Cita√ß√Ķes de Rajneesh

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Frases, pensamentos e outras cita√ß√Ķes de Rajneesh para ler e compartilhar. Os melhores escritores est√£o em Poetris.

Não ha maior ego do que o daquele que se julga acima dos outros por ter domado o ego. Ao dominar o ego, ao buscar a trascendência e negar o mundo, ele comete o maior EGO de todos: Achar que não tem ego, e que está além do mundo em que vive.

Uma Vida Calma e Tranquila

A primeira pergunta que Di√≥genes fez a Alexandre √© a primeira pergunta que qualquer pessoa inteligente deve fazer a si pr√≥pria. Di√≥genes n√£o desperdi√ßou um √ļnico momento.
РAlexandre, estás a tentar conquistar o mundo inteiro. Então e tu? Terás tempo suficiente, depois de conquistares o mundo, para te conheceres a ti próprio? Tens certezas sobre o amanhã ou sobre o próximo momento?
Alexandre nunca tinha conhecido um homem assim. Ele já tinha vencido grandes reis e imperadores, mas percebeu que Diógenes era um homem muito poderoso. Baixando os olhos, Alexandre respondeu:
– N√£o te posso dizer que esteja certo sobre o momento seguinte. Mas posso prometer-te uma coisa: quando tiver conquistado o mundo, vou desejar descansar e viver uma vida calma, tal como tu.
Di√≥genes estava a gozar um banho de sol matinal junto a um rio, rodeado por bonitas √°rvores. Ele riu-se… por vezes penso que o seu riso ainda deve continuar a ecoar.
Pessoas como Diógenes pertencem à eternidade. As suas assinaturas não são feitas na água.
Alexandre sentiu-se ofendido e perguntou-lhe porque se estava a rir.
– √Č muito simples! – respondeu Di√≥genes. – Se eu posso descansar e viver uma vida calma sem ter conquistado o mundo,

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Tem de se compreender a lógica da mente. Se não a compreende, será uma vítima dela. A mente tem uma lógica perversa, é um círculo vicioso, anda às voltas. Quando lhe dá ouvidos, cada passo conduzi-lo-à ao círculo.

A religiosidade n√£o √© um talento. √Č apenas vermo-nos a n√≥s pr√≥prios. Podemos ser pintores, poetas, m√ļsicos, podemos n√£o ser ningu√©m, mas somos! Isto n√£o √© um talento, √© a nossa exist√™ncia. E viv√™-la √© um direito inato. S√≥ podemos salvar esta religi√£o viva se continuarmos a meditar e a criar novas flores, novos florescimentos, de maneira que nunca nos tornemos um deserto. H√° sempre um o√°sis. Basta uma pessoa no meio de v√≥s para manter viva a religiosidade e impedir que seja reduzida a um culto.

Personalidade e Individualidade

Todas as sociedades se t√™m esfor√ßado por nos iludir e persuadir-nos a concentrar a nossa aten√ß√£o na personalidade como se ela fosse a nossa individualidade. A personalidade √© aquilo que nos √© dado pelos outros. A individualidade √© aquilo com que nascemos e √© a natureza do nosso eu: n√£o pode ser-nos dada por ningu√©m, nem pode ser-nos tirada por ningu√©m. A personalidade pode ser dada e tirada. Consequentemente, quando nos identificamos com a nossa personalidade, come√ßamos a ter medo de perd√™-la, e sempre que surge uma fronteira al√©m da qual temos de nos fundir, a nossa personalidade recolhe-se. √Č incapaz de ir al√©m dos limites do que conhece. Trata-se de uma camada muito fina, que nos √© imposta. No amor profundo, evapora-se. Numa grande amizade, √© imposs√≠vel discerni-la.

A morte da personalidade nunca é absoluta em nenhum tipo de comunhão.
E n√≥s identificamo-nos com a personalidade: os nossos pais, professores, vizinhos e amigos disseram-nos que somos assim, todos moldaram a nossa personalidade e lhe deram uma forma, fazendo de n√≥s algo que n√£o somos e que nunca poderemos ser. Por isso, somos infelizes, vivendo enclausurados nesta personalidade. √Č a nossa pris√£o. No entanto, tamb√©m temos medo de sair dela,

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As pessoas vivem toda a sua vida a acreditar no que os outros dizem, dependentes dos outros. √Č por isso que t√™m tanto medo da opini√£o dos outros. Se eles pensam que voc√™ √© mau, torna-se mau. Se o condenam, come√ßa a condenar-se.

Se quiser amar alguém, ame-o agora. Ame-o, porque ninguém sabe o que vai acontecer no momento que se segue.

Se o relacionamento sobreviver à verdade, será muito belo. Se morrer, isso também será bom porque um relacionamento falso acabou.

Oitenta por cento da sua vida √© orientada pelos olhos. N√£o deveria ser assim; tem de se restabelecer um equil√≠brio. Tamb√©m deve tocar, porque o tacto permite sensa√ß√Ķes que os olhos n√£o podem veicular.

