Cita√ß√Ķes sobre Burocracia

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Apresentam-lhe o projecto para a agilização da burocracia. Agradece calorosamente. Lamenta a ausência do módulo H. Conclui que passará o projecto à repartição competente, que está a criar, para um exame cuidadoso.

Deus √© um conceito econ√≥mico. √Ä sua sombra fazem a sua burocracia metaf√≠sica os padres das religi√Ķes todas.

A burocracia é a morte de todas as actividades. Já vi e assisti a muitas coisas horríveis, mesmo na Suíça que é relativamente modelar.

Os que Morrem por Amor

Os que morrem por amor continuam a pertencer √† lenda. Os seus funerais arrastam uma multid√£o piedosa, tal como decerto aconteceu na cidade de Verona, h√° seiscentos anos. Ainda que nesse tempo os costumes fossem bastante f√°ceis, a pr√°tica er√≥tica da juventude era muito mais modesta. Reflectindo melhor, √© de crer que a pr√≥pria licen√ßa produzisse um tipo de pessoas orgulhosas da sua intimidade afectiva; o que, se n√£o √© virtude, algo se parece. Este orgulho da pr√≥pria intimidade conduz a uma atitude hostil em rela√ß√£o a tudo o que pode burocratizar os sentimentos. H√° um soci√≥logo inclinado a crer que existe muito de romantismo burocr√°tico no amor moderno. √Č poss√≠vel. E quando aparecem os contestat√°rios dessa esp√©cie de burocracia, como s√£o os Romeus e Julietas do Candal, a cidade fica-lhes agradecida. No campo dos afectos trata-se da luta obstinada que resulta do choque entre a vida privada e o regime governativo; entre um corpo animado de impulsos e uma autoridade explicada por leis. Atrav√©s de inqu√©ritos feitos nos meios juvenis para inquirir das transforma√ß√Ķes que se efectuam no √Ęmbito das rela√ß√Ķes afectivas, deparam-se declara√ß√Ķes bastante confusas. Elas pairam entre uma sinceridade elementar que descura a experi√™ncia e teorias perfeitamente viciadas nos lugares-comuns do s√©culo.

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Sem elei√ß√Ķes gerais, sem uma liberdade de imprensa e uma liberdade de reuni√£o ilimitadas, sem uma luta de opini√Ķes livres, a vida vegeta e murcha em todas as institui√ß√Ķes p√ļblicas, e a burocracia torna-se o √ļnico elemento ativo.

Todas as revolu√ß√Ķes se evaporam e deixam atr√°s de si apenas o limo de uma nova burocracia.

O Mal das Doutrinas Religiosas

– Bem, o que at√© agora me pareceu mais interessante foi verificar que a grande maioria de todas essas cren√ßas parte de um facto ou de uma personagem de relativa probabilidade hist√≥rica, mas todas evoluem rapidamente para movimentos sociais subordinados e enformados pelas circunst√Ęncias pol√≠ticas, econ√≥micas e sociais do grupo que as aceita. Ainda est√° acordada?
Eulalia assentiu.
РUma boa parte da mitologia que se desenvolve à volta de cada uma destas doutrinas, desde a liturgia até às normas e tabus, provém da burocracia que é gerada à medida que evoluem e não do suposto facto sobrenatural que lhes deu origem. A maior parte das anedotas simples e bonançosas, um misto de senso comum e folclore, e toda a carga beligerante que conseguem desenvolver provém da interpretação posterior daqueles princípios, quando não tendem a desvirtuar-se, nas mãos dos seus administradores. A questão administrativa e hierárquica parece ser a chave da sua evolução. A verdade é revelada em princípio a todos os homens, mas depressa aparecem indivíduos que se atribuem o poder e o dever de interpretar, administrar e, nalguns casos, alterar essa verdade em nome do bem comum, estabelecendo para isso uma organização poderosa e potencialmente repressiva.

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Serradura

A minha vida sentou-se
E n√£o h√° quem a levante,
Que desde o Poente ao Levante
A minha vida fartou-se.

E ei-la, a mona, l√° est√°,
Estendida, a perna traçada,
No infind√°vel sof√°
Da minha Alma estofada.

Pois é assim: a minha Alma
Outrora a sonhar de R√ļssias,
Espapaçou-se de calma,
E hoje sonha s√≥ pel√ļcias.

Vai aos Cafés, pede um bock,
L√™ o “Matin” de castigo,
E n√£o h√° nenhum remoque
Que a regresse ao Oiro antigo:

Dentro de mim é um fardo
Que não pesa, mas que maça:
O zumbido dum moscardo,
Ou comich√£o que n√£o passa.

Folhetim da “Capital”
Pelo nosso J√ļlio Dantas –
Ou qualquer coisa entre tantas
Duma antipatia igual…

O raio j√° bebe vinho,
Coisa que nunca fazia,
E fuma o seu cigarrinho
Em plena burocracia!…

Qualquer dia, pela certa,
Quando eu mal me precate,
√Č capaz dum disparate,
Se encontra a porta aberta…

Isto assim n√£o pode ser…
Mas como achar um remédio?

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