Cita√ß√Ķes sobre Sustento

22 resultados
Frases sobre sustento, poemas sobre sustento e outras cita√ß√Ķes sobre sustento para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Testemunho Incontestado

1

Cam√Ķes, mas que Cam√Ķes?
Que mundo em transição se fixa nesta língua
Que margem se afirma
na língua que se inventa?
Que poeta transita
no mundo que se fixa?
Que poema se afixa
na mente que se alarga
à escala do Globo Universal
e amarga?
Que contr√°rios se afrontam
nos ossos que nos tentam?
Cam√Ķes, mas que Cam√Ķes √© este
que nos marca?

2

homem ou texto
olho vazado ou letra
miséria ou redondilha
bruxo velho ou brochura
sabedoria ou ilha
pesadelo ou vis√£o
aventureiro ou m√°quina
tensa gasta ou tens√£o
um cego amor ou mundo
novidade ou idade
horizonte ou imagem
Cam√Ķes ou re-Cam√Ķes
Fortuna ou coisa amada
mudança ou só desejo
?

3

o lírico nas lonas

o épico e o hípico
que só a pé andou

corre o mundo em degredo
liberta-se em pris√Ķes

só um olho lhe basta
para a vis√£o dos tempos
que novos se dispersam

e em não contradição se contradiz

4

dissipo a vida
se
dissipo a morte

aprendo a vida
se
aprendo a morte

sustento a vida
se
sustenho a morte

re contenho a vida

se retenho a morte

Morte, Juízo, Inferno e Paraíso

Em que estado, meu bem, por ti me vejo,
Em que estado infeliz, penoso e duro!
Delido o coração de um fogo impuro,
Meus pesados grilh√Ķes adoro e beijo.

Quando te logro mais, mais te desejo;
Quando te encontro mais, mais te procuro;
Quando mo juras mais, menos seguro
Julgo esse doce amor, que adorna o pejo.

Assim passo, assim vivo, assim meus fados
Me desarreigam d’alma a paz e o riso,
Sendo só meu sustento os meus cuidados;

E, de todo apagada a luz do siso,
Esquecem-me (ai de mim!) por teus agrados
Morte, Juízo, Inferno e Paraíso.

O Preço da Vaidade

Se o que se deseja é apenas dar sustento à natureza, bastam três libras esterlinas por ano, segundo a estimativa de William Petty; mas, como os tempos andam muito alterados, vamos supor seis libras. Essa quantia permitirá encher a pança, obter proteção contra as intempéries do clima, e até mesmo a compra de um casaco resistente, desde que feito de um bom couro de boi. Agora, tudo o que vá além disso é artificial e será desejado com vista a obter um maior grau de respeito dos nossos concidadãos. E, se seiscentas libras por ano proporcionam a um homem mais distinção social e, é claro, mais felicidade do que seis libras por ano, a mesma proporção vai-se manter para seis mil, e assim por diante, até onde se possa levar a opulência. Talvez o dono de uma grande fortuna possa não ser tão feliz como alguém que tem menos; mas isso decorrerá de outras causas que não a posse da grande fortuna.

√Č sua fotografia tanto quanto sua hist√≥ria, que me comove. Olhando sua fotografia ‚Äėreconhe√ßo‚Äô sua vida. √Č uma mulher muito negra [‚Ķ], com os olhos espantados e ofendidos dos pobres inteligentes. S√≥ olhando a fotografia podemos saber que ela √© o √ļnico meio de sustento dos filhos, pois o pesco√ßo √© t√£o r√≠gido quanto os tra√ßos s√£o suaves [‚Ķ] na minha imagina√ß√£o ela √© a primeira das nossas m√£es arrastadas, maltratadas e resistindo sempre, para a Am√©rica.