O Coração é o Seu Amigo

O verdadeiro problema reside na mente, porque a mente √© formada pela sociedade humana e especialmente projectada para nos manter escravizados. O corpo tem uma beleza pr√≥pria. Ainda faz parte das √°rvores e do oceano, das montanhas e das estrelas. N√£o foi contaminado pela sociedade nem foi envenenado pelas igrejas, pelas religi√Ķes e pelos padres. Mas a mente foi completamente condicionada e distorcida ao receber ideias que s√£o totalmente falsas. A nossa mente funciona quase como uma m√°scara que esconde o nosso verdadeiro rosto.
A arte da medita√ß√£o consiste em transcender a mente, e o Oriente dedicou toda a sua intelig√™ncia e todo o seu g√©nio durante quase dez mil anos a um √ļnico objectivo: descobrir a maneira de transcender a mente e os seus condicionamentos. Do esfor√ßo de dez mil anos resultou o aperfei√ßoamento do m√©todo da medita√ß√£o.
Em poucas palavras, medita√ß√£o significa olhar para a mente, observar a mente. Tente examinar a mente, olhando em sil√™ncio para ela – sem explica√ß√Ķes, sem aprecia√ß√Ķes, sem condena√ß√Ķes, sem qualquer julgamento, a favor ou contra -, observe-a apenas, como se n√£o tivesse nada a ver com ela. Aprecie apenas o tr√°fego que vai na mente. E o milagre da medita√ß√£o faz com que,

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Indigno do Amor

N√£o se pode amar uma pessoa que se detesta a si pr√≥pria. E nesta terra desgra√ßada, quase toda a gente se detesta a si pr√≥pria, toda a gente se condena a si pr√≥pria. Como poder√° voc√™ amar uma pessoa que se condena a si pr√≥pria? Essa pessoa n√£o acreditar√° em si. Ela n√£o se pode amar a si pr√≥pria ‚ÄĒ como √© que voc√™ se atreve? A pessoa n√£o se pode amar a si pr√≥pria ‚ÄĒ como pode voc√™ am√°-la? Suspeitar√° de que se trata de uma brincadeira, de um embuste, de uma rasteira. Suspeitar√° que voc√™ tenta engan√°-la em nome do amor. Ser√° muito cautelosa, vigilante, e a sua suspeita envenenar√° o seu ser. Quando voc√™ ama uma pessoa que se detesta a si pr√≥pria, est√° a tentar destruir o conceito que ela faz de si pr√≥pria. E ningu√©m deixa facilmente cair o conceito que faz de si mesmo; esse conceito √© a sua identidade. Enfrent√°-lo-√°, provar-lhe-√° de que ela tem raz√£o e voc√™ n√£o.

√Č o que est√° a acontecer a todos os relacionamentos de amor ‚ÄĒ ou antes a todos os assim-chamados relacionamentos de amor. Acontece entre marido e mulher, entre amante e amado, entre homem e mulher.

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Um homem de sucesso acaba sempre por ficar entregue a si pr√≥prio, e depois sofre as torturas do inferno por ter desperdi√ßado toda a sua vida. Ele procurou, e procurou, e apostou tudo o que tinha. Depois alcan√ßa o sucesso, mas o seu cora√ß√£o est√° vazio e a sua alma sem sentido e n√£o h√° nenhuma fragr√Ęncia, n√£o h√° nenhuma ben√ß√£o.

Vivemos com tantas pretens√Ķes, com tantas hipocrisias ‚Äď e √© por essa raz√£o que a intimidade gera receio. Voc√™ n√£o √© o que aparenta ser. A sua apar√™ncia √© falsa. Poder√° parecer um santo, mas, bem no seu fundo, continua a ser um fraco ser humano com desejos e anseios.

A f√© √© uma esp√©cie de coma. Deixamos de raciocinar, deixamos de duvidar. Deixamos de questionar. √Č natural, pois se estas s√£o as fun√ß√Ķes da nossa mente, quando elas desaparecem, a nossa mente p√°ra. Se n√£o √© usada, acumula lixo, e porque a d√ļvida n√£o √© permitida torna-se cada vez mais lenta.

A verdade não é uma coisa. Não é uma coisa que possa ser conservada. Ela desaparece com aquele que a vive.

Devem lembrar-se do seguinte: as palavras nunca morrem. Uma vez proferida, uma palavra continua a ressoar como um seixo atirado para um lago. As ondas poleie criadas propagam-se na direção da margem mais afastada. Nesta existência, porém, não há margens, nem orlas, nem fronteiras. Quando dizemos algo, isso permanece para sempre. Continua a ressoar e a ecoar cada vez mais longe.

O vosso Deus n√£o √© sen√£o o medo do vosso primeiro dia, que se mant√©m ativo at√© ao derradeiro momento e vai crescendo cada vez mais. √Č por isso que quando uma pessoa √© jovem pode ser ateia, pode permitir-se s√™-lo. √Ä medida que envelhece, no entanto, ser ateu vai-se tornando dif√≠cil.

Nem mesmo os amigos têm um impacto semelhante ao dos inimigos. Se lutar constantemente contra alguém, será influenciado por ele, porque terá de usar as mesmas técnicas para lutar contra ele.

Se respeitarmos a nossa vida, rejeitaremos todos os salvadores. A todos diremos: “Desapare√ßam! Salvai-vos, isso basta. Esta √© a minha vida e tenho de viv√™-la.” Esfor√ßo-me por restituir a todos os seres humanos o respeito por si pr√≥prios que √© seu por direito e que eles doaram aos outros.

Cada religião imagina o outro lado de maneira diferente, porque cada sociedade e cada cultura estão associadas a uma geografia e a uma história distintas.