CitaçÔes sobre ClemĂȘncia

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Nao hå Virtude sem Agitação Desordenada

Os choques e abalos que a nossa alma recebe pelas paixĂ”es corporais muito podem sobre ela; porĂ©m podem mais ainda as suas prĂłprias, pelas quais estĂĄ tĂŁo fortemente dominada que talvez possamos afirmar que nĂŁo tem nenhuma outra velocidade e movimento que nĂŁo os do sopro dos seus ventos, e que, sem a agitação destes, ela permaneceria sem acção, como um navio em pleno mar e que os ventos deixassem sem ajuda. E quem sustentasse isso, seguindo o partido dos peripatĂ©ticos, nĂŁo nos causaria muito dano, pois Ă© sabido que a maior parte das mais belas acçÔes da alma procedem desse impulso das paixĂ”es e necessitam dele. A valentia, diz-se, nĂŁo se pode cumprir sem a assistĂȘncia da cĂłlera.

Ajax sempre foi valente, mas nunca o foi tanto como na sua loucura (CĂ­cero)

Nem investimos contra os maus e os inimigos com tanto vigor se nĂŁo estivermos encolerizados; e pretende-se que o advogado inspire a cĂłlera nos juĂ­zes para deles obter justiça. As paixĂ”es excitaram TemĂ­stocles, excitaram DemĂłstenes e impeliram os filĂłsofos para trabalhos, vigĂ­lias e peregrinaçÔes; conduzem-nos Ă  honra, Ă  ciĂȘncia, Ă  saĂșde – fins Ășteis. E essa falta de vigor da alma para suportar o sofrimento e os desgostos serve para alimentar na consciĂȘncia a penitĂȘncia e o arrependimento,

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VisĂŁo Realizada

Sonhei que a mim correndo o gnĂ­deo nume
Vinha coa Morte, co CiĂșme ao lado,
E me bradava: “Escolhe, desgraçado,
Queres a Morte, ou queres o CiĂșme?”

“NĂŁo Ă© pior daquela fouce o gume
Que a ponta dos farpÔes que tens provado;
Mas o monstro voraz, por mim criado,
Quanto horror hĂĄ no Inferno em si resume.”

Disse; e eu dando um suspiro: “Ah, nĂŁo m’espantes
Coa a vista dessa fĂșria!… Amor, clemĂȘncia!
Antes mil mortes, mil infernos antes!”

Nisto acordei com dor, com impaciĂȘncia;
E nĂŁo vos encontrando, olhos brilhantes,
Vi que era a minha morte a vossa ausĂȘncia!

Pequei, Senhor; Mas NĂŁo Porque Hei Pecado

Pequei, Senhor; mas nĂŁo porque hei pecado,
Da vossa alta clemĂȘncia me despido,
Porque quanto mais tenho delinqĂŒido,
Vos tenho a perdoar mais empenhado.

Se basta a vos irar tanto pecado,
A abrandar-vos sobeja um sĂł gemido:
Que a mesma culpa, que vos hĂĄ ofendido,
Vos tem para o perdĂŁo lisonjeado.

Se uma ovelha perdida e jĂĄ cobrada
GlĂłria tal e prazer tĂŁo repentino
Vos deu, como afirmais na sacra histĂłria:

Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada,
Cobrai-a; e nĂŁo queirais, pastor divino,
Perder na vossa ovelha a vossa glĂłria.

Natal nĂŁo Ă© uma Ă©poca nem uma estação, mas um estado da mente. Apreciar a paz e benevolĂȘncia, ser abundante em clemĂȘncia, Ă© ter o real espĂ­rito de Natal.

Horas De Sombra

Horas de sombra, de silĂȘncio amigo
Quando hĂĄ em tudo o encanto da humildade
E que o anjo branco e belo da saudade
Roga por nĂłs o seu perfil antigo.

Horas que o coração nĂŁo vĂȘ perigo
De gozar, de sentir com liberdade…
Horas da asa imortal da Eternidade
Aberta sobre tumular jazigo.

Horas da compaixĂŁo e da clemĂȘncia,
Dos segredos sagrados da existĂȘncia,
De sombras de perdĂŁo sempre benditas.

Horas fecundas, de mistério casto,
Quando dos céus desce, profundo e vasto,
O repouso das almas infinitas.

A clemĂȘncia, que passa por ser uma virtude, Ă©, umas vezes, um acto de vaidade, outras, de preguiça, muitas, resultado do medo, mas Ă© quase sempre a combinação dos trĂȘs.

A. S. Francisco Tomando O Poeta O Habito De Terceyro

Ó magno serafim, que a Deus voaste
Com asas de humildade, e paciĂȘncia,
E absorto jĂĄ nessa divina essĂȘncia
Logras o eterno bem, a que aspiraste:

Pois o caminho aberto nos deixaste,
Para alcançar de Deus tambĂ©m clemĂȘncia
Na ordem singular de penitĂȘncia
Destes Filhos Terceiros, que criaste.

A Filhos, como Pai, olha queridos,
E intercede por nĂłs, Francisco Santo,
Para que te sigamos, e imitemos.

E assim desse teu hĂĄbito vestidos
Na terra blasonemos de bem tanto,
E depois para o CĂ©u juntos voemos.

Alma Ferida

Alma ferida pelas negra lanças
Da Desgraça, ferida do Destino,
Alma,[a] que as amarguras tecem o hino
Sombrio das cruéis desesperanças,

Não desças, Alma feita de heranças
Da Dor, não desças do teu céu divino.
Cintila como o espelho cristalino
Das sagradas, serenas esperanças.

Mesmo na Dor espera com clemĂȘncia
E sobe Ă  sideral resplandecĂȘncia,
Longe de um mundo que só tem peçonha.

Das ruĂ­nas de tudo ergue-te pura
E eternamente, na suprema Altura,
Suspira, sofre, cisma, sente, sonha!