Cita√ß√Ķes sobre Insensatos

66 resultados
Frases sobre insensatos, poemas sobre insensatos e outras cita√ß√Ķes sobre insensatos para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A atitude do insensato, como processo mórbido, é uma forma de hipertrofia da razão

A atitude do insensato, como processo mórbido, é uma forma de hipertrofia da razão.

O Bom Senso como Suporte da Humanidade

Se n√£o tivesse havido em todos os tempos uma maioria de homens para fazer depender o seu orgulho, o seu dever, a sua virtude da disciplina do seu esp√≠rito, da sua ¬ęraz√£o¬Ľ, dos amigos do ¬ębom senso¬Ľ, para se sentirem feridos e humilhados pela menor fantasia, o menor excesso da imagina√ß√£o, a humanidade j√° teria naufragado h√° muito tempo.
A loucura, o seu pior perigo, n√£o deixou nunca, com efeito, de planar por cima dela, a loucura prestes a estalar… quer dizer a irrup√ß√£o da lei do bom prazer em mat√©ria de sentimento de sensa√ß√Ķes visuais ou auditivas, o direito de gozar com o jorro do esp√≠rito e de considerar como um prazer a irris√£o humana. N√£o s√£o a verdade, a certeza que est√£o nos ant√≠podas do mundo dos insensatos; √© a cren√ßa obrigat√≥ria e geral, √© a exclus√£o do bom prazer no ajuizar. O maior trabalho dos homens foi at√© agora concordar sobre uma quantidade de coisas, e fazer uma lei desse acordo,… quer essas coisas fossem verdadeiras ou falsas. Foi a disciplina do esp√≠rito que preservou a humanidade,… mas os instintos que a combatem s√£o ainda t√£o poderosos que em suma s√≥ se pode falar com pouca confian√ßa no futuro da humanidade.

Continue lendo…

O insensato não gosta da inteligência, mas de publicar o que pensa

O insensato não gosta da inteligência, mas de publicar o que pensa.

Aquele que está bem pode fazer muita coisa supérflua e insensata. Quando o bem-estar acaba e começa a aflição, começa a educação que a vida nos quer dar

Quanto é Melhor Calar, que Ser Ouvido

Silêncio divinal, eu te respeito!
Tu, meu Numen ser√°s, ser√°s meu guia
Se at√© ‘qui, insensato, errei a via
De Harpócrates, quebrando o são preceito,

Hoje à vista do mal que tenho feito,
Em ser palreira pega em demasia,
Abraçarei a sã Filosofia
Pitagórica escola de proveito.

Tenho visto que males tem nascido
Pelo muito falar: tenho sondado
Quanto é melhor calar, que ser ouvido.

Minha língua vai ter férreo cadeado.
Eu a quero enfrear, arrependido
De tanto sem proveito ter falado.

Os Amigos

no regresso encontrei aqueles
que haviam estendido o sedento corpo
sobre infind√°veis areias

tinham os gestos lentos das feras amansadas
e o mar iluminava-lhes as m√°scaras
esculpidas pelo dedo errante da noite

prendiam sóis nos cabelos entrançados
lentamente
moldavam o rosto lívido como um osso
mas estavam vivos quando lhes toquei
depois
a solid√£o transformou-os de novo em dor
e nenhum quis pernoitar na respiração
do lume

ofereci-lhes mel e ensinei-os a escutar
a flor que murcha no estremecer da luz
levei-os comigo
até onde o perfume insensato de um poema
os transmudou em remota e resignada ausência

Renunciar ao amor parecia-me t√£o insensato como desinteressarmo-nos da sa√ļde porque acreditamos na eternidade.

Glória Efémera ou Eterna

Via de regra, a glória será tanto mais tardia quanto mais for durável, pois tudo aquilo que é excelente amadurece de maneira lenta. A glória que se tornará póstera assemelha-se a um carvalho que cresce bem lentamente a partir da sua semente; a glória fácil, efémera, assemelha-se às plantas anuais, que crescem rapidamente, e a glória falsa parece-se com erva daninha, que nasce num piscar de olhos e que nos apressamos em arrancar. Esse desenrolar das coisas relaciona-se com o facto de que, quanto mais alguém pertence à posteridade, ou seja, à humanidade geral e inteira, tanto mais estranho será à sua época, pois o que ele produz não é especialmente dedicado a ela como tal, mas só na medida em que a mesma é uma parte da humanidade; logo, as suas obras não são tingidas com a cor local do seu tempo; todavia, em consequência disso, pode acontecer que tal indivíduo passe facilmente como um estranho pela sua época.
Esta prefere apreciar aqueles que tratam os assuntos do seu dia-a-dia ou que servem ao humor do momento, portanto, os factos que pertencem integralmente a ela, que com ela vivem e com ela morrem. Por isso, a hist√≥ria da arte e da literatura ensina geralmente que as mais elevadas realiza√ß√Ķes do esp√≠rito humano,

