Cita√ß√Ķes sobre Arquitetura

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Frases sobre arquitetura, poemas sobre arquitetura e outras cita√ß√Ķes sobre arquitetura para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

De um traço nasce a arquitetura. E quando ele é bonito e cria surpresa, ela pode atingir, sendo bem conduzida, o nível superior de uma obra de arte.

A atual arquitetura cuida da casa, da casa normal e rotineira dos homens normais e rotineiros. Ela largou os palácios. Este é um sinal dos tempos.

XXXIX

Breves horas, Amor, h√°, que eu gozava
A glória, que minha alma apetecia;
E sem desconfiar da aleivosia,
Teu lisonjeiro obséquio acreditava.

Eu só à minha dita me igualava;
Pois assim avultava, assim crescia,
Que nas cenas, que ent√£o me oferecia,
O maior gosto, o maior bem lograva;

Fugiu, faltou-me o bem: j√° descomposta
Da vaidade a brilhante arquitetura,
Vê-se a ruína ao desengano exposta:

Que ligeira acabou, que mal segura!
Mas que venho a estranhar, se estava posta
Minha esperança em mãos da formosura!

São Paulo é detestável, um desastre, a cidade que não deu certo. Estou falando da arquitetura, do urbanismo.

A Guerra como Revolta da Técnica

Todos os esfor√ßos para estetizar a pol√≠tica convergem para um ponto. Esse ponto √© a guerra. A guerra e somente a guerra permite dar um objectivo aos grandes movimentos de massa, preservando as rela√ß√Ķes de produ√ß√£o existentes. Eis como o fen√≥meno pode ser formulado do ponto de vista pol√≠tico. Do ponto de vista t√©cnico, a sua formula√ß√£o √© a seguinte: somente a guerra permite mobilizar na sua totalidade os meios t√©cnicos do presente, preservando as actuais rela√ß√Ķes de produ√ß√£o. √Č √≥bvio que a apoteose fascista da guerra n√£o recorre a esse argumento. Mas seria instrutivo lan√ßar os olhos sobre a maneira como ela √© formulada. No seu manifesto sobre a guerra colonial da Eti√≥pia, diz Marinetti: ¬ęH√° vinte e sete anos, n√≥s futuristas contestamos a afirma√ß√£o de que a guerra √© antiest√©tica (…) Por isso, dizemos: (…) a guerra √© bela, porque gra√ßas √†s m√°scaras de g√°s, aos megafones assustadores, aos lan√ßa-chamas e aos tanques, funda a supremacia do homem sobre a m√°quina subjugada. A guerra √© bela, porque inaugura a metaliza√ß√£o on√≠rica do corpo humano. A guerra √© bela, porque enriquece um prado florido com as orqu√≠deas de fogo das metralhadoras. A guerra √© bela, porque conjuga numa sinfonia os tiros de fuzil,

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Revolução

Como casa limpa
Como ch√£o varrido
Como porta aberta

Como puro início
Como tempo novo
Sem mancha nem vício

Como a voz do mar
Interior de um povo

Como p√°gina em branco
Onde o poema emerge

Como arquitectura
Do homem que ergue
Sua habitação

A arquitetura é o jogo sábio, correto e magnífico dos volumes dispostos sob a luz.

Ser Português, Ainda

Para ser portugu√™s, ainda, vive-se entre letras de poemas e esperan√ßas, cantigas e promessas, de passados esquecidos e futuros desejados, sem presente, sem pensamento, sem Portugal. Para ser portugu√™s, ainda, aprende-se a existir no gume da tristeza, como um equilibrista num andaime de navalhas levantadas, numa obra que se vai construindo sob uma arquitectura de demoli√ß√£o. T√≠nhamos direito a um Portugal inteiro, com povo e com a terra, mas o povo enlouqueceu e a terra foi arrasada e tudo o que era p√°tria, doce e atrevida, se afasta √† medida que olhamos para ela, tal √© a √Ęnsia de apagamento e de perdi√ß√£o. Restam-nos sons e riscos. Portugal encolheu-se. Escondeu-se nos poetas e cantores. Recolheu-se nas vozes fundas de onde nasceu. Portugal abrigou-se em portugueses e portuguesas nos quais uma ideia de Portugal nunca se perdeu.

Para se ser português, ainda, é preciso estreitar os olhos e molhar a garganta com vinho tinto para poder gritar que isto assim não é Portugal, não é país, não é nada. Torna-se cada vez mais difícil que o povo e a terra e a ideia se possam alguma vez reunir.
√Č preciso defender violentamente as institui√ß√Ķes: a Universidade, o Parlamento,

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Se a m√ļsica tem, portanto, um n√ļmero maior de amantes do que a poesia, ou a arquitectura, ou a escultura, tal n√£o se deve ao facto se ser mais espiritual, como se costuma dizer, mas sim devido ao facto contr√°rio: √© mais sensual.

