Cita√ß√Ķes sobre Comunismo

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Eu esperava que com o colapso do comunismo a social-democracia e a democracia crist√£ pudessem desenvolver o projecto europeu. Mas os americanos pensaram o contr√°rio. Foram eles que lan√ßaram a globaliza√ß√£o desregulada, o neoliberalismo como ideologia √ļnica e que fizeram cair os partidos socialistas, sociais-democratas e democratas-crist√£os.

No Fundo Somos Bons Mas Abusam de Nós

O comum das gentes (de Portugal) que eu n√£o chamo povo porque o nome foi estragado, o seu fundo comum √© bom. Mas √© exactamente porque √© bom, que abusam dele. Os pr√≥prios v√≠cios v√™m da sua ingenuidade, que √© onde a bondade tamb√©m mergulha. S√≥ que precisa sempre de lhe dizerem onde aplic√°-la. N√≥s somos por instinto, com intermit√™ncias de consci√™ncia, com uma generosidade e delicadeza incontrol√°veis at√© ao rid√≠culo, astutos, comunic√°veis at√© ao dislate, corajosos at√© √† temeridade, orgulhosos at√© √† petul√Ęncia, humildes at√© √† subservi√™ncia e ao complexo de inferioridade. As nossas virtudes t√™m assim o seu lado negativo, ou seja, o seu v√≠cio. √Č o que normalmente se explora para o pitoresco, o ruralismo edificante, o sorriso superior. Toda a nossa literatura popular √© disso que vive.
Mas, no fim de contas, que √© que significa cultivarmos a nossa singularidade no limiar de uma ¬ęciviliza√ß√£o planet√°ria¬Ľ? Que significa o regionalismo em face da r√°dio e da TV? O rasoiro que nivela a prov√≠ncia √© o que igualiza as na√ß√Ķes. A anula√ß√£o do indiv√≠duo de facto √© o nosso imediato horizonte. Estruturalismo, lingu√≠stica, freudismo, comunismo, tecnocracia s√£o faces da mesma realidade. Como no Egipto, na Gr√©cia,

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A Essência do Fanatismo

A ess√™ncia do fanatismo consiste em considerar determinado problema como t√£o importante que ultrapasse qualquer outro. Os bizantinos, nos dias que precederam a conquista turca, entendiam ser mais importante evitar o uso do p√£o √°zimo na comunh√£o do que salvar Constantinopla para a cristandade. Muitos habitantes da pen√≠nsula indiana est√£o dispostos a precipitar o seu pa√≠s na ru√≠na por divergirem numa quest√£o importante: saber se o pecado mais detest√°vel consiste em comer carne de porco ou de vaca. Os reaccion√°rios amercianos prefiririam perder a pr√≥xima guerra do que empregar nas investiga√ß√Ķes at√≥micas qualquer indiv√≠duo cujo primo em segundo grau tivesse encontrado um comunista nalguma regi√£o. Durante a Primeira Guerra Mundial, os escoceses sabat√°rios, a despeito da escassez de v√≠veres provocada pela actividade dos submarinos alem√£es, protestavam contra a planta√ß√£o de batatas ao domingo e diziam que a c√≥lera divina, devido a esse pecado, explicava os nossos malogros militares. Os que op√Ķem objec√ß√Ķes teol√≥gicas √† limita√ß√£o dos nascimentos, consentem que a fome, a mis√©ria e a guerra persistam at√© ao fim dos tempos porque n√£o podem esquecer um texto, mal interpretado, do G√©nese. Os partid√°rios entusiastas do comunismo, tal como os seus maiores inimigos, preferem ver a ra√ßa humana exterminada pela radioactividade do que chegar a um compromisso com o mal –

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A Verdade Est√° em Todo o Lado

Tantas vezes nos dizem isso: voc√™ n√£o √© cat√≥lico, mas tem um fundo cat√≥lico; voc√™ n√£o √© comunista (ou socialista, ou social-democrata, etc.) mas no fundo √© pelo comunismo (ou,ou); voc√™ diz que n√£o √© crente, mas o seu fundo √© de. Etc. E a raz√£o √© a de que todos os movimentos ou doutrinas t√™m de basear-se no que se sup√Ķe a verdade e a justi√ßa. O erro come√ßa quando se particularizam. Ser ¬ęno fundo¬Ľ isto ou aquilo √© quedar-se no limite. Mas para os fervorosos √© n√£o se ter a coragem de uma caracteriza√ß√£o.

