Nunca se viu nação forte ser conservadora, nem nação sã ser imperialista. Quer impor-se quem não pode já transformar-se.
Frases de Fernando Pessoa
1092 resultadosA timidez é o mais vulgar de todos os fenómenos. O que há de mais vulgar em todos nós é termos medo de sermos ridículos…
Dói-me o universo porque a cabeça me dói.
Uma vontade de sono no corpo, um desejo de não pensar na alma, e por cima de tudo uma transparência lúcida do entendimento retrospectivo…
Quem não vê bem uma palavra não pode ver bem uma alma.
Quero fugir ao mistério
Para onde fugirei?
Ele é a vida e a morte
Ó Dor, aonde me irei?
O corpo vive porque se desintegra, sem se desintegrar demais. Se não se desintegrasse segundo a segundo, seria um mineral.
Nós nunca nos realizamos. Somos dois abismos – um poço fitando o céu.
Somos do tamanho de nossos sonhos
Valerá a pena amar o que podemos ter? Amar é querer e não ter.
Eu que me aguente comigo e com os comigos de mim.
O homem não deve poder ver a sua própria cara. Isso é o que há de mais terrível. A Natureza deu-lhe o dom de não a poder ver, assim como a de não poder fitar os seus próprios olhos.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É saber falar de si mesmo. É não ter medo dos próprios sentimentos
A Beleza não existe. É um modo de repouso do espírito.
A mais desinteressada erudição tem um fatal fim utilitário, que é saber; a mais utilitária cultura ergue-se por força sobre um pedestal de inutilidade.
Meu Deus, meu Deus, a quem assisto? Quantos sou? Quem é eu? O que é este intervalo que há entre mim e mim?
Como em todo o homem existem as qualidades universais da humanidade toda em baixo grau que seja, todos são até certo ponto orgulhosos e até certo ponto vaidosos.
Só o primeiro passo é que custa. Mas depois do primeiro passo dado, o segundo é o primeiro depois desse. É bom reparar nisto e não dar passo nenhum… Todos custam.
Somos o não-ser de Deus. Plurais, não existimos; compostos, estamos mortos.
Mais terrível de que qualquer muro, pus grades altíssimas a demarcar o jardim do meu ser, de modo que, vendo perfeitamente os outros, perfeitissimamente eu os excluo e mantenho outros.