Cita√ß√Ķes sobre Terrorismo

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Frases sobre terrorismo, poemas sobre terrorismo e outras cita√ß√Ķes sobre terrorismo para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Como se Faz uma Declaração de Amor?

Mas ent√£o como se faz uma declara√ß√£o de amor? Em papel selado, na presen√ßa de um advogado. Por que n√£o? As piores declara√ß√Ķes s√£o as p√≠fias e clandestinas, do g√©nero ¬ęAcho-te uma pessoa muito interessante¬Ľ. As melhores s√£o aquelas que comprometem quem as faz, que se baseiam em provas capazes de serem apresentadas em tribunal, que fazem corar as testemunhas. As declara√ß√Ķes do tipo ¬ęExperimentar-a-ver-se-d√°¬Ľ nunca d√£o. √Č melhor mandar imprimir 2000 folhetos e distribu√≠-los por avioneta √† popula√ß√£o, devidamente identificados, do que um bilhetinho an√≥nimo de ¬ęum admirador¬Ľ. As declara√ß√Ķes de amor t√™m de cortar a respira√ß√£o de quem as recebe, t√™m de rebentar na cara de quem as l√™. O amor e o terrorismo s√£o quest√Ķes de objectivo, e n√£o de grau.

Como estamos todos a zero, ningu√©m pode dar conselhos a ningu√©m. H√° s√©culos que as maiores cabe√ßas do mundo procuram a frase perfeita de apresenta√ß√£o. H√° as deixas rascas, do g√©nero ¬ęDeixe-me adivinhar o seu signo¬Ľ ou ¬ęN√£o costuma c√° estar √†s ter√ßas-feiras, pois n√£o?¬Ľ. H√° as deixas pirosas, do g√©nero ¬ęImporta-se que eu lhe diga que voc√™ √© muito bonita?¬Ľ ou ¬ęPosso s√≥ dizer-lhe uma coisa? O seu namorado tem muita sorte!¬Ľ. Depois,

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O Poema √© uma √Ārvore de um S√≥ Fruto

Creio que nenhum de v√≥s h√°-de estranhar que eu diga que o poeta √© aquele que perdeu a palavra antes de a poder dizer; dito de outro modo. Ele √© o que fala ou escreve antes de conhecer o enunciado do que vai dizer. O grito, o sil√™ncio, a aridez da n√£o inspira√ß√£o determinam inicialmente a cria√ß√£o po√©tica; o poema nunca √© real, nunca se efectiva numa conclus√£o, ou num objectivo determinado. O poema nasce de um grito, de um assombro, de uma ruptura, da noite do nada e da disponibilidade da linguagem relacional; √© sempre a transposi√ß√£o de um referente real ou imagin√°rio para uma linguagem de equival√™ncia, mas necessariamente, livremente, distanciada da refer√™ncia. Esta linguagem √© a ¬ęcoer√™ncia da incoer√™ncia¬Ľ, ¬ęuma linguagem na linguagem¬Ľ, mantendo embora a voz mesma do existente ausente que √© o poeta, no ¬ęfingimento¬Ľ, na fic√ß√£o, na heteron√≠mia do poema. Longe de ser um astro fixo, o poema suspende o enunciado para fluir numa rela√ß√£o metam√≥rfica de palavras, de imagens, de sons e de rela√ß√Ķes que s√£o todos os elementos consonantes do poema; o poema √©, assim, um √©brio fluir de chamas, de estrelas, de possibilidades, de vibra√ß√Ķes, de sil√™ncios de uma respira√ß√£o errante em que a verdade nos escapa no mist√©rio da sua nostalgia,

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As minas antipessoais s√£o produzidas por pa√≠ses que se reclamam da civiliza√ß√£o e dos direitos humanos. Algumas destas na√ß√Ķes proclamam-se mesmo campe√£s na luta contra o terrorismo e as armas de destrui√ß√£o em massa. Mas recusaram-se sempre a assinar o acordo para o fornecimento desta insidiosa forma de terrorismo que todos os dias mutila e mata mulheres, crian√ßas e homens inocentes nos pa√≠ses pobres.