Textos sobre Maneiras de Rajneesh

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Textos de maneiras de Rajneesh. Leia este e outros textos de Rajneesh em Poetris.

Falar com Estranhos

J√° reparou? E mais f√°cil ser-se verdadeiro com os estranhos. As pessoas que viajam de comboio come√ßam a falar com estranhos e contam coisas que nunca contaram aos amigos, porque, com um estranho, n√£o se sentem envolvidas. Meia hora mais tarde, chegam ao seu destino e saem; esquecem e o estranho esquecer√° tudo aquilo que lhe contaram. Por isso nada do que lhe disseram tem qualquer import√Ęncia. N√£o se correm riscos com um estranho.

Ao falar com estranhos, as pessoas s√£o mais verdadeiras e revelam o seu cora√ß√£o. Mas ao falar com os amigos, com os familiares ‚ÄĒ pai, m√£e, mulher, marido, irm√£o, irm√£ ‚ÄĒ h√° uma profunda inibi√ß√£o inconsciente. ¬ęN√£o digas isso, ele pode ficar magoado. N√£o fa√ßas isso, ela pode n√£o gostar. N√£o te comportes dessa maneira, o pai √© velho, pode ficar chocado.¬Ľ Ent√£o a pessoa continua a controlar-se. A pouco e pouco, a verdade cai na cave do seu ser e ela torna-se muito esperta e astuciosa com o n√£o verdadeiro. Continua a fazer falsos sorrisos, que n√£o passam de pinturas nos l√°bios. Continua a dizer coisas simp√°ticas, sem qualquer significado. Come√ßa a sentir-se aborrecida com o namorado ou com os pais, mas continua a dizer: ¬ęEstou muito contente por te ver!¬Ľ Enquanto isso,

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O Significado do Amor

O significado do amor é este: que pelo menos na presença de uma pessoa possamos mostrar-nos completamente a nu. Sabemos que ela ama, pelo que não interpretará mal. Sabemos que ela ama, portanto o medo desaparece. Pode revelar-se tudo. Podem abrir-se todas as portas, pode convidar-se essa pessoa a entrar. Pode começar-se a participar no ser do outro.
O amor √© participa√ß√£o, por isso, pelo menos com os seres amados, n√£o seja falso. N√£o estou a dizer para ser verdadeiro na pra√ßa p√ļblica, porque isso criaria problemas desnecess√°rios neste preciso momento. Mas comece com o amante, depois com a fam√≠lia, depois com pessoas que estejam mais afastadas de si. A pouco e pouco, aprender√° que ser verdadeiro √© t√£o belo que estar√° disposto a perder tudo por causa disso. Depois na pra√ßa p√ļblica – depois a verdade passa simplesmente a ser a sua maneira de viver. O alfabeto do amor, da verdade, deve ser aprendido com aqueles que nos s√£o mais pr√≥ximos porque esses compreender√£o.

O Coração é o Seu Amigo

O verdadeiro problema reside na mente, porque a mente √© formada pela sociedade humana e especialmente projectada para nos manter escravizados. O corpo tem uma beleza pr√≥pria. Ainda faz parte das √°rvores e do oceano, das montanhas e das estrelas. N√£o foi contaminado pela sociedade nem foi envenenado pelas igrejas, pelas religi√Ķes e pelos padres. Mas a mente foi completamente condicionada e distorcida ao receber ideias que s√£o totalmente falsas. A nossa mente funciona quase como uma m√°scara que esconde o nosso verdadeiro rosto.
A arte da medita√ß√£o consiste em transcender a mente, e o Oriente dedicou toda a sua intelig√™ncia e todo o seu g√©nio durante quase dez mil anos a um √ļnico objectivo: descobrir a maneira de transcender a mente e os seus condicionamentos. Do esfor√ßo de dez mil anos resultou o aperfei√ßoamento do m√©todo da medita√ß√£o.
Em poucas palavras, medita√ß√£o significa olhar para a mente, observar a mente. Tente examinar a mente, olhando em sil√™ncio para ela – sem explica√ß√Ķes, sem aprecia√ß√Ķes, sem condena√ß√Ķes, sem qualquer julgamento, a favor ou contra -, observe-a apenas, como se n√£o tivesse nada a ver com ela. Aprecie apenas o tr√°fego que vai na mente. E o milagre da medita√ß√£o faz com que,

