Cita√ß√Ķes sobre Adora√ß√£o

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Eu acho que Deus é uma projeção humana, é um desejo infinito que nós temos de adoração, e de algo que nos suspende com o sentido absoluto.

A Incomodidade da Grandeza

J√° que n√£o a podemos alcan√ßar, vinguemo-nos falando mal dela. No entanto, n√£o √© inteiramente falar mal de alguma coisa encontrar-lhe defeitos; estes encontram-se em todas as coisas, por belas e desej√°veis que sejam. Em geral, ela possui esta vantagem evidente de se rebaixar quando lhe apraz, e de mais ou menos ter a op√ß√£o entre uma situa√ß√£o e a outra; pois n√£o se cai de todas as alturas; s√£o mais numerosas aquelas das quais se pode descer sem cair. Bem me parece que a valorizamos demais, e valorizamos demais tamb√©m a decis√£o dos que vimos ou ouvimos dizer que a menosprezaram ou que renunciaram a ela por sua pr√≥pria inten√ß√£o. A sua ess√™ncia n√£o √© t√£o evidentemente c√≥moda que n√£o a possamos rejeitar sem milagre. Acho muito dif√≠cil o esfor√ßo de suportar os males; mas em contentar-se com uma medida mediana de fortuna e em fugir da grandeza acho pouca dificuldade. √Č uma virtude, parece-me, a que eu, que n√£o passo de um patinho, chegaria sem muito esfor√ßo. Que devem fazer aqueles que ainda levassem em considera√ß√£o a gl√≥ria que acompanha tal rejei√ß√£o, na qual pode caber mais ambi√ß√£o do que no pr√≥prio desejo e gozo da grandeza, porquanto a ambi√ß√£o nunca se conduz mais √† vontade do que por um caminho desgarrado e inusitado?

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Adoração

Vi o teu rosto lindo,
Esse rosto sem par;
Contemplei-o de longe mudo e quedo,
Como quem volta de √°spero degredo
E vê ao ar subindo
O fumo do seu lar!

Vi esse olhar tocante,
De um fluido sem igual;
Suave como l√Ęmpada sagrada,
Benvindo como a luz da madrugada
Que rompe ao navegante
Depois do temporal!

Vi esse corpo de ave,
Que parece que vai
Levado como o Sol ou como a Lua
Sem encontrar beleza igual à sua;
Majestoso e suave,
Que surpreende e atrai!

Atrai e n√£o me atrevo
A contempl√°-lo bem;
Porque espalha o teu rosto uma luz santa,
Uma luz que me prende e que me encanta
Naquele santo enlevo
De um filho em sua m√£e!

Tremo apenas pressinto
A tua aparição,
E se me aproximasse mais, bastava
P√īr os olhos nos teus, ajoelhava!
Não é amor que eu sinto,
√Č uma adora√ß√£o!

Que as asas providentes
De anjo tutelar
Te abriguem sempre à sua sombra pura!
A mim basta-me só esta ventura
De ver que me consentes
Olhar de longe…

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Adoração

Eu n√£o te tenho amor simplesmente. A paix√£o
Em mim não é amor; filha, é adoração!
Nem se fala em voz baixa à imagem que se adora.
Quando da minha noite eu te contemplo, aurora,
E, estrela da manh√£, um beijo teu perpassa
Em meus lábios, oh! quando essa infinita graça
do teu piedoso olhar me inunda, nesse instante
Eu sinto ‚Äď virgem linda, inef√°vel, radiante,
Envolta num clar√£o bals√Ęmico da lua,
A minh’alma ajoelha, tr√©mula, aos p√©s da tua!
Adoro-te!… N√£o √©s s√≥ graciosa, √©s bondosa:
Além de bela és santa; além de estrela és rosa.
Bendito seja o deus, bendita a Providência
Que deu o lírio ao monte e à tua alma a inocência,
O deus que te criou, anjo, para eu te amar,
E fez do mesmo azul o c√©u e o teu olhar!…

A Adoração dos Magos

Aquela noite a três
foi como desenhar a maçarico
numa chapa de ferro
um vento fóssil, um vítreo monograma,
o rasto ao exceder o voo de uma carriça
cativo flutua no vidro de uma jarra.
Suspensos percorriam na polpa da vertigem
léguas sobre o abismo.
Pendentes do zinco da manh√£
à espera do início
do seguinte espect√°culo
dispersaram o sémen
nas chaminés da noite leprosa.
Nos terraços da luta percorreram
as danças mais funestas da ternura.
Num combinar astuto de referências
abriram-se os portais
e despediram galopes penitentes
os animais libertos
das tecidas mans√Ķes.
O unic√≥rnio branco dep√īs sua cabe√ßa
nos braços da senhora,
compadecida dama,
e lhe tocou fiando suas l√£s
entre as unhas crivadas por metralha.
Sinto-lhes o assédio,
em cada joelho poisam
um queixo armadilhado,
a barba j√° cresceu desde o jantar.
¬ę√Č a adora√ß√£o dos magos¬Ľ – murmuras tu ‚Äď
fincando na ravina os dedos imanados
enquanto o tronco investe
a pele percorrida por venosas nascentes.
Olho por sobre um ombro
e surpreendo a treva
ofendida esgueirar-se
entre os dedos da porta.

