gastei o meu √ļltimo dinheiro tanto a adquirir novos livros como em prostitutas. Comprar livros novos √© um prazer muito diferente do prazer de ler: examinar, cheirar, folhear um livro novo √© a pr√≥pria felicidade.
Os livros dão-me confiança pela sua disponibilidade, de que posso sempre aproveitar-me se quiser. O mesmo acontece com as mulheres Рpreciso de muitas delas e têm de se abrir à minha fente como os livros. Na verdade, para mim, os livros e as mulheres são semelhantes de muitas formas. Abrir as páginas de um livro é o mesmo que afastar as pernas de uma mulher Рo conhecimento revela-se à nossa vista.
Todos os livros t√™m um odor pr√≥prio: quando abrimos um livro e cheiramos, cheiramos a tinta, e √© diferente em cada livro. Rasgar as p√°ginas de um livro √© um prazer inenarr√°vel. Mesmo um livro est√ļpido me d√° prazer quando o abro pela primeira vez.

Continue lendo…