Cita√ß√Ķes sobre Prata

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Frases sobre prata, poemas sobre prata e outras cita√ß√Ķes sobre prata para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Neruda e García Lorca em Homenagem a Rubén Dario

Eis o texto do discurso:

Neruda: Senhoras…

Lorca: …e senhores. Existe na lide dos touros uma sorte chamada ¬ętoreio dei alim√≥n¬Ľ, em que dois toureiros furtam o corpo ao touro protegidos pela mesma capa.

Neruda: Federico e eu, ligados por um fio eléctrico, vamos emparelhar e responder a esta recepção tão significativa.

Lorca: √Č costume nestas reuni√Ķes que os poetas mostrem a sua palavra viva, prata ou madeira, e sa√ļdem com a sua voz pr√≥pria os companheiros e amigos.

Neruda: Mas n√≥s vamos colocar entre v√≥s um morto, um comensal vi√ļvo, escuro nas trevas de uma morte maior que as outras mortes, vi√ļvo da vida, da qual foi na sua hora um marido deslumbrante. Vamos esconder-nos sob a sua sombra ardente, vamos repetir-lhe o nome at√© que a sua grande for√ßa salte do esquecimento.

Lorca: N√≥s, depois de enviarmos o nosso abra√ßo com ternura de pinguim ao delicado poeta Amado Villar, vamos lan√ßar um grande nome sobre a toalha, na certeza de que v√£o estalar as ta√ßas, saltar os garfos, buscando o olhar que todos anseiam, e que um golpe de mar h√°-de manchar as toalhas. N√≥s vamos evocar o poeta da Am√©rica e da Espanha: Rub√©n…

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Toma-me

Toma-me. A tua boca de linho sobre a minha boca
Austera. Toma-me AGORA, ANTES
Antes que a carnadura se desfaça em sangue, antes
Da morte, amor, da minha morte, toma-me
Crava a tua m√£o, respira meu sopro, deglute
Em cadência minha escura agonia.

Tempo do corpo este tempo, da fome
Do de dentro. Corpo se conhecendo, lento,
Um sol de diamante alimentando o ventre,
O leite da tua carne, a minha
Fugidia.
E sobre nós este tempo futuro urdindo
Urdindo a grande teia. Sobre nós a vida
A vida se derramando. Cíclica. Escorrendo.

Te descobres vivo sob um jogo novo.
Te ordenas. E eu deliquescida: amor, amor,
Antes do muro, antes da terra, devo
Devo gritar a minha palavra, uma encantada
Ilharga
Na c√°lida textura de um rochedo. Devo gritar
Digo para mim mesma. Mas ao teu lado me estendo
Imensa. De p√ļrpura. De prata. De delicadeza.

Incensos

Dentre o chorar dos trêmulos violinos,
Por entre os sons dos órgãos soluçantes
Sobem nas catedrais os neblinantes
Incensos vagos, que recordam hinos…

Rolos d’incensos alvadios, finos
E transparentes, fulgidos, radiantes,
Que elevam-se aos espaços, ondulantes,
Em Quimeras e Sonhos diamantinos.

Relembrando turíbulos de prata
Incensos arom√°ticos desata
Teu corpo eb√ļrneo, de sedosos flancos.

Claros incensos imortais que exalam,
Que l√Ęnguidas e l√≠mpidas trescalam
As luas virgens dos teus seios brancos.

Teu Corpo de Terra e √Āgua

Teu corpo de terra e √°gua
Onde a quilha do meu barco
Onde a relha do arado
Abrem rotas e caminho

Teu ventre de seivas brancas
Tuas rosas paralelas
Tuas colunas teu centro
Teu fogo de verde pinho

Tua boca verdadeira
Teu destino minha alma
Tua balança de prata
Teus olhos de mel e vinho

Bem que o mundo n√£o seria
Se o nosso amor lhe faltasse
Mas as manh√£s que n√£o temos
São nossos lençóis de linho

Se as Penas com que Amor T√£o Mal me Trata

Se as penas com que Amor t√£o mal me trata
Permitirem que eu tanto viva delas,
Que veja escuro o lume das estrelas,
Em cuja vista o meu se acende e mata;

E se o tempo, que tudo desbarata,
Secar as frescas rosas, sem colhê-las,
Deixando a linda cor das tranças belas
Mudada de ouro fino em fina prata;

Também, Senhora, então vereis mudado
O pensamento e a aspereza vossa,
Quando não sirva já sua mudança.

Ver-vos-eis suspirar por o passado,
Em tempo quando executar-se possa
No vosso arrepender minha vingança.