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Abd√≥men, n. O templo do deus Est√īmago, em cuja adora√ß√£o, com ritos sacrificiais, todos os homens participam. Das mulheres, esta f√© antiga exige apenas um consentimento hesitante. Por vezes, elas presidem ao altar de forma pouco empenhada e ineficiente, desconhecendo a verdadeira rever√™ncia pela √ļnica divindade que os homens realmente adoram.

A Responsabilidade do Ser Humano

A primeira adora√ß√£o dos √≠dolos foi sem d√ļvida o medo das coisas, mas tamb√©m, relacionado com este, o medo da necessidade das coisas e, relacionado com isso, o medo da responsabilidade por elas. Essa responsabilidade parecia t√£o gigantesca, que nem mesmo se ousou imp√ī-la a um √ļnico ser humano, pois, pela mera media√ß√£o de um ser, a responsabilidade humana n√£o teria sido aliviada o suficiente, o conv√≠vio com um ser apenas teria sido contaminado de uma maneira mais profunda ainda pela responsabilidade; por isso, deu-se a cada coisa a responsabilidade por si mesma, mais: deu-se a essas coisas, tamb√©m, uma medida da responsabilidade para o ser humano.

O Prestígio é Sempre Enganador

Tendo a generalidade das opini√Ķes que a educa√ß√£o nos inculca, unicamente a educa√ß√£o por base, facilmente nos habituamos a admitir, com prontid√£o, um conceito defendido por um personagem aureolado de prest√≠gio.
Sobre os assuntos t√©cnicos da nossa profiss√£o, somos capazes de formular conceitos muito seguros; mas, no tocante ao resto, n√£o procuramos sequer raciocinar, preferindo admitir, com os olhos fechados, as opini√Ķes que nos s√£o impostas por um personagem ou um grupo dotado de prest√≠gio.
De facto, quer se seja estadista, artista, escritor ou s√°bio, o destino depende, sobretudo, da quantidade de prest√≠gio que se possui e, por conseguinte, do grau de sugest√£o inconsciente que se pode criar. O que determina o √™xito de um homem √© a domina√ß√£o mental que ele exerce. O completo imbecil, entretanto, alcan√ßa √™xito, algumas vezes, porquanto, n√£o tendo consci√™ncia da sua imbecilidade, jamais hesita em afirmar com autoridade. Ora, a afirma√ß√£o en√©rgica e repetida possui prest√≠gio. O mais vulgar dos ¬ęcamelos¬Ľ, quando energicamente afirma a imagin√°ria superioridade de um produto, exerce prest√≠gio na multid√£o que o circunda.
(…) Mesmo entre s√°bios eminentes, o prest√≠gio √©, muitas vezes, um dos factores mais certos de uma convic√ß√£o. Para os esp√≠ritos ordin√°rios, ele o √© sempre.

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O Desespero do Homem de Acção

Há uma ligação muito estreita entre a adoração da acção e o uso do homem como meio de atingir fins que não são o homem. Como há uma ligação aproximada entre este desespero e a acção, entre a razão e a acção. A proeminência dos valores da acção sobre os da contemplação indica, sobretudo, que o homem abandonou totalmente a busca duma ideia aprazível do homem e o desejo de o colocar como fim. E que na impossibilidade de agir segundo um fim, ou de agir para ser homem, ele decide agir de qualquer maneira, apenas para agir.
O homem de ac√ß√£o √© um desesperado que procura preencher o vazio do seu pr√≥prio desespero com actos ligados mecanicamente uns aos outros e compreendidos entre um ponto de in√≠cio e um ponto de conclus√£o, ambos gratuitos e convencionais. Por exemplo, entre o ponto de in√≠cio da fabrica√ß√£o dum autom√≥vel e o ponto de conclus√£o dessa fabrica√ß√£o. O homem de ac√ß√£o suspender√° o seu desespero enquanto durar a fabrica√ß√£o do ve√≠culo; suspend√™-lo-√° precisamente porque no seu esp√≠rito fica suspensa qualquer finalidade verdadeiramente humana: sente-se meio entre os outros homens, meios como ele. Conclu√≠da a m√°quina ele encontrar-se-√°, √© verdade, mais inerte e ex√Ęnime que a pr√≥pria m√°quina,

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A f√© verdadeira n√£o √© adora√ß√£o de for√ßas paranormais ou de fen√īmenos sobrenaturais. Ela √© adora√ß√£o da for√ßa correta, isto √©, da for√ßa do amor, da for√ßa da harmonia.

