Cita√ß√Ķes sobre Rivalidade

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Frases sobre rivalidade, poemas sobre rivalidade e outras cita√ß√Ķes sobre rivalidade para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Um amigo durante a vida é muito; dois é demais; três quase impossível. A amizade exige um certo paralelismo de vida, uma comunhão de ideias, uma rivalidade de objectivos.

Os Malefícios da Rivalidade na Escola

Poucas serão as escolas em que o mestre não anime entre os alunos o espírito de emulação; aos mais atrasados apontam-se os que avançaram como marcos a atingir e ultrapassar; e aos que ocuparam os primeiros lugares servem os do fim da classe de constantes esporas que os não deixam demorar-se no caminho, cada um se vigia a si e aos outros e a si próprio apenas na medida em que se estabelece um desnível com o companheiro que tem de superar ou de evitar.
A mesquinhez de uma vida em que os outros n√£o aparecem como colaboradores, mas como inimigos, n√£o pode deixar de produzir toda a surda inveja, toda a vaidade, todo o despeito que se marcam em linhas principais na psicologia dos estudantes submetidos a tal regime; nenhum amor ao que se estuda, nenhum sentimento de constante enriquecer, nenhuma vis√£o mais ampla do mundo; esfor√ßo de vencer, temor de ser vencido; √© j√° todo o temperamento de ¬ęstruggle¬Ľ que se afina na escola e lan√ßar√° amanh√£ sobre a terra mais uma turma dos que tudo se desculpam.
Quem n√£o sabe combater ou n√£o tem interesse pela luta ficar√° para tr√°s, entre os piores; e √© certamente esta predomin√Ęncia dada ao esp√≠rito de batalha um dos grandes malef√≠cios dos sistemas escolares assentes sobre a rivalidade entre os alunos;

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Para a Psicologia do Artista

Para que haja arte, para que haja alguma ac√ß√£o e contempla√ß√£o est√©ticas, torna-se indispens√°vel uma condi√ß√£o fisiol√≥gica pr√©via: a embriaguez. A embriaguez tem de intensificar primeiro a excitabilidade da m√°quina inteira: antes disto n√£o acontece arte alguma. Todos os tipos de embriaguez, por muito diferentes que sejam os seus condicionamentos, t√™m a for√ßa de conseguir isto: sobretudo a embriaguez da excita√ß√£o sexual, que √© a forma mais antiga e origin√°ria de embriaguez. Tamb√©m a embriaguez que se segue a todos os grandes apetites, a todos os afectos fortes; a embriaguez da festa, da rivalidade, do feito temer√°rio, da vit√≥ria, de todo o movimento extremo; a embriaguez da crueldade; a embriaguez da destrui√ß√£o; a embriaguez resultante de certos influxos meteorol√≥gicos, por exemplo a embriaguez primaveril; ou a devida ao influxo dos narc√≥ticos; por fim, a embriaguez da vontade, a embriaguez de uma vontade sobrecarregada e dilatada. ‚ÄĒ O essencial na embriaguez √© o sentimento de plenitude e de intensifica√ß√£o das for√ßas. Deste sentimento fazemos part√≠cipes as coisas, contragemo-las a que participem de n√≥s, violentamo-las, ‚ÄĒ idealizar √© o nome que se d√° a esse processo. Libertemo-nos aqui de um preconceito: o idealizar n√£o consiste, como se cr√™ comummente, num subtrair ou diminuir o pequeno,

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O Que Devemos Sentir

Todas as pessoas devem ter experimentado a sensa√ß√£o desagrad√°vel que se tem nas esta√ß√Ķes de caminho de ferro. Vamos despedir-nos de algu√©m. A pessoa j√° entrou no comboio, mas ele demora a partir. Ali ficam as duas pessoas, uma na plataforma e a outra √† janela, esfor√ßando-se por conversar, mas de repente n√£o t√™m nada para dizer.
Isto, evidentemente, resulta de n√£o podermos sentir o que queremos. A situa√ß√£o imp√Ķe-nos um determinado sentimento. E quem n√£o experimentou aquele tremendo al√≠vio quando o comboio finalmente parte?
Ou nos funerais. Quando algu√©m morre ou adoece, quando surgem as desilus√Ķes, espera-se sempre que sintamos determinadas coisas.
Em todas as situa√ß√Ķes, excepto as mais quotidianas, as mais neutras, h√° uma press√£o que se exerce sobre n√≥s, que nos dita a forma como devemos conduzir-nos, aquilo que devemos sentir, E se examinarmos bem o fen√≥meno, verificamos, n√£o raras vezes, que esses pap√©is nos s√£o atribu√≠dos por romances, filmes ou pe√ßas de teatro que vimos h√° muito tempo.
Quando somos realmente confrontados com situa√ß√Ķes invulgares (por exemplo, rivalidades que prev√≠amos e n√£o se verificam, e em vez disso se transformam num amor que nos deixa s√≥s), a primeira coisa a que nos agarramos s√£o esses padr√Ķes sentimentais livrescos.

