Cita√ß√Ķes sobre Discrimina√ß√£o

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O desporto pode criar esperan√ßa onde outrora s√≥ havia desespero. √Č mais poderoso do que o governo na destrui√ß√£o de barreiras raciais. O desporto ri na cara de todos os tipos de discrimina√ß√£o.

O Meu Primeiro Poema

T√™m-me perguntado muitas vezes quando escrevi o primeiro poema, quando nasceu a minha poesia. Tentarei record√°-lo. Muito para tr√°s, na minha inf√Ęncia, mal sabendo ainda escrever, senti uma vez uma intensa como√ß√£o e rabisquei umas quantas palavras semi-rimadas, mas estranhas para mim, diferentes da linguagem quotidiana. Passei-as a limpo num papel, dominado por uma ansiedade profunda, um sentimento at√© ent√£o desconhecido, misto de ang√ļstia e de tristeza. Era um poema dedicado √† minha m√£e, ou seja, √†quela que conheci como tal, a ang√©lica madrasta cuja sombra suave me protegeu toda a inf√Ęncia. Completamente incapaz de julgar a minha primeira produ√ß√£o, levei-a aos meus pais. Eles estavam na sala de jantar, afundados numa daquelas conversas em voz baixa que dividem mais que um rio o mundo das crian√ßas e o dos adultos. Estendi-lhes o papel com as linhas, tremente ainda da primeira visita da inspira√ß√£o. O meu pai, distraidamente, tomou-o nas m√£os, leu-o distraidamente, devolveu-mo distraidamente, dizendo-me:
‚ÄĒ Donde o copiaste?

E continuou a falar em voz baixa com a minha mãe dos seus importantes e remotos assuntos. Julgo recordar que nasceu assim o meu primeiro poema e que assim tive a primeira amostra distraída de crítica literária.

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A Aprendizagem da Apreciação da Poesia

Pode-se dizer que toda a poesia parte das emo√ß√Ķes experimentadas pelos seres humanos nas rela√ß√Ķes consigo pr√≥prios, uns com os outros, com entes divinos e com o mundo √† sua volta; por isso, ocupa-se tamb√©m do pensamento e da ac√ß√£o que a emo√ß√£o provoca, e de que a emo√ß√£o resulta. Todavia, por mais primitiva que seja a fase de express√£o e de aprecia√ß√£o, a fun√ß√£o da poesia nunca pode ser unicamente despertar estas mesmas emo√ß√Ķes no audit√≥rio do poeta.
Na poesia mais primitiva, ou na frui√ß√£o mais rudimentar da poesia, a aten√ß√£o do ouvinte dirige-se para o assunto; o efeito da arte po√©tica sente-se sem o ouvinte estar totalmente c√īnscio desta arte. Com o desenvolvimento da consci√™ncia da linguagem h√° outra fase em que o ouvinte, que pode nessa altura ter-se transformado no leitor, est√° consciente de um duplo interesse numa hist√≥ria por si pr√≥pria e no modo como √© contada: isto √©, torna-se consciente do estilo. Ent√£o podemos sentir deleite na discrimina√ß√£o entre os modos como diferentes poetas tratar√£o o mesmo assunto; uma aprecia√ß√£o que n√£o √© simplesmente de melhor ou pior, mas de diferen√ßas entre estilos que s√£o igualmente admirados. Numa terceira fase de desenvolvimento, o assunto pode recuar para √ļltimo plano: em vez de ser o prop√≥sito do poema,

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Analisar as Nossas Rela√ß√Ķes

Nenhuma mudança psíquica sustentável ocorre rapidamente. São necessários o autoconhecimento, a educação, o treino, a utilização de ferramentas e, em especial, a compreensão básica do mais complexo dos universos, a mente humana.
Qualquer mulher gostaria de remover a impaciência, a ansiedade, as fobias, o humor depressivo e a timidez da sua mente. Mas a vontade consciente de mudança ou superação de um conflito, por mais forte e poderosa que seja, não é eficiente. Não basta o Eu querer reorganizar a sua personalidade, é preciso utilizar estratégias adequadas. Até um psicopata gostaria de ser gentil e afetivo em toda a sua agenda psíquica, mas, no calor das crises, os monstros alojados no seu inconsciente devoram-no e magoam os outros.

O Eu deve ser equipado, em especial, para ser o Autor da sua hist√≥ria. Porque brilhamos no mundo exterior, mas somos t√£o opacos no mundo interior? Porque √© que as guerras, os homic√≠dios, as discrimina√ß√Ķes, os dist√ļrbios ps√≠quicos, os conflitos sociais fazem a pauta da nossa hist√≥ria? Por que raz√£o sonham os pais em proporcionar a melhor educa√ß√£o aos seus filhos, mas nem sempre t√™m √™xito? Porque √© que casais apaixonados que fazem juras de amor podem acabar inimigos?

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Que Todos os Dias Sejam Dias de Amor

Jo√£o Brand√£o pergunta, prop√Ķe e decreta:
Se h√° o Dia dos Namorados, por que n√£o haver o Dia dos Amorosos, o Dia dos Amadores, o Dia dos Amantes? Com todo o fogo desta √ļltima palavra, que circula entre o carnal e o sublime?
E o Dia dos Amantes Exemplares e o Dia dos Amantes Plat√īnicos, que tamb√©m s√£o exemplares √† sua maneira, e dizem at√© que mais?
Por que não instituir, ó psicólogos, ó sociólogos, ó lojistas e publicitários, o Dia do Amor?
O Dia de Fazê-lo, o Dia de Agradecer-lhe, o de Meditá-lo em tudo que encerra de mistério e grandeza, o Dia de Amá-lo? Pois o Amor se desperdiça ou é incompreendido até por aqueles que amam e não sabem, pobrezinhos, como é essencial amar o Amor.
E mais o Dia do Amor Tranq√ľilo, t√£o raro e vestido de linho alvo, o Dia do Amor Violento, o Dia do Amor Que N√£o Ousava Dizer o Seu Nome Mas Agora Ousa, na arrebenta√ß√£o geral do s√©culo?
Amor Complicado pede o seu Dia, n√£o para tornar-se pedestre, mas para requintar em sua complica√ß√£o cheia de v√īos fora do hor√°rio e da visibilidade. Amor √† Primeira Vista,

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A discriminação demora horas a ser construída, mas séculos para ser destruída.