Cita√ß√Ķes sobre Credulidade

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O Homem é o Animal Menos Preparado

A capacidade do homem para o pensamento abstracto, que parece faltar √† maioria dos outros mam√≠feros, conferiu-lhe sem d√ļvida o seu actual dom√≠nio sobre a superf√≠cie da Terra ‚Äď um dom√≠nio disputado apenas por centenas de milhares de tipos de insectos e organismos microsc√≥picos. Este pensamento abstracto √© o respons√°vel pela sua sensa√ß√£o de superioridade e pelo que, sob esta sensa√ß√£o, corresponde a uma certa medida de realidade, pelo menos dentro de estreitos limites. Mas o que √© frequentemente subestimado √© o facto de que a capacidade de desempenhar um acto n√£o √©, de forma alguma, sin√≥nima de seu exerc√≠cio salubre. √Č f√°cil observar que a maior parte do pensamento do homem √© est√ļpida, sem sentido e injuriosa para ele. Na realidade, de todos os animais, ele parece o menos preparado para tirar conclus√Ķes apropriadas nas quest√Ķes que afectam mais desesperadamente o seu bem-estar.
Tente imaginar um rato, no universo das ideias dos ratos, chegando a no√ß√Ķes t√£o ocas de plausibilidade como, por exemplo, o Swedenborgianismo, a homeopatia ou a telepatia mental. O instinto natural do homem, de facto, nunca se dirige para o que √© s√≥lido e verdadeiro; prefere tudo que √© especioso e falso. Se uma grande na√ß√£o moderna se confrontar com dois problemas antag√≥nicos ‚Äď um deles baseado em argumentos prov√°veis e racionais,

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Basta surfar na internet para ver a quantidade de intrigas e de falsifica√ß√Ķes em que muita gente acredita. Sempre me escandalizou a credulidade das pessoas, que continuam a comprar produtos para fazer crescer o cabelo quando est√° cientificamente provado que isso √© imposs√≠vel.

A credulidade é uma forma de evitar o desespero, a desilusão Рde evitar o medo da morte.

A Consciência

A consci√™ncia √© a √ļltima fase da evolu√ß√£o do sistema org√Ęnico, por consequ√™ncia tamb√©m aquilo que h√° de menos acabado e de menos forte neste sistema. √Č do consciente que prov√©m uma multid√£o de enganos que fazem com que um animal, um homem, pere√ßam mais cedo do que seria necess√°rio, ¬ęa despeito do destino¬Ľ, como dizia Homero.
Se o la√ßo dos instintos, este la√ßo conservador, n√£o fosse de tal modo mais poderoso do que a consci√™ncia, se n√£o desempenhasse, no conjunto, um papel de regulador, a humanidade sucumbiria fatalmente sob o peso dos seus ju√≠zos absurdos, das suas divaga√ß√Ķes, da sua frivolidade, da sua credulidade, numa palavra do seu consciente: ou antes, h√° muito tempo que teria deixado de existir sem ele!
Enquanto uma fun√ß√£o n√£o est√° madura enquanto n√£o atingiu o seu desenvolvimento perfeito, √© perigosa para o organismo: √© uma grande sorte que ela seja bem tiranizada! A consci√™ncia √©-o severamente, e n√£o √© ao orgulho que o deve menos. Pensa-se que este orgulho forma o n√ļcleo do ser humano; que √© o seu elemento duradoiro, eterno, supremo, primordial! Considera-se que o consciente √© uma constante! Nega-se o seu crescimento, as suas intermit√™ncias! √Č considerado como ¬ęa unidade do organismo¬Ľ!

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Pensar Portugal

Pensar Portugal √© pens√°-lo no que ele √© e n√£o iludirmo-nos sobre o que ele √©. Ora o que ele √© √© a inconsci√™ncia, um infantilismo org√Ęnico, o repentismo, o desequil√≠brio emotivo que vai da abjec√ß√£o e l√°grima f√°cil aos actos grandiosos e her√≥icos, a credulidade, o embasbacamento, a dif√≠cil assump√ß√£o da pr√≥pria liberdade e a paralela e c√≥moda entrega do pr√≥prio destino √†s m√£os dos outros, o mesquinho esp√≠rito de intriga, o entendimento e valoriza√ß√£o de tudo numa dimens√£o curta, a zanga f√°cil e a reconcilia√ß√£o f√°cil como se tudo fossem rixas de fam√≠lia, a tend√™ncia para fazermos sempre da nossa vida um teatro, o berro, o espalhafato, a desinibi√ß√£o tumultuosa, o despudor com que exibimos facilmente o que devia ficar de portas adentro, a grosseria de um novo-rico sem riqueza, o ego√≠smo feroz e indiscreto balanceado com o altru√≠smo, se houver gente a ver ou a saber, a inautenticidade vis√≠vel se queremos subir al√©m de n√≥s, a superficialidade vistosa, a improvisa√ß√£o de expediente, o arrivismo, a trafulhice e o gozo e a vaidade de intrujar com a nossa ¬ęesperteza saloia¬Ľ, o fatalismo, a crendice milagreira, a parolice. Decerto, temos tamb√©m as nossas virtudes. Mas, na sua maioria, elas t√™m a sua raiz nestas mis√©rias.

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Não há limites para a credulidade humana e está ainda por nascer o homem prudente que saiba venerar na desconfiança a suprema sabedoria.

Meu amigo, a imaginação e o espírito têm limites; a não ser a famosa botelha dos saltimbancos e a credulidade dos homens, nada conheço inesgotável debaixo do sol.