Cita√ß√Ķes sobre Homens

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O Progresso Universal do Saber nunca é Imediato

Embora o progresso do saber humano, como a queda dos graves, adquira em cada instante maior celeridade, todavia √© muito dif√≠cil acontecer que uma mesma gera√ß√£o de homens mude de opini√Ķes ou reconhe√ßa os pr√≥prios erros, de maneira que acredite hoje no contr√°rio daquilo em que acreditou num outro tempo. Prepara, sim, essas possibilidades para a que se lhe segue, a qual depois descobre e acredita, em muitos aspectos, no oposto daquela. Mas, assim como ningu√©m sente o movimento perp√©tuo que nos transporta em rota√ß√£o juntamente com a Terra, tamb√©m a generalidade dos homens n√£o se apercebe do progresso cont√≠nuo que os seus conhecimentos fazem, nem da constante varia√ß√£o dos seus ju√≠zos. E nunca muda de opini√£o de tal modo que fique convencida de a ter mudado. Por√©m, n√£o poderia deixar de ficar convencida e de dar por isso, sempre que concebesse de repente uma ideia muito contr√°ria √†quelas que vigoravam at√© √†quele momento. Portanto, nenhuma verdade constru√≠da desta maneira, a n√£o ser que seja palp√°vel, ser√° alguma vez unanimamente cred√≠vel para os conempor√Ęneos do primeiro que a descobriu.

A Hipocrisia do Amor-Próprio

A natureza do amor-pr√≥prio e deste eu humano √© de s√≥ se amar a si e de s√≥ se considerar a si. Mas que h√°-de fazer? N√£o saberia impedir que este objecto que ama esteja cheio de defeitos e de mis√©rias: quer ser grande e v√™-se pequeno; quer ser feliz e v√™-se miser√°vel; quer ser perfeito – v√™-se cheio de imperfei√ß√Ķes; quer ser objecto do amor e da estima dos homens e v√™ que os seus defeitos s√≥ merecem a sua avers√£o e o seu desprezo. Este embara√ßo em que se encontra produz nele a mais injusta e a mais criminosa paix√£o que √© poss√≠vel imaginar; porque concebe um √≥dio mortal contra esta verdade que o repreende, e que o convence dos seus defeitos. Ele desejaria aniquil√°-la, e n√£o a podendo destruir em si mesma, destr√≥i-a, tanto quanto pode, no seu conhecimento e no dos outros, isto √©, p√Ķe todos os cuidados em encobrir os seus defeitos, aos outros e a si mesmo, e n√£o suporta que lhos fa√ßam ver, nem que lhos vejam.
√Č sem d√ļvida um mal estar cheio de defeitos; mas √© ainda um mal muito maior estar cheio e n√£o os querer reconhecer, visto que √© acrescentar-lhe ainda o de uma ilus√£o volunt√°ria.

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O homem sem princípios é também comummente um homem sem carácter; pois, se tivesse nascido com carácter, teria experimentado a necessidade de criar princípios para si.

Os homens ficam terrivelmente chatos quando s√£o bons maridos, e abominavelmente convencidos quando n√£o o s√£o.

√Č sabido que a grande diferen√ßa do homem consiste em fabricar ferramentas separadas, transportando-as apenas quando quiser. Ou seja, se um insecto carrega um ferr√£o, carrega-o continuamente.

Onde est√° realmente a genialidade de um costureiro? A genialidade √© de saber prever… O grande costureiro √© um homem que tem o dom do futuro em sua mente.

Criminosos s√£o uma pequena minoria em qualquer √©poca ou pa√≠s. E o dano que eles causaram √† humanidade √© infinitesimal quando comparado com os horrores ‚Äď o derramamento de sangue, as guerras, as perseguis√Ķes, a fome, as escraviza√ß√Ķes, as destrui√ß√Ķes em grande escala ‚Äď perpetradas pelos governos da humanidade. Potencialmente, o governo √© a mais perigosa amea√ßa aos direitos do homem: ele mantem o monop√≥lio do uso de for√ßa f√≠sica contra v√≠timas legalmente desarmadas. Quando irrestrito e ilimitado pelos direitos individuais, um governo √© o mais mortal inimigo do homem.