Não se pode haver amizade entre homem e mulher. Pode haver paixão, hostilidade, adoração, amor, mas não amizade

A Poesia n√£o se Inventou para Cantar o Amor

A poesia n√£o se inventou para cantar o amor ‚ÄĒ que de resto n√£o existia ainda quando os primeiros homens cantaram. Ela nasceu com a necessidade de celebrar magnificamente os deuses, e de conservar na mem√≥ria, pela sedu√ß√£o do ritmo, as leis da tribo. A adora√ß√£o ou capta√ß√£o da divindade e a estabilidade social, eram ent√£o os dois altos e √ļnicos cuidados humanos: ‚ÄĒ e a poesia tendeu sempre, e tender√° constantemente a resumir, nos conceitos mais puros, mais belos e mais concisos, as ideias que est√£o interessando e conduzindo os homens. Se a grande preocupa√ß√£o do nosso tempo fosse o amor ‚ÄĒ ainda admitir√≠amos que se arquivasse, por meio das artes da imprensa, cada suspiro de cada Francesca. Mas o amor √© um sentimento extremamente raro entre as ra√ßas velhas e enfraquecidas. Os Romeus, as Julietas (para citar s√≥ este casal cl√°ssico) j√° n√£o se repetem nem s√£o quase poss√≠veis nas nossas democracias, saturadas de cultura, torturadas pela ansia do bem-estar, c√©pticas, portanto ego√≠stas, e movidas pelo vapor e pela electricidade. Mesmo nos crimes de amor, em que parece reviver, com a sua for√ßa primitiva e dominante, a paix√£o das ra√ßas novas, se descobrem logo factores lamentavelmente alheios ao amor,

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A Igreja Restringe o Potencial Divino

Como casa de Deus, o mundo √© sem d√ļvida infinitamente maior e mais rico do que uma igreja; incomparavelmente mais nobre e precioso do que qualquer altar, o esp√≠rito do homem em adora√ß√£o do mist√©rio divino. Mas esta √© a sorte de todos os sentimentos que querem construir para si uma casa: se adelga√ßam por for√ßa e tornam-se tamb√©m algo pueris pela sua vaidade.

Amor E Crença

E sê bendita!
H. Sienkiewicz

Sabes que é Deus?! Esse infinito e santo
Ser que preside e rege os outros seres,
Que os encantos e a força dos poderes
Re√ļne tudo em si, num s√≥ encanto?

Esse mistério eterno e sacrossanto,
Essa sublime adoração do crente,
Esse manto de amor doce e clemente
Que lava as dores e que enxuga o pranto?!

Ah! Se queres saber a sua grandeza,
Estende o teu olhar à Natureza,
Fita a c√ļp’la do C√©u santa e infinita!

Deus é o templo do Bem. Na altura Imensa,
O amor é a hóstia que bendiz a Crença,
ama, pois, cr√™ em Deus, e… s√™ bendita!

Abnegação

Chovam lírios e rosas no teu colo!
Chovam hinos de glória na tua alma!
Hinos de glória e adoração e calma,
Meu amor, minha pomba e meu consolo!

Dê-te estrelas o céu, flores o solo,
Cantos e aroma o ar e sombra a palmar.
E quando surge a lua e o mar se acalma,
Sonhos sem fim seu preguiçoso rolo!

E nem sequer te lembres de que eu choro…
Esquece at√©, esquece, que te adoro…
E ao passares por mim, sem que me olhes,

Possam das minhas lágrimas cruéis
Nascer sob os teus pés flores fiéis,
Que pises distraída ou rindo esfolhes!

A Opini√£o Pura e Elevada

A opini√£o que se emite ou a regra que se estabelece n√£o tem que se importar com as circunst√Ęncias em que se encontram os homens nem com as possibilidades de acolhimento ou recusa que o mundo lhe oferece; o que √© hoje gr√£o seco levanta-se amanh√£ sobre as ondas do campo como a espiga mais alta e mais cheia; o culto da verdade n√£o se compadece com a adora√ß√£o dos deuses que presidem aos dias nem com a v√£ agita√ß√£o que √© de regra no formigueiro humano; cada um tomar√° o que se diz como quiser; a sua atitude, por√©m, s√≥ interessar√° enquanto fen√≥meno base para uma nova legalidade.
N√£o h√° aqui nem indiferen√ßa, nem ego√≠smo; √© mais larga a alma que a par do amor dos homens actuais sente vibrar o amor dos homens do futuro, mais forte o esp√≠rito que se orienta para o eterno; a justi√ßa sempre o ter√° a seu lado armado de todas as armas, n√£o porque sinta para ela um impulso moment√Ęneo mas porque a defende em qualquer tempo; e sempre se h√°-de recusar, sejam quais forem as raz√Ķes, a passar em claro uma injusti√ßa ou a servir-se de qualquer meio, apenas porque tal proceder se aparenta vantajoso aos seus interesses ou aos interesses dos seus amigos.

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Imenso amor? Imenso amor, paix√£o, violenta acrescentando que talvez a defini√ß√£o j√° n√£o coubesse bem ao atual sentimento da pessoa. Agora era uma adora√ß√£o quieta e calada…

O amor nascente é tão melindroso, pueril e tímido, que receia desagradar até com o pensamento ao ídolo da sua concentrada adoração.