Cita√ß√Ķes sobre T√©rmino

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A Armadilha do Empenho

Fugir dos empenhos √© das primeiras m√°ximas da prud√™ncia. Nas grandes capacidades h√° sempre grandes dist√Ęncias, at√© aos √ļltimos detalhes do t√©rmino. H√° muito para andar de um extremo ao outro, e eles est√£o sempre inebriados pela sua boa conduta: chegam tarde ao rompimento, pois √© mais f√°cil furtar-se √† ocasi√£o perigosa do que se sair bem dela. Nas tenta√ß√Ķes do ju√≠zo, mais seguro √© fugir do que vencer. Um empenho traz outro maior e est√° perto do despenho. H√° homens que, por g√©nio e mesmo por inclina√ß√£o, metem-se em obriga√ß√Ķes, mas quem caminha √† luz da raz√£o sempre vai com muita considera√ß√£o. Estima-se ter mais valor o n√£o se empenhar que o vencer, e, j√° que h√° um tolo profiado, escusa-se que com ele sejam dois.

Não deixaremos de explorar e, ao término da nossa exploração deveremos chegar ao ponto de partida e conhecer esse lugar pela primeira vez.

√Č Preciso Viver-se com Paix√£o

A paix√£o √© o mote, a aus√™ncia dela √© a morte. A paix√£o √© o sentido e os sentidos, a aus√™ncia dela √© o inadmitido e os proibidos. A paix√£o √©, a aus√™ncia dela n√£o. J√° te questionaste, por exemplo, sobre a rela√ß√£o amorosa que tens ou sobre as rela√ß√Ķes fugazes que vais tendo? Encontras pontos de paix√£o recentes na primeira? Justificas a segunda pelos sismos de emo√ß√Ķes que experiencias?
Se na primeira a tua resposta tiver sido ¬ęSim¬Ľ, quero que saibas que fico muito orgulhoso de ti, tanto quanto o tempo que j√° levas de rela√ß√£o, pois revelas uma enorme sede de viver.
Se a tua resposta tiver sido um redondo ¬ęN√£o¬Ľ, pergunto-te eu: o que √© que ainda est√°s a fazer com essa pessoa?
Na minha vida, sempre que a paix√£o desaparece eu mudo. Mudo de pessoas, mudo de trabalho, mudo de lugar, mudo de ‚Äúhobbie‚ÄĚ, mudo tudo. √Č preciso viver-se com paix√£o, pois n√£o se vive de outra forma. Seguindo o exemplo que te estava a dar, todas as minhas rela√ß√Ķes acabaram quando a paix√£o findou. N√£o fa√ßo fretes, n√£o posso ter medo de magoar a outra pessoa nem me posso obrigar a estar com algu√©m com a qual n√£o me sinto eu.

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O Tipo de Homem que Eu Sou

Agora é necessário que eu deva dizer que tipo de homem sou. O meu nome não importa, nem qualquer outro pormenor exterior particular acerca de mim. Do meu carácter alguma coisa deve ser dita.

Toda a constitui√ß√£o do meu esp√≠rito √© de hesita√ß√£o e d√ļvida. Nada √© ou pode ser positivo para mim, todas as coisas oscilam em torno de mim, e eu com elas, uma incerteza para mim pr√≥prio. Tudo para mim √© incoer√™ncia e mudan√ßa. Tudo √© mist√©rio e tudo √© significado. Todas as coisas s√£o ¬ędesconhecidos¬Ľ simb√≥licos do Desconhecido. Consequentemente horror, mist√©rio, medo supra-inteligente.

Pelas minhas próprias tendências naturais, pelo enquadramento da minha juventude, pela influência dos estudos realizados sob o impulso delas (dessas mesmas tendências), por tudo isso eu sou das espécies internas de caráter, auto-centrado, mudo, não auto-suficiente mas auto-perdido. Toda a minha vida tem sido de passividade e sonho. Todo o meu carácter consiste no ódio, no horror de, na incapacidade que permeia tudo o que me é, fisicamente e mentalmente, por actos decisivos, por pensamentos definidos. Eu nunca tive uma resolução nascida de uma auto-determinação, nunca uma traição externa de uma vontade consciente. Nenhum dos meus escritos foi terminado;

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