Cita√ß√Ķes sobre Maternidade

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Ali√°s uma pergunta que me fez: o que mais me importava ‚Äď se a maternidade ou a literatura. O modo imediato de saber a resposta foi eu me perguntar: se tivesse de escolher uma delas, que escolheria? A resposta era simples: eu desistiria da literatura. Nem tem d√ļvida que como m√£e sou mais importante do que como escritora.

Gazel da Paciente Espera

Para Regina Célia Colónia

Quanto te esperei
nas portas do dia
e te esperei
quando a terra nascia:
o espírito metáfora
boiava.

E te esperava
mas nenhuma nebulosa
te envolvia e nenhum
peixe era tu e nenhuma
circular √°gua apascentava
esta maternidade.

Te esperava
e o dia voltava
e vinha
e nas portas
o relógio de sinais
rangia.

E te esperava,
ave lua
ovelha de tuas m√£os
a noite.
Te esperava
porque as palavras
as palavras
batem à porta
e se abrem.

E   te   esperarei
a   vida   repleta
e a morte.

Depois na eternidade
recomeço.

A Maternidade n√£o me Aborrece

A maternidade n√£o me aborrece e devo afirmar at√© que, dada a influ√™ncia determinante de minha m√£e, em mim, sou uma pessoa marcada pelo signo materno. Tenho um apre√ßo muito especial pela maternidade. S√≥ que √† mulher n√£o compete apenas uma maternidade de tipo fisiol√≥gico. Cabe-lhe ultrapassar esse aspecto na medida em que pode conquistar uma sabedoria de tipo maternal para intervir no mundo, e orient√°-lo. Um mundo onde s√≥ o homem tem a palavra, palavra essa que √© origem de tantos desmandos, guerras, conflitos e solu√ß√Ķes prec√°rias de car√°cter econ√≥mico e social.
Estruturalmente, a mulher √© avessa, al√©rgica √† ideia de guerra e de conflito. A sua pr√≥pria experi√™ncia maternal a predisp√Ķe contra a guerra. D√° vida mas n√£o gosta de contribuir para a sua destrui√ß√£o. √Č por uma actua√ß√£o pac√≠fica.

O Declínio da Natalidade

A mudan√ßa de rela√ß√Ķes entre pais e filhos √© um exemplo t√≠pico da expans√£o geral da democracia. Os pais j√° n√£o est√£o muito seguros dos seus direitos sobre os filhos, os filhos j√° n√£o sentem que devem respeito aos pais. A virtude da obedi√™ncia, que era outrora exigida sem discuss√£o, passou de moda e com certa raz√£o.
A psican√°lise aterrorizou os pais cultos com o medo de causarem, sem querer, mal aos filhos. Se os beijam, podem provocar o complexo de √Čdipo; se n√£o os beijam, podem provocar crises de ci√ļmes. Se os repreeendem em qualquer coisa, podem fazer nascer neles o sentimento do pecado; se n√£o o fazem, os filhos adquirem h√°bitos que os pais consideram indesej√°veis. Quando v√™em as crian√ßas a chupar no polegar, tiram disso toda a esp√©cie de conclus√Ķes terr√≠veis, mas n√£o sabem o que fazer para o evitar. O uso dos direitos dos pais que era antigamente uma manifesta√ß√£o triunfante da autoridade, tornou-se t√≠mido, receoso e cheio de escr√ļpulos.

Perderam-se as antigas alegrias simples e isto é tanto mais grave quanto é certo que, devido à nova liberdade das mulheres solteiras, a mãe tem de fazer muito mais sacrifícios do que antigamente ao optar pela maternidade.

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As Palavras n√£o Servem para Nada

Foi quando aprendi que as palavras não servem para nada; que as palavras nunca se adaptam nem mesmo ao que elas querem dizer. Quando ele nasceu compreendi que a maternidade foi inventada por alguém que tinha de arranjar uma palavra para isso, porque as que tinham os filhos não queriam saber se havia ou não uma palavra para isso. Compreendi que o medo foi inventado por alguém que nunca tinha tido medo; o orgulho, por quem nunca tinha sentido orgulho.