Um País de Canalhas

Pensar Portugal. N√≥s somos um pa√≠s de ¬ęelites¬Ľ, de indiv√≠duos isolados que de repente se p√Ķem a ser gente. N√≥s somos um pa√≠s de ¬ęher√≥is¬Ľ √† Carlyle, de excep√ß√Ķes, de singularidades, que t√™m tomado √†s costas o fardo da nossa hist√≥ria. N√≥s n√£o temos sequer n√ļcleos de grandes homens. Temos s√≥, de longe em longe, um original que se levanta sobre a canalhada e toma √† sua conta os destinos do pa√≠s. A canalhada cobre-os de insultos e de esc√°rnio, como √© da sua condi√ß√£o de canalha. Mas depois de mortos, p√Ķe-os ao peito por jact√Ęncia ou simplesmente ignora que tenham existido. N√≥s n√£o somos um pa√≠s de voca√ß√Ķes comuns, de consci√™ncia comum. A que fomos tendo foi-nos dada por empr√©stimo dos grandes homens para a ocasi√£o. Os nossos populistas √© que dizem que n√£o. Mas foi. A independ√™ncia foi Afonso Henriques, mas sem patriotismo que ainda n√£o existia. Aljubarrota foi Nuno √Ālvares. Os descobrimentos foi o Infante, mas porque o neg√≥cio era bom. O Iluminismo foi Verney e alguns outros, para ser deles todos s√≥ Pombal. O liberalismo foi Mouzinho e a Fran√ßa. A reac√ß√£o foi Salazar. O comunismo √© o Cunhal. Quanto √† sarrabulhada √© que √© uma data deles.

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Qual o Próximo Pretexto para o Holocausto ?

Vi o fim do fascismo. Foi bom. Vejo o fim do comunismo. √Č bom. E vi durante toda a vida como um e outro foram √ļteis para o √≥dio se cumprir. Mas finda a utilidade desses pretextos, que outro pretexto vai ser? Curamos os efeitos da doen√ßa, guardamos a doen√ßa para outra vez. √Č a reserva maior do homem, essa, a do mal, H√° o que lhe √© inevit√°vel, mas n√£o lhe basta. Cataclismos, trai√ß√Ķes do irm√£o corpo. N√£o chega. E a pr√≥pria morte, que √© a sua fatalidade, ele n√£o a desperdi√ßa e aproveita-a para ir matando mais cedo. Como a um animal do seu sustento. O homem. Que enormidade.

Catolicismo e Comunismo

Ao contr√°rio do catolicismo, o comunismo n√£o tem uma doutrina. Enganam-se os que sup√Ķem que ele a tem. O catolicismo √© um sistema dogm√°tico perfeitamente definido e compreens√≠vel, quer teologicamente, quer sociologicamente. O comunismo n√£o √© um sistema: √© um dogmatismo sem sistema ‚ÄĒ o dogmatismo informe da brutalidade e da dissolu√ß√£o. Se o que h√° de lixo moral e mental em todos os c√©rebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade, como o √© tudo quanto dorme nos baixos instintos que se escondem em cada um de n√≥s.
O comunismo n√£o √© uma doutrina porque √© uma antidoutrina, ou uma contradoutrina. Tudo quanto o homem tem conquistado, at√© hoje, de espiritualidade moral e mental ‚ÄĒ isto √© de civiliza√ß√£o e de cultura ‚ÄĒ, tudo isso ele inverte para formar a doutrina que n√£o tem.

O homem só é feliz pelo supérfluo. No comunismo, só se tem o essencial. Que coisa abominável e ridícula!

Há uma vertente ideológica que facilitou a crise: foi o neo-liberalismo, responsável pela economia virtual, pela globalização desregulada e sem ética, pela idolatria dos mercados usurários Рque vivem dos paraísos fiscais, que deviam ser ilegalizados Рe que hoje mandam nos Estados. Mas à ideologia neo-liberal vai acontecer o mesmo que ao comunismo.