Por que é que um cão é tão livre? Porque ele é o mistério vivo que não se indaga.
Passagens de Clarice Lispector
1250 resultadosÀs duas horas da madrugada, enfim, nasceu ela, a ideia.
Eu sempre fui e imediatamente não era mais.
Eu acho que quando não escrevo, estou morta
Quero escrever noções sem o uso abusivo da palavra. Só me resta ficar nua: nada tenho mais a perder.
Entre o sim e o não só há um caminho: escolher.
No entanto como seria bom construir alguma coisa pura, liberta do falso amor sublimizado, liberta do medo de não amar… Medo de não amar, pior que o medo de não ser amado…
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda!
Eu escrevo para nada e para ninguém. Se alguém me ler será por conta própria e auto-risco. Eu não faço literatura: eu apenas vivo ao correr do tempo. O resultado fatal de eu viver é o acto de escrever.
Nós não somos geniais. Nós que não soubemos nos apossar da única coisa completa que nos é dada ao nascimento: o génio da vida.
Às vezes eu faço alguma coisa proibida, só pra me lembrar que eu sou livre.
Os factos são sonoros. O que importa são os silêncios por trás deles.
(…) e não esquecer que a estrutura do átomo não é vista mas sabe-se dela. Sei de muita coisa que não vi.
… a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio. (Dá-me a tua mão)
Quando estou sozinha procuro não pensar porque tenho medo de de repente pensar uma coisa nova demais para mim mesma
Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam. (A Hora da Estrela)
Minha pergunta, se havia, não era: que sou, mas entre quais eu sou.
Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada.
Sou sempre eu mesmo, mas com certeza não serei o mesmo pra sempre…
Eu presto atenção só por prestar atenção: no fundo eu não quero saber.