Não Dês Esmola a Santinhos

MOTE

Não dês esmola a santinhos,
Se queres ser bom cidad√£o;
D√° antes aos pobrezinhos
Uma fatia de p√£o.

GLOSAS

Não dês, porque a padralhada
Pega nas tuas esmolinhas
E compra frangos e galinhas
Para comer de tomatada;
E os santos n√£o provam nada,
Nem o cheiro, coitadinhos…
Os padres bebem bons vinhos
Por ta√ßas finas, bonitas…
Se elas s√£o p’ra parasitas,
Não dês esmola a santinhos.

Missas n√£o mandes dizer,
Nem lhes faças mais promessas
E nem mandes armar essas
Se um dia alguém te morrer.
Não dês nada que fazer
Ao padre e ao sacrist√£o,
A ver para onde eles v√£o…
Trabalhar, n√£o, com certeza.
Dá sempre esmola à pobreza
Se queres ser bom cidad√£o.

Tu não vês que aquela gente
Chega até a fingir que chora,
Afirmando o que ignora,
Assim descaradamente!?…
Arranjam voz comovente
Para jludir os parvinhos
E fazem-se muito mansinhos,
Que é o seu modo de mamar;
Portanto, o que lhe h√°s-de dar,
D√° antes aos pobrezinhos.

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Quarenta Anos

Blocos de ouro branco na boca
fios de prata na barba
√ď tempo
me torno valioso
e n√£o me valho

Diz que amor é urgente mas não corro
diz que a vida é agora mas não ardo
n√£o tenho pressa
diante de mim, no
espelho

Ostento, claro, uma testa mais larga
porém quem disse
que me tornei mais
s√°bio?

As Estrelas

L√°, nas celestes regi√Ķes distantes,
No fundo melancólico da Esfera,
Nos caminhos da eterna Primavera
Do amor, eis as estrelas palpitantes.

Quantos mistérios andarão errantes,
Quantas almas em busca da Quimera,
L√°, das estrelas nessa paz austera
Soluçarão, nos altos céus radiantes.

Finas flores de pérolas e prata,
Das estrelas serenas se desata
Toda a caudal das ilus√Ķes insanas.

Quem sabe, pelos tempos esquecidos,
Se as estrelas n√£o s√£o os ais perdidos
Das primitivas legi√Ķes humanas?!

Rua de Cam√Ķes

A minha inf√Ęncia
cheira a soalho esfregado a piaçaba
aos chocolates do meu pai aos Domingos
à camisa de noite de flanela
da minha m√£e

Ao fog√£o a carv√£o
à máquina a petróleo
ao zinco da bacia de banho

Soa a janelas de guilhotina
a desvendar meia rua
surgia sempre o telhado
sustent√°culo da mansarda
obst√°culo da perspectiva

Nele a chuva acontecia
aspergindo ocres mais vivos
empapando ervas esquecidas
cantando com as telhas liquidamente
percutindo folhetas e caleiras
criando manchas t√£o incoerentes nas paredes
de onde podia emergir qualquer objecto

E havia a Dona Laura
senhora distinta
e sua criada Rosa
que ao nosso menor salto
lesta vinha avisar
que estavam l√° em baixo
as pratas a abanar no guarda-louça

O caruncho repicava nas frinchas
alongava as pernas
a casa envelhecia

Na rua das traseiras havia um catavento
veloz nas turbulências de Inverno
e eu rejeitava da boneca
a imut√°vel express√£o

A minha mãe fazia-me as tranças
antes de ir para a escola
e dizia-me muitas vezes

N√£o olhes para os rapazes
que é feio.

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A Amizade Verdadeira e Genuína

Do mesmo modo que o papel-moeda circula no lugar da prata, tamb√©m no mundo, no lugar da estima verdadeira e da amizade aut√™ntica, circulam as suas demonstra√ß√Ķes exteriores e os seus gestos imitados do modo mais natural poss√≠vel. Por outro lado, poder-se-ia perguntar se h√° pessoas que de facto merecem essa estima e essa amizade. Em todo o caso, dou mais valor aos abanos de cauda de um c√£o leal do que a cem daquelas demonsta√ß√Ķes e gestos.
A amizade verdadeira e genu√≠na pressup√Ķe uma participa√ß√£o intensa, puramente objectiva e completamente desinteressada no destino alheio; participa√ß√£o que, por sua vez, significa identificarmo-nos de facto com o amigo. Ora, o ego√≠smo pr√≥prio √† natureza humana √© t√£o contr√°rio a tal sentimento, que a amizade verdadeira pertence √†quelas coisas que n√£o sabemos se s√£o mera f√°bula ou se de facto existem em algum lugar, como as serpentes marinhas gigantes. Todavia, h√° muitas rela√ß√Ķes entre os homens que, embora se baseiem essencialmente em motivos ego√≠stas e ocultos de diversos tipos, passam a ter um gr√£o daquela amizade verdadeira e genu√≠na, o que as enobrece ao ponto de poderem, com certa raz√£o, ser chamadas de amizade nesse mundo de imperfei√ß√Ķes. Elas elevam-se muito acima dos v√≠nculos ordin√°rios,

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Este é o Prólogo

Deixaria neste livro
toda minha alma.
Este livro que viu
as paisagens comigo
e viveu horas santas.

