Cita√ß√Ķes sobre Pequenez

25 resultados
Frases sobre pequenez, poemas sobre pequenez e outras cita√ß√Ķes sobre pequenez para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Ins√Ęnia De Um Simples

Em cismas patológicas insanas,
√Č-me grato adstringir-me, na hierarquia
Das formas vivas, à categoria
Das organiza√ß√Ķes liliputianas;

Ser semelhante aos zoófitos e às lianas,
Ter o destino de uma larva fria,
Deixar enfim na cloaca mais sombria
Este feixe de células humanas!

E enquanto arremedando Eolo iracundo,
Na orgia heliogab√°lica do mundo,
Ganem todos os vícios de uma vez,

Apraz-me, adstricto ao tri√Ęngulo mesquinho
De um delta humilde, apodrecer sozinho
No silêncio de minha pequenez!

Desconfio sempre das paix√Ķes que fazem estilo. Acho que a pequenez do amor est√° na raz√£o inversa da grandeza das palavras.

Em boa paz com teólogos e filósofos, a mim se me afigura que o homem é um composto de grandeza e pequenez, uma dualidade de gigante e de pigmeu.

Uma Apreciação Correcta do Nosso Valor

Uma aprecia√ß√£o correcta do valor daquilo que se √© em si e para si mesmo, comparado √†quilo que se √© apenas aos olhos de outr√©m, contribuir√° em muito para a nossa felicidade. √Ä primeira rubrica pertence tudo o que preenche o tempo da nossa pr√≥pria exist√™ncia, o conte√ļdo √≠ntimo desta. (…) Pelo contr√°rio, o lugar daquilo que somos para outr√©m √© a consci√™ncia alheia, √© a representa√ß√£o sob a qual nela aparecemos, junto com os conceitos que lhe s√£o aplicados. Ora, isso √© algo que n√£o existe imediatamente para n√≥s, mas apenas de modo mediato, vale dizer, na medida em que determina a conduta dos outros para connosco. E mesmo isso s√≥ √© levado em conta caso tenha influ√™ncia sobre alguma coisa que possa modificar aquilo que somos em n√≥s e para n√≥s mesmos. Ademais, aquilo que se passa, como tal, na consci√™ncia alheia, √©-nos indiferente.
E tamb√©m nos tornaremos cada vez mais indiferentes quando alcan√ßarmos um conhecimento suficiente da superficialidade e da futilidade dos pensamentos, da limita√ß√£o dos conceitos, da pequenez dos sentimentos, da absurdez das opini√Ķes e do n√ļmero de erros na maioria das cabe√ßas. E, ainda, √† medida que aprendermos pela pr√≥pria experi√™ncia o desd√©m com que,

Continue lendo…

O maior líder é aquele que reconhece sua pequenez, extrai força de sua humildade e experiência da sua fragilidade.

O Oportunismo

O oportunismo √©, porventura, a mais poderosa de todas as tenta√ß√Ķes; quem reflectiu sobre um problema e lhe encontrou solu√ß√£o √© levado a querer realiz√°-la, mesmo que para isso se tenha de afastar um pouco de mais r√≠gidas regras de moral; e a gravidade do perigo √© tanto maior quanto √© certo que se n√£o √© movido por um lado inferior do esp√≠rito, mas quase sempre pelo amor das grandes ideias, pela generosidade, pelo desejo de um grupo humano mais culto e mais feliz.
Por outra parte, é muito difícil lutar contra uma tendência que anda inerente ao homem, à sua pequenez, à sua fragilidade ante o universo e que rompe através dos raciocínios mais fortes e das almas mais bem apetrechadas: não damos ao futuro toda a extensão que ele realmente comporta, supomos que o progresso se detém amanhã e que é neste mesmo momento, embora transigindo, embora feridos de incoerência, que temos de lançar o grão à terra e de puxar o caule verde para que a planta se erga mais depressa.
Seria bom, no entanto, que pensássemos no reduzido valor que têm leis e reformas quando não respondem a uma necessidade íntima, quando não exprimem o que já andava,

Continue lendo…

Quanto mais arrogante for a pessoa, mais evidenciar√° sua pequenez interior. Quem tem pouco valor age com arrog√Ęncia para parecer importante, mas com isso mostra apenas sua insignific√Ęncia.

Cada Homem Só se Pode Salvar ou Perder Sozinho

Também eu acredito que a existência precede a essência. Que tudo começa quando o coração pulsa pela primeira vez, e tudo acaba quando ele desiste de lutar. Que todas as paisagens são cenários do nosso drama pessoal, comentários decorativos da nossa aventura íntima e profunda. E que, por isso, cada homem só se pode salvar ou perder sozinho, e que só ele é o responsável pelos seus passos, que só as suas próprias raízes são raízes, e que está nas suas mãos a grandeza ou a pequenez do seu destino. Companheiro doutros homens, será belo tudo quanto de acordo com o semelhante fizer, todas as suas fraternidades necessárias e louváveis. Mas que será do tamanho e da qualidade da sua realização singular, da força da sua unidade, da posição que escolheu e da obra que realizou, que a consciência lhe perguntará dia a dia, minuto a minuto.