A humildade é como uma couraça que amortece os golpes desferidos pela vontade hostil dos homens; mas esta couraça está precisamente rota por cima do coração.

Nenhum homem poder√° revelar-vos nada sen√£o o que j√° est√° meio adormecido na aurora do vosso entendimento.

Eu acredito no Deus que criou os homens, e n√£o no Deus que os homens criaram.

A Ira é uma Loucura Breve

Alguns s√°bios afirmaram que a ira √© uma loucura breve; por n√£o se controlar a si mesma, perde a compostura, esquece as suas obriga√ß√Ķes, persegue os seus intentos de forma obstinada e ansiosa, recusa os conselhos da raz√£o, inquieta-se por causas v√£s, incapaz de discernir o que √© justo e verdadeiro, semelhante √†s ru√≠nas que se abatem sobre quem as derruba. Mas, para que percebas que est√£o loucos aqueles que est√£o possu√≠dos pela ira, observa o seu aspecto; na verdade, s√£o claros ind√≠cios de loucura a express√£o ardente e amea√ßadora, a fronte sombria, o semblante feroz, o passo apressado, as m√£os trementes, a mudan√ßa de cor, a respira√ß√£o forte e acelerada, ind√≠cios que est√£o tamb√©m presentes nos homens irados: os olhos incendiam-se e fulminam, a cara cobre-se totalmente de um rubor, por causa do sangue que a ela aflui do cora√ß√£o, os l√°bios tremem, os dentes comprimem-se, os cabelos arrepiam-se e eri√ßam-se, a respira√ß√£o √© ofegante e ruidosa, as articula√ß√Ķes retorcem-se e estalam, entre suspiros e gemidos, irrompem frases praticamente incompreens√≠veis, as m√£os entrechocam-se constantemente, os p√©s batem no ch√£o e todo o corpo se agita amea√ßador, a face fica inchada e deformada, horrenda e assutadora. Ficas sem saber se o que h√° de pior neste v√≠cio √© ele ser detest√°vel ou t√£o disforme.

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A Sabedoria e a Alegria

Vou ensinar-te agora o modo de entenderes que n√£o √©s ainda um s√°bio. O s√°bio aut√™ntico vive em plena alegria, contente, tranquilo, imperturb√°vel; vive em p√© de igualdade com os deuses. Analisa-te ent√£o a ti pr√≥prio: se nunca te sentes triste, se nenhuma esperan√ßa te aflige o √Ęnimo na expectativa do futuro, se dia e noite a tua alma se mant√©m igual a si mesma, isto √©, plena de eleva√ß√£o e contente de si pr√≥pria, ent√£o conseguiste atingir o m√°ximo bem poss√≠vel ao homem! Mas se, em toda a parte e sob todas as formas, n√£o buscas sen√£o o prazer, fica sabendo que t√£o longe est√°s da sabedoria como da alegria verdadeira. Pretendes obter a alegria, mas falhar√°s o alvo se pensas vir a alcan√ß√°-la por meio das riquezas ou das honras, pois isso ser√° o mesmo que tentar encontrar a alegria no meio da ang√ļstia; riquezas e honras, que buscas como se fossem fontes de satisfa√ß√£o e prazer, s√£o apenas motivos para futuras dores.
Toda a gente, repito, tende para um objectivo: a alegria, mas ignora o meio de conseguir uma alegria duradoura e profunda. Uns procuram-na nos banquetes, na libertinagem; outros, na satisfa√ß√£o das ambi√ß√Ķes, na multid√£o ass√≠dua dos clientes;

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O sentimento da vingança é tão agradável, que muitas vezes o homem deseja ser ofendido para se poder vingar, e não falo apenas de um inimigo habitual, mas de uma pessoa indiferente, ou até mesmo, sobretudo em alguns momentos de humor negro, de um amigo.