Continue lendo…

Na luta feroz pela exist√™ncia, queremos contar com alguma coisa duradoura. E enchemos a mente com bobagens e fatos, na esperan√ßa insensata de guardarmos o nosso lugar.’

Caso castigue a si mesmo como ignorante, em que se baseia essa acusação? Admitindo que tenha sido insensato, será que nunca foi sensato? Nunca foi inteligente? Então essa autocrítica é basicamente auto-mutilação.

Porém, mais insensato é aquele que, com a mente presa à doença, vive se queixando de que não consegue a cura. Se te queixas de doença, é prova de que ainda não compreendeste a Verdade de que a doença não existe. Não fales mal deste ensinamento, quando és tu próprio que não compreendes a Verdade.

O economismo irritante de um capitalismo insensato implantou o desassossego nas sociedades, acirrou o √≥dio entre oper√°rios e patr√Ķes e recrudesceu nestes o ego√≠smo.

A Doutrina do Objectivo da Vida

Quer considere os homens com bondade ou malevol√™ncia, encontro-os sempre, a todos e a cada um em particular, empenhados na mesma tarefa: tornar-se √ļteis √† conserva√ß√£o da esp√©cie. E isto n√£o por amor a essa esp√©cie, mas simplesmente porque n√£o h√° neles nada mais antigo, mais poderoso, mais impiedoso e mais invenc√≠vel do que esse instinto… porque esse instinto √© propriamente a ess√™ncia da nossa esp√©cie, do nosso rebanho.

Se bem que se chegue assaz rapidamente, com a miopia ordin√°ria, a separar a cinco passos os nossos semelhantes em √ļteis e em prejudiciais, em seres bons e maus, quando fazemos o nosso balan√ßo final e reflectimos sobre o conjunto acabamos por desconfiar destas depura√ß√Ķes, destas distin√ß√Ķes, e acabamos por renunciar a elas.

Talvez o homem mais prejudicial seja ainda, no fim de contas, o mais √ļtil √† conserva√ß√£o da esp√©cie; porque sustenta em si mesmo, ou nos outros, com a sua ac√ß√£o, instintos sem os quais a humanidade estaria h√° muito tempo mole e corrompida. O √≥dio, o prazer de prejudicar, a sede de tomar e de dominar, e, de uma maneira geral, tudo aquilo a que se d√° o nome de mal, n√£o passam no fundo de um dos elementos da espantosa economia da conserva√ß√£o da esp√©cie;

Continue lendo…

O que distingue o homem insensato do sensato é que o primeiro anseia morrer orgulhosamente por uma causa, enquanto o segundo aspira viver humildemente por ela.

Esquecimento Esvaziante

A variedade das nossas emo√ß√Ķes torna claro que cada homem guarda dentro de si os celeiros do contentamento e do descontentamento: os jarros das coisas boas e m√°s n√£o est√£o depositados ¬ęna soleira de Zeus¬Ľ, mas na alma. O n√©scio negligencia e desdenha as coisas boas que l√° est√£o porque a sua imagina√ß√£o acha-se sempre voltada para o futuro; o sensato, por√©m, torna os factos pregressos vividamente presentes com record√°-los. O presente oferece-se ao toque da nossa m√£o apenas por um instante e logo nos ilude os sentidos; os tolos julgam que ele n√£o √© mais nosso, que n√£o mais nos pertence.
Há a pintura de um cordoeiro no inferno, com um asno a engolir toda a corda feita por ele, à medida que ele a entretece; assim é a multidão acometida e dominada pelo esquecimento insensato e ingrato, que apaga cada acto, cada sucesso, cada experiência aprazível de bem-estar, de camaradagem e de deleite.
O esquecimento n√£o consente √† vida desenvolver-se unitariamente, o passado entretecido com o presente, mas separa o ontem do hoje, como se fossem de diferente subst√Ęncia, e o hoje do amanh√£, como se n√£o fossem o mesmo; transforma toda a ocorr√™ncia em n√£o-ocorr√™ncia.

Continue lendo…