CitaçÔes sobre PronĂșncia

6 resultados
Frases sobre pronĂșncia, poemas sobre pronĂșncia e outras citaçÔes sobre pronĂșncia para ler e compartilhar. Leia as melhores citaçÔes em Poetris.

Vantagens e Desvantagens dos HĂĄbitos

Os pensamentos dos homens são muito concordantes com as suas inclinaçÔes; as suas palavras e os seus discursos concordam com as suas opiniÔes infusas ou apreendidas; mas as suas acçÔes resultam daquilo a que estão acostumados. Eis porque, como Maquiavel muito bem notou (ainda que num exemplo mal inspirado), ninguém deve confiar na força da natureza, nem na jactùncia das palavras, se não estiverem corroboradas pelo håbito. O exemplo que ele apresenta é que, na execução de uma conspiração ousada, ninguém se deve fiar na ferocidade aparente ou nas promessas resolutas de qualquer pessoa, e que o empreendimento deve ser confiado a quem tiver jå alguma vez manchado as suas mãos com sangue.
(…) A predominĂąncia do costume Ă© por toda a parte visĂ­vel; de tal maneira que ficarĂ­amos admirados de ouvir os homens declarar, protestar, prometer, fazer solenes juramentos, e depois vĂȘ-los proceder como tinham feito antes: como se fossem imagens mortas ou engenhos movidos apenas pelas rodas do costume. Vemos tambĂ©m o que Ă© o reino ou a tirania do costume.
(…) JĂĄ que o costume Ă© o principal magistrado da vida humana, deve o homem por todos os meios prover Ă  obtenção de bons costumes.

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As Mulheres Sempre Foram Mais Minuciosas na Vingança

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As mulheres sempre foram mais
minuciosas na vingança — disse Bloom. Folheiam-na
sem saltar uma pĂĄgina. E tratam das unhas
antes de pegar no machado.
Pelo contrĂĄrio, um homem com raiva
e ressentimento Ă© atabalhoado, desastrado,
incapaz de encontrar a pronĂșncia perfeita da violĂȘncia,

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como se pegasse em ferramentas
despropositadas: a charrua
para arrancar uma flor,
o martelo para ver mais perto.

Gonçalo M.

Luta de Classes

NĂŁo contem comigo para defender o elitismo cultural. Pelo contrĂĄrio, contem comigo para rebentar cada detalhe do seu preconceito.
A cultura Ă© usada como sĂ­mbolo de status por alguns, alfinete de lapela, botĂŁo de punho. A raridade Ă© condição indispensĂĄvel desse exibicionismo. SĂł pertencendo a poucos se pode ostentar como diferenciadora. Essa colecção de sĂ­mbolos Ă© descrita com pronĂșncia mais ou menos afectada e tem o objectivo de definir socialmente quem a enumera.
Para esses indivĂ­duos raros, a cultura Ă© caracterizada por aqueles que a consomem. Assim, convĂ©m nĂŁo haver misturas. Conheço melhor o mundo da leitura, por isso, tomo-o como exemplo: se, no inĂ­cio da madrugada, uma dessas mulheres que acorda cedo e faz limpeza em escritĂłrios for vista a ler um determinado livro nos transportes pĂșblicos, os snobs que assistam a essa imagem sĂŁo capazes de enjeitĂĄ-lo na hora. ComeçarĂŁo a definir essa obra como “leitura de empregadas de limpeza” (com muita probabilidade utilizarĂŁo um sinĂłnimo mais depreciativo para descrevĂȘ-las).
Este exemplo aplica-se em qualquer outra ĂĄrea cultural que possa chegar a muita gente: mĂșsica, cinema, televisĂŁo, etc. Aquilo que mais surpreende Ă© que estes “argumentos”, esta forma de falar e de pensar seja utilizada em meios supostamente culturais por indivĂ­duos supostamente cultos,

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Amo-te no Intenso TrĂĄfego

Amo-te no intenso trĂĄfego
Com toda a poluição no sangue.
Exponho-te a vontade
O lugar que sĂł respira na tua boca
Ó verbo que amo como a pronĂșncia
Da mĂŁe, do amigo, do poema
Em pensamento.
Com todas as ideias da minha cabeça ponho-me no silĂȘncio
Dos teus lĂĄbios.
Molda-me a partir do céu da tua boca
Porque pressinto que posso ouvir-te
No firmamento.

Alexandra

HĂĄ pequenas aves que tĂȘm raĂ­zes nas palavras,
essas palavras que nĂŁo ficam arrumadas com decĂȘncia
na literatura,
palavras de amantes sem amor, gente que sofre
e a quem falta o ar quando faltam as palavras.
Quando digo o teu nome hĂĄ uma ave que levanta voo
como se tivesse nascido o dia e uma brisa
encarcerada nas amĂȘndoas se soltasse para a impelir
para o mais frio, para o mais alto, para o mais azul.
Quando volto para casa o teu nome vai comigo
e ao mesmo tempo espera-me jĂĄ
numa casa construĂ­da com dois nomes,
como se tivesse duas frentes,
uma para a montanha e outra para o mar.
Por vezes dou-te o meu nome e fico com o teu,
espreito entĂŁo pelas janelas de onde
se vĂȘem coisas que nunca antes tinha visto,
coisas que adivinhava mas que nĂŁo sabia,
coisas que sempre soube mas que nunca quis olhar.
Nessas alturas o meu nome Ă© o teu olhar,
e os meus olhos sĂŁo justamente a pronĂșncia do
teu nome que se diz com um pequeno brilho molhado,

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