Que compaix√£o dos livros
que nos enchem as m√£os
de rosas e de estrelas
e lentamente passam!

Que tristeza t√£o funda
é mirar os retábulos
de dores e de penas
que um coração levanta!

Ver passar os espectros
de vidas que se apagam,
ver o homem despido
em Pégaso sem asas.

Ver a vida e a morte,
a síntese do mundo,
que em espaços profundos
se miram e se abraçam.

Um livro de poemas
é o outono morto:
os versos s√£o as folhas
negras em terras brancas,

e a voz que os lê
é o sopro do vento
que lhes mete nos peitos
‚ÄĒ entranh√°veis dist√Ęncias. ‚ÄĒ

O poeta é uma árvore
com frutos de tristeza
e com folhas murchadas
de chorar o que ama.

O poeta é o médium
da Natureza-m√£e
que explica sua grandeza
por meio das palavras.

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Tatuagens Complicadas Do Meu Peito

Tatuagens complicadas do meu peito:
Trof√©us, emblemas, dois le√Ķes alados…
Mais, entre cora√ß√Ķes engrinaldados,
Um enorme, soberbo, amor-perfeito…

E o meu bras√£o… Tem de oiro, num quartel
Vermelho, um lis; tem no outro uma donzela,
Em campo azul, de prata o corpo, aquela
Que é no meu braço como que um broquel.

Timbre: rompante, a megalomania…
Divisa: um ai, – que insiste noite e dia
Lembrando ru√≠nas, sepulturas rasas…

Entre castelos serpes batalhantes,
E √°guias de negro, desfraldando as asas,
Que realça de oiro um colar de besantes!

Tabacaria

N√£o sou nada.
Nunca serei nada.
N√£o posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milh√Ķes do mundo que ningu√©m sabe quem √©
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a p√īr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje l√ļcido, como se estivesse para morrer,
E n√£o tivesse mais irmandade com as coisas
Sen√£o uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.

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A Moralidade P√ļblica Degradada

As crian√ßas ficam todas contentes quando encontram na praia alguns calhaus coloridos; n√≥s preferimos enormes colunas variegadas, importadas das areias do Egipto ou dos desertos do Norte de √Āfrica para a constru√ß√£o de algum p√≥rtico ou de um sal√£o de banquetes com capacidade para uma multid√£o. Olhamos com admira√ß√£o paredes recobertas de placas de m√°rmore, embora cientes do material que l√° est√° por baixo. Iludimos os nossos pr√≥prios olhos: quando recobrimos os tectos a ouro o que fazemos sen√£o deleitar-nos com uma mentira ? Sabemos bem que por baixo desse ouro se oculta reles madeira! Mas n√£o s√£o s√≥ as paredes ou os tectos que se recobrem de uma ligeira camada: tamb√©m a felicidade destes aparentes grandes da nossa sociedade √© uma felicidade ¬ędourada¬Ľ! Observa atentamente, e ver√°s a corrup√ß√£o que se esconde sob essa leve capa de dignidade. Desde que o dinheiro (que tanto atrai a aten√ß√£o de in√ļmeros magistrados e ju√≠zes e tantos mesmo promove a magistrados e ju√≠zes!…), desde que o dinheiro, digo, come√ßou a merecer honras, a honra aut√™ntica come√ßou a perder terreno; alternadamente vendedores ou objectos postos √† venda, habitua-mo-nos a perguntar pela quantidade, e n√£o pela qualidade das coisas. Somos boas pessoas por interesse,

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Sêde de Amor

I

Vi-te uma vez e (novo
Extranho caso foi!)
Por entre tanto povo…
Tanta mulher… Supp√Ķe

Que m√£e estremecida
Via o seu filho andar
Sobre muralha erguida,
Onde o fizesse ir dar

Aquelle remoinho,
Aquella inquietação
D’um pobre innocentinho
Ainda sem raz√£o!

E ora estendendo os bra√ßos…
Ora apertando as m√£os…
Vendo-lhe o gesto, os passos,
Quantos esforços vãos,

O triste na cimalha
Faz por voltar atraz…
Sem vêr como lhe valha!
A vêr o que elle faz!