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O Mal da Cidade

O Homem pensa ter na Cidade a base de toda a sua grandeza e s√≥ nela tem a fonte de toda a sua mis√©ria. V√™, Jacinto! Na Cidade perdeu ele a for√ßa e beleza harmoniosa do corpo, e se tornou esse ser ressequido e escanifrado ou obeso e afogado em unto, de ossos moles como trapos, de nervos tr√©mulos como arames, com cangalhas, com chin√≥s, com dentaduras de chumbo, sem sangue, sem fibra, sem vi√ßo, torto, corcunda – esse ser em que Deus, espantado, mal pode reconhecer o seu esbelto e rijo e nobre Ad√£o! Na cidade findou a sua liberdade moral: cada manh√£ ela lhe imp√Ķe uma necessidade, e cada necessidade o arremessa para uma depend√™ncia: pobre e subalterno, a sua vida √© um constante solicitar, adular, vergar, rastejar, aturar; rico e superior como um Jacinto, a Sociedade logo o enreda em tradi√ß√Ķes, preceitos, etiquetas, cerim√≥nias, praxes, ritos, servi√ßos mais disciplinares que os dum c√°rcere ou dum quartel… A sua tranquilidade (bem t√£o alto que Deus com ela recompensa os Santos) onde est√°, meu Jacinto? Sumida para sempre, nessa batalha desesperada pelo p√£o, ou pela fama, ou pelo poder, ou pelo gozo, ou pela fugidia rodela de ouro!
Alegria como a haver√° na Cidade para esses milh√Ķes de seres que tumultuam na arquejante ocupa√ß√£o de desejar –

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Amor e Amizade Afectam Sempre Terceiros

Pretende-se sempre obter a mesma prefer√™ncia que se conce¬≠de; o amor deve ser rec√≠proco. Para se conseguir ser amado, √© pre¬≠ciso ser-se am√°vel; para se ser preferido, √© preciso ser-se mais am√°vel que outro, mais am√°vel que todos os outros, pelo menos aos olhos do objecto amado. Da√≠, os primeiros olhares sobre os nossos semelhantes; da√≠, as primeiras compara√ß√Ķes com eles, da√≠ a emu¬≠la√ß√£o, as rivalidades, o ci√ļme. Um cora√ß√£o penetrado de um sen¬≠timento que transborda gosta de se expandir: da necessidade de uma amada, em breve nasce a de um amigo. Aquele que experi¬≠menta a do√ßura de ser amado quereria s√™-Io por todos, e todos n√£o poderiam pretender ser preferidos, sem que houvesse muitos des¬≠contentes. Com o amor e a amizade, nascem as desaven√ßas, a an¬≠tipatia, o √≥dio. Do seio de tantas paix√Ķes diferentes, vejo a opini√£o que, para si mesma, erige um trono firme, e os est√ļpidos mortais, sujeitos ao seu dom√≠nio, basearam a sua exist√™ncia nos ju√≠zos de outr√©m.

O Homem Que Confessa os Seus Pecados Nunca é o Mesmo Que os Cometeu

Monstro, robot, escravo, ser maldito – pouco importa o termo utilizado para transmitir a imagem da nossa condi√ß√£o desumanizada. Nunca a condi√ß√£o da humanidade no seu conjunto foi t√£o ign√≥bil como hoje. Estamos todos ligados uns aos outros por uma igniminiosa rela√ß√£o de senhor e servo; todos presos no mesmo c√≠rculo vicioso entre julgar e ser julgado; todos empenhados em destruir-nos mutuamente quando n√£o conseguimos impor a nossa vontade. Em vez de sentirmos respeito, toler√Ęncia, bondade e considera√ß√£o, para j√° n√£o falar em amor, uns pelos outros, olhamo-nos com medo, suspeita, √≥dio, inveja, rivalidade e malevol√™ncia. O nosso mundo assenta na falsidade. Seja qual for a direc√ß√£o em que nos aventuremos, a esfera de actividade humana em que nos embrenhemos, n√£o encontramos sen√£o enganos, fraudes, dissimula√ß√£o e hipocrisia.
Conhecer do facto de que, por muito alto que estejam colocados, os homens n√£o conseguem, n√£o ousam, pensar livremente, independentemente, quase desespero de me fazer ouvir. E se falo ainda, se me arrisco a exprimir os meus pontos de vista sobre certas quest√Ķes fundamentais, √© porque estou convencido de que, por muito negro que seja o panorama, uma mudan√ßa dr√°stica √©, n√£o s√≥ poss√≠vel, mas at√© inevit√°vel. Sinto que √© meu direito e meu dever de ser humano promover essa mudan√ßa.

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O Casal Comum

Depois da √©poca de palavras de amor, de palavras de raiva, de palavras, as rela√ß√Ķes entre os dois tornaram-se aos poucos imposs√≠veis de resultar numa frase ou numa realidade clara. √Ä medida que estavam casados h√° tanto tempo, as diverg√™ncias, as desconfian√ßas, certa rivalidade jamais chegavam √† tona, embora elas existissem entre eles como o plano dentro do qual se entendiam. Esse estado quase impedia uma ofensa e uma defesa, e jamais uma explica√ß√£o. Formavam o que se chama um casal comum.