Carta a Manoel

Manoel, tens raz√£o. Venho tarde. Desculpa.
Mas n√£o foi Anto, n√£o fui eu quem teve a culpa,
Foi Coimbra. Foi esta paysagem triste, triste,
A cuja influencia a minha alma n√£o reziste,
Queres noticias? Queres que os meus nervos fallem?
V√°! dize aos choupos do Mondego que se callem…
E pede ao vento que n√£o uive e gema tanto:
Que, emfim, se soffre abafe as torturas em pranto,
Mas que me deixe em paz! Ah tu n√£o imaginas
Quanto isto me faz mal! Peor que as sabbatinas
Dos ursos na aula, peor que beatas correrias
De velhas magras, galopando Ave-Marias,
Peor que um diamante a riscar na vidraça!
Peor eu sei lá, Manoel, peor que uma desgraça!
Hysterisa-me o vento, absorve-me a alma toda,
Tal a menina pelas vesperas da boda,
Atarefada mail-a ama, a arrumar…
O vento afoga o meu espirito n’um mar
Verde, azul, branco, negro, cujos vagalh√Ķes
S√£o todos feitos de luar, recorda√ß√Ķes.
√Ā noite, quando estou, aqui, na minha toca,
O grande evocador do vento evoca, evoca
Nosso ver√£o magnifico, este anno passado,
(E a um canto bate,

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Males, que Contra Mim vos Conjurastes

Males, que contra mim vos conjurastes,
Quanto h√°-de durar t√£o duro intento?
Se dura, por que dure meu tormento,
Baste-vos quanto j√° me atormentastes.

Mas se assim porfiais, porque cuidastes
Derribar o meu alto pensamento,
Mais pode a causa dele, em que o sustento,
Que vós, que dela mesma o ser tomastes.

E pois vossa tenção com minha morte
√Č de acabar o mal destes amores,
Dai j√° fim a tormento t√£o comprido.

Assim de ambos contente ser√° a sorte:
Em vós por acabar-me, vencedores,
Em mim porque acabei de vós vencido.

A uma Partida

Partistes-vos, e a alma juntamente
Em partes desiguais se me partiu;
A melhor, que era vossa, vos seguiu;
Ficou-me a outra, fraca e descontente.

Bem sei que a natureza o n√£o consente,
Mas Amor, que mais pode, o consentiu,
Por que a fé que em presença vos serviu,
Também vos sirva agora, estando ausente.

Eu, sem mim e sem vós, não sei que espero,
Nem com que maravilhas me sustento
Nas sombras tristes do meu bem passado.

Só sei que cada dia mais vos quero,
E que por mais que possa o esquecimento,
Nunca poder√° mais que meu cuidado.

Curar o Intelecto

Deve excogitar-se o modo de curar o intelecto e purific√°-lo tanto quanto poss√≠vel desde o come√ßo, a fim de que entenda tudo felizmente sem erro e da melhor maneira. Donde se poder√° j√° deduzir que quero encaminhar todas as ci√™ncias para um s√≥ fim e escopo, a saber, chegar √† suma perfei√ß√£o humana de que falamos; e assim tudo o que nas ci√™ncias n√£o nos leva ao nosso fim precisa de ser rejeitado como in√ļtil; isto √©, para usar uma s√≥ palavra, todas as nossas ac√ß√Ķes, assim como os pensamentos, h√£o-de ser dirigidos para esse fim. Mas visto que √© necess√°rio viver enquanto cuidamos de o conseguir e nos esfor√ßamos por colocar o intelecto no caminho recto, somos obrigados antes de tudo a supor como boas algumas regras de vida, a saber:

I. Falar ao alcance do vulgo e fazer tudo o que não traz nenhum impedimento para atingirmos o nosso escopo. Com efeito, disso podemos tirar não pequeno proveito, contanto que nos adaptemos, na medida do possível, à sua capacidade; acresce que desse modo oferecerão ouvidos prontos para a verdade.

II. Dos prazeres somente gozar quanto basta para a consecu√ß√£o da sa√ļde.

III.

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O mesmo progresso técnico que deveria diminuir grande parte da carga de trabalho necessário para o sustento do homem, é a causa principal da miséria de hoje.

Qual o Próximo Pretexto para o Holocausto ?

Vi o fim do fascismo. Foi bom. Vejo o fim do comunismo. √Č bom. E vi durante toda a vida como um e outro foram √ļteis para o √≥dio se cumprir. Mas finda a utilidade desses pretextos, que outro pretexto vai ser? Curamos os efeitos da doen√ßa, guardamos a doen√ßa para outra vez. √Č a reserva maior do homem, essa, a do mal, H√° o que lhe √© inevit√°vel, mas n√£o lhe basta. Cataclismos, trai√ß√Ķes do irm√£o corpo. N√£o chega. E a pr√≥pria morte, que √© a sua fatalidade, ele n√£o a desperdi√ßa e aproveita-a para ir matando mais cedo. Como a um animal do seu sustento. O homem. Que enormidade.