Pallida, exhausta, muda,
Os olhos uns ti√ß√Ķes,
Com que, a tremer, lhe estuda
As mesmas pulsa√ß√Ķes…

(Porque não é mais fundo
O mar no equador,
Nem é todo este mundo
Maior do que esse amor!

Mais vasto, largo e extenso
Todo esse céo tambem
Do que o amor immenso
D’um cora√ß√£o de m√£e!)

Assim, n’essa agonia…
N’essa intima avidez…
√Č que entre os mais te eu ia
Seguindo d’essa vez!

Porque te adoro!… a ponto,

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A Superficialidade dos Grandes Espíritos

N√£o h√° nada de mais perigoso para o esp√≠rito do que a sua rela√ß√£o com as grandes coisas. Algu√©m deambula por uma floresta, sobe a um monte e v√™ o mundo estendido a seus p√©s, olha para um filho que lhe colocam pela primeira vez nos bra√ßos, ou desfruta da felicidade de assumir uma posi√ß√£o invejada por todos. Perguntamos: o que se passa nele em tais momentos? Ele pr√≥prio certamente pensa que s√£o muitas coisas, profundas e importantes; mas n√£o tem presen√ßa de esp√≠rito suficiente para, por assim dizer, as tomar √† letra. O que h√° de admir√°vel, diante dele e fora dele, que o encerra numa esp√©cie de gaiola magn√©tica, arranca os pensamentos do seu interior. O seu olhar perde-se em mil pormenores, mas ele tem a secreta sensa√ß√£o de ter esgotado todas as muni√ß√Ķes. L√° fora, esse momento inspirado, solar, profundo, essa grande hora, recobre o mundo com uma camada de prata galvanizada que penetra todas as folhinhas e veias; mas na outra extremidade em breve se come√ßa a notar uma certa falta de subst√Ęncia interior, e nasce a√≠ uma esp√©cie de grande ¬ęO¬Ľ, redondo e vazio. Este estado √© o sintoma cl√°ssico do contacto com tudo o que √© eterno e grande,

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A Isca

Vem viver comigo, sê o meu amor
E alguns novos prazeres provaremos
De areias douradas e regatos de cristal
Com linhas de seda e anzóis de prata.

Aí o rio correrá murmurando, aquecido
Mais por teus olhos do que pelo sol;
E aí os peixes enamorados ficarão
Suplicando a si próprios poder trair.

Quando tu nadares nesse banho de vida
Cada peixe, dos que todos os canais possuem,
Nadar√° amorosamente para ti,
Mais feliz por te apanhar, que tu a ele.

Se, sendo vista assim, fores censurada
Pelo Sol, ou Lua, a ambos eclipsar√°s;
E se me for dada licença para olhar
Dispensarei as suas luzes, tendo-te a ti.

Deixa que outros gelem com canas de pesca
E cortem as suas pernas em conchas e algas;
Ou traiçoeiramente cerquem os pobres peixes
Com engodos sufocantes, ou redes de calado.

Deixa que rudes e ousadas m√£os, do ninho limoso
Arranquem os cardumes acamados em baixios;
Ou que traidores curiosos, com moscas de seda
Enfeiticem os olhos perdidos dos pobres peixes,

Porque tu n√£o precisas de tais enganos,

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A Lua de Londres

√Č noite; o astro saudoso
Rompe a custo um pl√ļmbeo c√©u,
Tolda-lhe o rosto formoso
Alvacento, h√ļmido v√©u:
Traz perdida a cor de prata,
Nas √°guas n√£o se retrata,
N√£o beija no campo a flor,
N√£o traz cortejo de estrelas,
N√£o fala d’amor √†s belas,
N√£o fala aos homens d’amor.

Meiga lua! os teus segredos
Onde os deixaste ficar?
Deixaste-os nos arvoredos
Das praias d’al√©m do mar?
Foi na terra tua amada,
Nessa terra t√£o banhada
Por teu límpido clarão?
Foi na terra dos verdores,
Na p√°tria dos meus amores,
Pátria do meu coração?

Oh! que foi!… deixaste o brilho
Nos montes de Portugal,
L√° onde nasce o tomilho,
Onde h√° fontes de cristal;
L√° onde viceja a rosa,
Onde a leve mariposa
Se espaneja à luz do sol;
L√° onde Deus concedera
Que em noites de Primavera
Se escutasse o rouxinol.

Tu vens, ó lua, tu deixas
Talvez há pouco o país,
Onde do bosque as madeixas
Já têm um flóreo matiz;
Amaste do ar a doçura,

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