Protesto

NĂŁo Ă© no teu corpo que se imola
para a ceia dos meus sentidos
a vĂ­tima nĂșbil, a ĂĄurea mola
que cinge o amor recente aos idos.

Mas é também no teu corpo que corre
o sangue que o meu sangue socorre.

NĂŁo Ă© no teu corpo que se ergue
a guerra fria dos meus nervos.

nem nasceram tuas transparĂȘncias
para a cegueira dos meus dedos.

Mas é também no teu corpo insano
que perscruto meu desconforto humano.

NĂŁo Ă© no teu corpo, nos teus olhos
de fauno, que colho as minhas ditas,
nem o jasmim de tua boca flore
para a visĂŁo que me solicita.

Mas Ă© tambĂ©m no teu corpo Ășnico
que o amor Ă  forma do Amor reĂșno.

NĂŁo Ă© no teu corpo que concentro
minha sede (esta sede ferina
que morre de seu farto alimento
e vive de quanto se elimina)

Mas é também teu corpo a medida
destas ĂĄguas sobre a minha ferida.

NĂŁo Ă© no teu corpo, mas Ă© tanto
no teu corpo meu Ășltimo refĂșgio,

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