O Papel Mais Belo

A mulher solteira que vive sem fam√≠lia, ou tendo de sustentar a fam√≠lia, acho que devem ser dadas todas as facilidades legais para prover ao seu sustento e ao sustento dos seus. Mas √† mulher casada, como o homem casado, √© uma coluna da fam√≠lia, base indispens√°vel duma obra de reconstru√ß√£o moral. Dentro do lar, claro est√°, a mulher n√£o √© uma escrava. Deve ser acarinhada, amada e respeitada, porque a sua fun√ß√£o de m√£e, de educadora dos seus filhos, n√£o √© inferior √† do homem. Nos pa√≠ses ou nos lugares onde a mulher casada concorre com o trabalho do homem – nas f√°bricas, nas oficinas, nos escrit√≥rios, nas profiss√Ķes liberais – a institui√ß√£o da fam√≠lia, pela qual nos batemos como pedra fundamental duma sociedade bem organizada, amea√ßa ru√≠na… Deixemos, portanto, o homem a lutar com a vida no exterior, na rua… E a mulher a defend√™-la, a traz√™–la nos seus bra√ßos, no interior da casa… N√£o sei, afinal, qual dos dois ter√° o papel mais belo, mais alto e mais √ļtil…

O que √© a mulher? Para a definir seria necess√°rio conhec√™-la. √Č poss√≠vel come√ßar a defini√ß√£o no s√©culo em que vivemos, mas sustento que t√£o-somente no dia do Ju√≠zo Final ficar√° completa.

Felicidade, Glória, Imaginação, Inteligência e Inspiração

Numa vida profundamente atormentada seria possível muitas vezes encontrar-se felicidade para várias outras existências. Da felicidade que um homem malbarata, sem lhe suspeitar o valor, outros homens tirariam alegria para toda a vida, assim como as sobras da mesa do rico dariam para sustento de mais de um pobre.

A gl√≥ria √© um processo de apuramento que nunca p√°ra. √Ä medida que a humanidade envelhece e que as suas recorda√ß√Ķes se v√£o amontoando, tornam-se necess√°rias novas selec√ß√Ķes. S√©culos inteiros s√£o depurados nesses escrut√≠nios, sem que sobreviva um nome sequer. Um dia os imortais ir√£o unir-se aos an√≥nimos no esquecimento final.

√Č a imagina√ß√£o, tocha divina apensa ao esp√≠rito do homem, que lhe permite mover-se nas trevas da cria√ß√£o. Assim os peixes das profundezas oce√Ęnicas trazem um facho que os ilumina na noite eterna. Sem isto para que lhes serviriam os olhos? Sem imagina√ß√£o, que utilidade teria para o homem a intelig√™ncia?

O homem de letras tem falhas pronunciadas de intelig√™ncia, a ponto de parecer est√ļpido ao homem de neg√≥cios. N√£o deixa por√©m por isso de se considerar, onde quer que se encontre, o mais inteligente da roda. Nada √© mais absurdo do que essa superioridade,

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Lutar com Palavras é a Luta Mais Vã

Lutar com palavras √© a luta mais v√£. Entanto lutamos mal rompe a manh√£. S√£o muitas, eu pouco. Algumas, t√£o fortes como o javali. N√£o me julgo louco. Se o fosse, teria poder de encant√°-las. Mas l√ļcido e frio, apare√ßo e tento apanhar algumas para meu sustento num dia de vida. Deixam-se enla√ßar, tontas √† car√≠cia e s√ļbito fogem e n√£o h√° amea√ßa e nem h√° sev√≠cia que as traga de novo ao centro da pra√ßa.

Eu acho que, para toda a gente, o que √© necess√°rio haver num pa√≠s √© os tr√™s S: S n√ļmero um, sustento; S n√ļmero dois, saber; S n√ļmero tr√™s, sa√ļde. S√≥ a seguir ao sustento √© que vem o saber. E perguntar √†s pessoas ¬ęo que √© que querem aprender?¬Ľ e eu digo isto para grandes e para pequenos.

Eu esqueço a maior parte do que li tal como não me lembro do que comi; mas tenho a certeza que ambas estas atividades contribuem para o sustento do meu espírito e do meu corpo.