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O Significado da Vida

Terá a vida algum significado, algum sentido ou valor? A pergunta é: a vida, viver, terá algum propósito? Será que viver nos fará chegar, um dia, a algum lado? Viver é um meio. A meta, o objetivo, esse lugar muito distante situado algures, é o fim. E é esse fim que lhe confere sentido. Se não houver um fim, a vida não terá, certamente, sentido, e será preciso criar um Deus para lhe dar sentido.
Primeiro, foi preciso separar os fins dos meios. Isto divide a nossa mente. A nossa mente est√° sempre a perguntar porqu√™? Para qu√™? E tudo o que n√£o consegue dar uma resposta √† pergunta ¬ęPara qu√™?¬Ľ vai perdendo lentamente valor para n√≥s. Foi assim que o amor se tornou algo sem valor. Que sentido faz o amor? Onde poder√° levar-nos? Que alcan√ßaremos com ele? Chegaremos a alguma utopia, a algum para√≠so? √Č evidente que, encarado dessa maneira, o amor n√£o faz nenhum sentido. √Č v√£o.

Que sentido tem a beleza? Contemplamos um p√īr do sol e ficamos deslumbrados com a sua grande beleza, mas qualquer idiota pode perguntar-nos, ¬ęQue significa um p√īr do sol?¬Ľ, e n√£o teremos uma resposta para lhe dar.

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Cada Indivíduo é Único

A vida √©, intrinsecamente, uma tremenda aceita√ß√£o inconsciente. Aceitou totalmente os seus olhos? Aceitou totalmente o seu corpo? Aceitou totalmente a vida que leva? Esta ideia de aceita√ß√£o total que nos √© imposta torna-nos infelizes, porque est√° continuamente a fazer compara√ß√Ķes. H√° sempre algu√©m que tem uns olhos mais bonitos, um corpo mais forte e que possui mais conhecimentos. E a pessoa sente-se sempre inferior e esta inferioridade vai-nos corroendo o cora√ß√£o. Tornamo-nos cada vez mais infelizes, mas o motivo foi criado desnecessariamente por n√≥s. N√£o h√° necessidade de nos compararmos com os outros, porque n√£o existe ningu√©m com quem nos possamos comparar.
Cada indiv√≠duo √© √ļnico. E seja o que for, √© dessa maneira que a exist√™ncia quer que esse indiv√≠duo seja. Desfrute disso.
Substitua a palavra ¬ęaceita√ß√£o¬Ľ, porque n√£o √© uma palavra muito feliz. Aceita√ß√£o √© uma coisa que tem de se fazer, n√£o h√° alternativa. H√° pessoas mais bonitas, h√° pessoas mais ricas, h√° pessoas mais fortes. E o que √© que podemos fazer? Aceitar.
Eu n√£o ensino a aceita√ß√£o desta maneira. A minha ideia de aceita√ß√£o √© completamente diferente da de todas as religi√Ķes.
Eu proclamo a sua unicidade.
Cada um de n√≥s √© apenas aquela pessoa particular e n√£o existe ningu√©m –

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A Vida é uma Busca

A vida √© uma busca ‚ÄĒ uma busca constante, uma busca desesperada, uma busca sem esperan√ßa, uma busca de algo que n√£o se sabe o que √©. H√° um forte impulso para procurar, mas n√£o se sabe o que se procura. E h√° um certo estado de esp√≠rito em que nada daquilo que consegue lhe dar√° qualquer satisfa√ß√£o. A frustra√ß√£o parece ser o destino da humanidade, porque tudo aquilo que se obt√©m perde o sentido no momento exacto em que se consegue. Come√ßa-se novamente a procurar.
A busca continua, quer se consiga alguma coisa ou n√£o. Parece ser irrelevante o que se tem e o que n√£o se tem, pois a busca continua de qualquer maneira. Os pobres andam √† procura, os ricos andam √† procura, os doentes andam √† procura, os que est√£o bem andam √† procura, os poderosos andam √† procura, os est√ļpidos andam √† procura, os sensatos andam √† procura – e ningu√©m sabe exactamente de qu√™.

Essa mesma procura ‚ÄĒ o que √© e porque existe ‚ÄĒ tem de ser compreendida. Parece haver um hiato no ser humano, na mente humana. Na pr√≥pria estrutura da consci√™ncia humana parece haver um buraco, um buraco negro.

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