Entretanto, a despropor√ß√£o entre a grandeza da minha alma e a PEQUENEZ dos meus contempor√Ęneos se evidenciou no fato de que n√£o fui ouvido, nem sequer compreendido.

Meditação Sobre os Poderes

Rubricavam os decretos, as folhas tristes
sobre a mesa dos seus poderes efémeros.
Queriam ser reis, czares, tantas coisas,
e rodeavam-se de pequenos corvos,
palradores e reverentes, dos que repetem:
és grande, ninguém te iguala, ninguém.
Repartiam entre si os tesouros e as d√°divas,
murmurando forjadas confidências,
não amando ninguém, nada respeitando.
Encantavam-se com o eco liquefeito
das suas vozes comandando, decretando.
Banqueteavam-se com a pequenez
de tudo quanto julgavam ser grande,
com os quadros, com o fulgor novo-rico
das vénias e dos protocolos. Vinha a morte
e mostrava-lhes como tudo é fugaz
quando, humanamente, se est√° de passagem,
corpo em tr√Ęnsito para lado nenhum.
Acabaram sempre a chorar sobre a miséria
dos seus títulos afundados na terra lamacenta.

A Vida n√£o Cabe numa Teoria

A vida… e a gente p√Ķe-se a pensar em quantas maravilhosas teorias os fil√≥sofos arquitectaram na severidade das bibliotecas, em quantos belos poemas os poetas rimaram na pobreza das mansardas, ou em quantos fechados dogmas os te√≥logos n√£o entenderam na solid√£o das celas. Nisto, ou ent√£o na conta do sapateiro, na degrada√ß√£o moral do s√©culo, ou na triste pequenez de tudo, a come√ßar por n√≥s.
Mas a vida é uma coisa imensa, que não cabe numa teoria, num poema, num dogma, nem mesmo no desespero inteiro dum homem.
A vida √© o que eu estou a ver: uma manh√£ majestosa e nua sobre estes montes cobertos de neve e de sol, uma manta de panasco onde uma ovelha acabou de parir um cordeiro, e duas crian√ßas ‚ÄĒ um rapaz e uma rapariga ‚ÄĒ silenciosas, pasmadas, a olhar o milagre ainda a fumegar.

Vivemos numa Paz de Animais Domésticos

Uma cobra de água numa poça do choupal, a gozar o resto destes calores, e umas meninas histéricas aos gritinhos, cheias de saber que o bicho era tão inofensivo como uma folha.
Por fidelidade a um mandato profundo, o nosso instinto, diante de certos factos, ainda quer reagir. Mas logo a raz√£o acode, e o uivo do plasma acaba num cacarejo convencional. Todos os tratados e todos os preceptores nos explicaram j√° quantas esp√©cies de of√≠dios existem e o soro que neutraliza a mordedura de cada um. Herdamos um mundo j√° quase decifrado, e sabemos de cor as ervas que n√£o devemos comer e as feras que nos n√£o podem devorar. Vivemos numa paz de animais dom√©sticos, vacinados, com os dentes caninos a trincar past√©is de nata, tendo aos p√©s, submissos, os antigos pesadelos da nossa ignor√Ęncia. Passamos pela terra como espectros, indo aos jardins zool√≥gicos e bot√Ęnicos ver, pacata e s√†biamente, em jaulas e canteiros, o que j√° foi perigo e mist√©rio. E, por mais que nos custe, n√£o conseguimos captar a alma do brinquedo esventrado. O homem selvagem, que teve de escolher tudo, de separar o trigo do joio, de mondar dos seus reflexos o que era manso e o que era bravo,

Continue lendo…

Ficaremos cada vez mais indiferentes quando alcan√ßarmos um conhecimento suficiente da superficialidade e da futilidade dos pensamentos, da limita√ß√£o dos conceitos, da pequenez dos sentimentos, da absurdez das opini√Ķes e do n√ļmero de erros na maioria das cabe√ßas.

Acordo de Noite Subitamente

Acordo de noite subitamente,
E o meu relógio ocupa a noite toda.
N√£o sinto a Natureza l√° fora.
O meu quarto é uma cousa escura com paredes vagamente
brancas.
L√° fora h√° um sossego como se nada existisse.
Só o relógio prossegue o seu ruído.
E esta pequena cousa de engrenagens que est√° em cima
da minha mesa
Abafa toda a exist√™ncia da terra e do c√©u…
Quase que me perco a pensar o que isto significa,
Mas estaco, e sinto-me sorrir na noite com os cantos da
boca,
Porque a √ļnica cousa que o meu rel√≥gio simboliza ou
significa
Enchendo com a sua pequenez a noite enorme
√Č a curiosa sensa√ß√£o de encher a noite enorme
Com a sua pequenez…