Frases sobre Homens de Giacomo Leopardi

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Frases de homens de Giacomo Leopardi. As mais belas frases e mensagens de Giacomo Leopardi para ler e compartilhar.

Os homens envergonham-se não das injúrias que cometem, mas daquelas que recebem . Porém, para fazer com que os ofensores se envergonhem, não há outro caminho senão o de devolver-lhes a ofensa.

O sentimento da vingança é tão agradável, que muitas vezes o homem deseja ser ofendido para se poder vingar, e não falo apenas de um inimigo habitual, mas de uma pessoa indiferente, ou até mesmo, sobretudo em alguns momentos de humor negro, de um amigo.

Nada é vergonhoso para o homem de espírito, nem é capaz de fazê-lo sentir vergonha e provar o desagradável sentimento dessa paixão, a não ser apenas o acto de envergonhar-se e de enrubescer.

Acreditaria que a embriaguez tivesse sido para os homens a primeira ocasião e a primeira causa do riso; outro efeito próprio e particular do género humano.

A morte não é um mal: porque liberta o homem de todos os males, e ao mesmo tempo que os bens tira-lhe os desejos. A velhice é o pior dos males: porque priva o homem de todos os prazeres, deixando-lhe deles todos os apetites; e traz consigo todas as dores. Não obstante, os homens temem a morte e desejam a velhice.

O tédio é de certo modo o mais sublime dos sentimentos humanos. O não poder ser satisfeito por nenhuma coisa terrena nem, por assim dizer, pela terra inteira. Por isso o tédio é pouco conhecido dos homens sem importância, e pouquíssimo ou nada dos outros animais.

Não apenas os homens, mas o género humano foi e sempre será necessariamente infeliz. Não apenas o género humano, mas todos os animais. Não apenas os animais, mas todos os seres a seu modo. Não os indivíduos, mas as espécies, os géneros, os reinos, os sistemas, os mundos…

Tem-se muito mais temor do ódio ou da cólera dos homens do que esperança no seu afecto e na sua gratidão.

É curioso ver que quase todos os homens de grande valor têm maneiras simples; e que quase sempre as maneiras simples são tomadas como indício de pouco valor.

Duas verdades em que os homens em geral nunca acreditarão: a primeira, a de não saber nada, a segunda, a de não ser nada. Acrescente a terceira, que depende muito da segunda: a de não ter nada a esperar depois da morte.

É curioso observar que quase todos os homens que valem muito têm maneiras simples, e que quase sempre as maneiras simples são vistas como indício de pouco valor.

O efeito mais determinado, e quase a soma dos efeitos que produz num homem de raro e elevado espírito o conhecimento e a experiência dos homens, é o acto de torná-lo muito indulgente em relação a qualquer fraqueza maior e excessiva, qualquer pequenez, tolice, ignorância, estupidez, maldade, vício e defeito alheio, natural ou adquirido…

Não há nada que demonstre tão bem a grandeza e a potência do intelecto humano, nem a superioridade e a nobreza do homem, como o facto de ele poder conhecer, compreender por completo e sentir fortemente a sua exiguidade.

Natureza nobre é aquela
que tem coragem
de olhar nos olhos
o destino comum, e que com franca língua,
sem subtrair nada da verdade,
confessa o mal que nos foi dado como destino
e a condição baixa e frágil do homem.

Os homens não são miseráveis por necessidade, mas estão determinados a crer-se miseráveis por acidente.