Frases de José Saramago

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Frases de José Saramago. Conheça este e outros autores famosos em Poetris.

Não é viver muito, que é a aspiração humana. Viver eternamente seria estar condenado a uma velhice eterna. Salvo se o tempo parasse.

Nenhuma empresa do mundo pode estar acima das pessoas que lá trabalham. É utópico, é idealista, mas é a única maneira humana de ver as coisas. A gente não pode ser tratada como os resíduos da fabricação e atirada fora como tal. O sistema é que está em falência e o socialismo – que, a meu ver, não o era – também está na falência.

É mais fácil mobilizar os homens para a guerra que para a paz. Ao longo da história, a Humanidade sempre foi levada a considerar a guerra como o meio mais eficaz de resolução de conflitos, e sempre os que governaram se serviram dos breves intervalos de paz para a preparação das guerras futuras. Mas foi sempre em nome da paz que todas as guerras foram declaradas.

O humano é o que temos de preservar e defender em todas as circunstâncias: o capitalismo já sabemos que não o fará.

Estamos usando nosso cérebro de maneira excessivamente disciplinada, pensando só o que é preciso pensar, o que se nos permite pensar.

Não sei se a vida merece que a amem profundamente, acredito mais que é o amor por nós próprios que nos faz amá-la, principalmente se uma outra vida (alguém a quem amemos e que nos ame) nos for ajudando a encontrar para a existência um sentido diferente.

O ser humano é um animal doente porque não é capaz de reconhecer, ou de inventar, o seu lugar na natureza e na sociedade.

A verdade histórica não existe. A História não é mais do que uma ficção. Quer dizer, uma ficção com mais dados, concretos, reais, mas também com muita imaginação.

A fé, abençoada seja ela para todo sempre, além de arredar montanhas do caminho daqueles que do seu poder se beneficiam, é capaz de atrever-se às águas mais torrenciais e sair delas enxuta.

O grande problema do nosso sistema democrático é que permite fazer coisas nada democráticas democraticamente.

José Anaiço está ao lado de Joana Carda mas não lhe toca, compreende que não deve tocar-lhe, ela compreende-o também, há momentos em que mesmo o amor deve conformar-se com a sua insignificância, perdoai que assim reduzamos o extremo dos afetos a quase nada, ele que em outras ocasiões é quase tudo.

Incluir a literatura entre os agentes da transformação social é uma reflexão ingénua e idealista.