Cita√ß√Ķes sobre Esperteza

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Frases sobre esperteza, poemas sobre esperteza e outras cita√ß√Ķes sobre esperteza para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Todas as religi√Ķes s√£o fundadas sobre o temor de muitos e a esperteza de poucos.

Viver o Dia-a-Dia

Sou forçado a considerar que o pior mal dos nossos dias, aquele que não permite que nada chegue a amadurecer, reside no facto de os homens deixarem que cada momento se consuma completamente no momento seguinte, que o dia se esgote em si mesmo, ou seja, em viverem exclusivamente o dia-a-dia sem qualquer perspectiva de futuro. Até já temos jornais destinados a diferentes partes do dia!
E n√£o custa acreditar que haja algu√©m com esperteza suficiente para inventar mais alguns pelo meio. Mas deste modo tudo o que se faz, tudo o que se empreende, se imagina ou se projecta vai sendo arrastado para o dom√≠nio p√ļblico; ningu√©m pode viver as suas alegrias ou as suas tristezas sem que isso se torne passatempo dos outros.

O Valor da Ingenuidade

O maior perigo que corre o ingénuo: o de querer ser esperto. Tão ingénuo que cuida, coitado, de que alguma vez no mundo o conhecimento valeu mais do que a ingenuidade de cada um. A ingenuidade é o legítimo segredo de cada qual, é a sua verdadeira idade, é o seu próprio sentimento livre, é a alma do nosso corpo, é a própria luz de toda a nossa resistência moral.
Mas os ing√©nuos s√£o os primeiros que ignoram a for√ßa criadora da ingenuidade, e na √Ęnsia de crescer compram vantagens imediatas ao pre√ßo da sua pr√≥pria ingenuidade.
Raríssimos foram e são os ingénuos que se comprometeram um dia para consigo próprios a não competir neste mundo senão consigo mesmos. A grande maioria dos ingénuos desanima logo de entrada e prefere tricher no jogo de honra, do mérito e do valor. São eles as próprias vítimas de si mesmos, os suicidas dos seus legítimos poetas, os grotescos espanatalhos da sua própria esperteza saloia.
Bem haja o povo que encontrou para o seu idioma esta denunciante expressão da pessoa que é vítima de si mesma: a esperteza saloia. A esperteza saloia representa bem a lição que sofre aquele que não confiou afinal em si mesmo,

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Possuídos pelo Demónio

A inven√ß√£o do dem√≥nio. Se estamos possu√≠dos pelo dem√≥nio, n√£o pode ser s√≥ por um, porque ent√£o viver√≠amos, pelo menos na terra, em paz, como se fosse com Deus, em uni√£o, sem contradi√ß√Ķes, sem reflex√£o, sempre seguros do homem atr√°s de n√≥s. O seu rosto n√£o nos amedrontaria, porque, como seres diab√≥licos, ter√≠amos, mesmo que um pouco sens√≠veis √† vista, a esperteza suficiente de preferir sacrificar uma m√£o para lhe tapar a cara com ela. Se estiv√©ssemos possu√≠dos apenas por um dem√≥nio, um que tivesse uma vis√£o tranquila, calma, de toda a nossa natureza, e liberdade para dispor de n√≥s em qualquer momento, esse dem√≥nio teria tamb√©m poder suficiente para nos manter durante o √Ęmbito de uma vida humana muito acima do esp√≠rito de Deus em n√≥s, e mesmo para nos balan√ßar de um lado para o outro para que assim n√£o v√≠ssemos nenhum sinal dele e consequentemente n√£o f√īssemos perturbados por esse lado. S√≥ uma multid√£o de dem√≥nios pode ser respons√°vel pelas nossas desgra√ßas terrenas. Porque n√£o se matam eles uns aos outros at√© s√≥ ficar um, ou porque n√£o ficam subordinados a um grande dem√≥nio? Qualquer das duas hip√≥teses estaria de acordo com o princ√≠pio diab√≥lico de nos enganar tanto quanto poss√≠vel.

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Afirmar que os nossos √™xitos s√£o devidos √† Provid√™ncia e n√£o √† habilidade, √© uma esperteza mais para aumentar, aos nossos olhos, a import√Ęncia desses √™xitos.

Pensar Portugal

Pensar Portugal √© pens√°-lo no que ele √© e n√£o iludirmo-nos sobre o que ele √©. Ora o que ele √© √© a inconsci√™ncia, um infantilismo org√Ęnico, o repentismo, o desequil√≠brio emotivo que vai da abjec√ß√£o e l√°grima f√°cil aos actos grandiosos e her√≥icos, a credulidade, o embasbacamento, a dif√≠cil assump√ß√£o da pr√≥pria liberdade e a paralela e c√≥moda entrega do pr√≥prio destino √†s m√£os dos outros, o mesquinho esp√≠rito de intriga, o entendimento e valoriza√ß√£o de tudo numa dimens√£o curta, a zanga f√°cil e a reconcilia√ß√£o f√°cil como se tudo fossem rixas de fam√≠lia, a tend√™ncia para fazermos sempre da nossa vida um teatro, o berro, o espalhafato, a desinibi√ß√£o tumultuosa, o despudor com que exibimos facilmente o que devia ficar de portas adentro, a grosseria de um novo-rico sem riqueza, o ego√≠smo feroz e indiscreto balanceado com o altru√≠smo, se houver gente a ver ou a saber, a inautenticidade vis√≠vel se queremos subir al√©m de n√≥s, a superficialidade vistosa, a improvisa√ß√£o de expediente, o arrivismo, a trafulhice e o gozo e a vaidade de intrujar com a nossa ¬ęesperteza saloia¬Ľ, o fatalismo, a crendice milagreira, a parolice. Decerto, temos tamb√©m as nossas virtudes. Mas, na sua maioria, elas t√™m a sua raiz nestas mis√©rias.

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Todas as religi√Ķes s√£o fundadas no medo de muitos e na esperteza de uns poucos.