H√° s√≥ duas artes verdadeiras: a Poesia e a Escultura. A Realidade divide-se em realidade espacial e realidade n√£o espacial, ou ideal. A escultura figura a realidade espacial (que a pintura desfigura e abaixa e a arquitectura artificializa porque n√£o reproduz uma coisa real mas outra coisa). A m√ļsica, que √© a arquitectura da poesia, isola uma coisa, o som, e quer dar o ritmo fora do humano, que √© a ideia.

A Fé Move Montanhas

O segredo de todo o esforço valioso reside na fé РBulwer Lytton

A lei da fé aplica-se a tudo, desde o jogo de bowling até ganhar dinheiro ou ser bem sucedido nos negócios. A fé permite fazer coisas aparentemente impossíveis. O facto de ter fé serve de força impulsionadora ou geradora que leva à realização. A sua fé é uma lei ou força que pode trabalhar a seu favor ou contra si. A fé positiva e inteligente contém os factores capazes de gerar um resultado bom ou benéfico. Por isso as pessoas optimistas curam-se mais depressa quando apanham alguma doença e continuam a viver contra todas as expectativas. Por outro lado, a fé negativa e sem inteligência contém os factores capazes de conduzir a resultados desagradáveis ou infelizes. A fé inteligente é firme; a que não é inteligente produz sempre instabilidade.
William James disse: A f√© com que iniciamos um trabalho de resultados duvidosos √© a √ļnica coisa que assegura um bom resultado. Todos os factos not√°veis em ci√™ncia, neg√≥cios, arquitectura, arte, educa√ß√£o ou religi√£o dependem muito da f√©, das convic√ß√Ķes e da coragem.

√Č Preciso Restaurar o Homem

A minha civiliza√ß√£o repousa sobre o culto do Homem atrav√©s dos indiv√≠duos. Teve o des√≠gnio, durante s√©culos, de mostrar o Homem, assim como ensinou a distinguir uma catedral atrav√©s das pedras. Pregou esse Homem que dominava o indiv√≠duo…
Porque o Homem da minha civiliza√ß√£o n√£o se define atrav√©s dos homens. S√£o os homens que se definem atrav√©s dele. H√° nele, como em todo o Ser, qualquer coisa que os materiais que o comp√Ķem n√£o explicam. Uma catedral √© uma coisa muito diferente de uma soma de pedras. √Č geometria e arquitectura. N√£o s√£o as pedras que a definem, √© ela que enriquece as pedras com o seu pr√≥prio significado. Essas pedras ficam enobrecidas por serem pedras de uma catedral. As pedras mais diversas servem a sua unidade. A catedral as absorve, at√© √†s g√°rgulas mais horrendas, no seu c√Ęntico.
Mas, pouco a pouco, esqueci a minha verdade. Julguei que o Homem resumia os homens, tal como a Pedra resume as pedras. Confundi catedral e soma de pedras, e, pouco a pouco, a heran√ßa desvaneceu-se. √Č preciso restaurar o Homem. Ele √© a ess√™ncia da minha cultura. Ele √© a chave da minha Comunidade. Ele √© o princ√≠pio da minha vit√≥ria.

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Um Outro que N√£o Eu

um outro que n√£o eu
bem mais voraz
concreto
e subtil
te poder√° depois talvez contar
destes momentos c√ļmplices de agora
perfeitos na intimidade
da vaga dor de cabeça

n√£o te posso adiar por minha culpa
n√£o te posso invocar
por excesso de altruísmo ou de rancor

arquitectura fria
dum gesto quase orgulho
do que j√° l√° n√£o coube
se nutre a tua imagem

mais f√°cil do que tudo
seria perdoar-me

perde-se o vício
por falta de virtude

Quando faço palestras para estudantes, digo que a arquitetura não é importante, o importante é a vida.

Toda a obra de um homem, seja em literatura, m√ļsica, pintura, arquitectura ou em qualquer outra coisa, √© sempre um auto-retrato; e quanto mais ele se tentar esconder, mais o seu car√°cter se revelar√°, contra a sua vontade.

N√£o Transformes as Tuas Convic√ß√Ķes em Pedras

Quando as verdades são evidentes e absolutamente contraditórias, o que tens a fazer é mudar de linguagem. A lógica não serve para te ajudar a passares de um andar para o outro. Tu não prevês o recolhimento a partir das pedras. E, se falares do recolhimento com a linguagem das pedras, vais-te abaixo. Precisas de inventar essa palavra nova para dares conta de uma certa arquitectura das tuas pedras. Porque nasceu um ser novo, não divisível, nem explicável; porque explicar é demonstrar. E tu baptiza-lo então com um nome.
Como é que tu havias de raciocinar sobre o recolhimento? Como é que havias de raciocinar sobre o amor? Como é que havias de raciocinar sobre a propriedade? Não se trata de objectos, mas de deuses.