O criador do espelho envenenou a alma humana.
Frases de Fernando Pessoa
1092 resultadosO que há de bom ou mau em qualquer crença, «qualquer», é o modo como se crê. O bem ou o mal estão no psiquismo do crente, não na crença.
Substitui-te sempre a ti próprio. Tu não és bastante para ti.
A felicidade está fora da felicidade.
O espírito é a inteligência concreta individualizada, tem a aparência e os gestos do génio. Por isso é que é tão fácil confundir grande espírito com génio positivo. O talento, por outro lado, está entre ambos e opõe-se por natureza a ambos.
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal
Digo-vos: praticai o bem. Porquê? O que ganhais com isso? Nada, não ganhais nada. Nem dinheiro, nem amor, nem respeito, nem talvez paz de espírito. Talvez não ganheis nada disso. Então por que vos digo: Praticai o bem? Porque não ganhais nada com isso. Vale a pena praticá-lo por isto mesmo.
O génio, o crime e a loucura, provêm, por igual, de uma anormalidade; representam, de diferentes maneiras, uma inadaptabilidade ao meio.
A solidão desola-me; a companhia oprime-me.
Na vida de hoje, o mundo só pertence aos estúpidos, aos insensíveis e aos agitados. O direito a viver e a triunfar conquista-se hoje quase pelos mesmos processos por que se conquista o internamento num manicómio: a incapacidade de pensar, a amoralidade e a hiperexcitação.
Contra argumentos não há factos.
… e a noite com o seu negro mistério roto de astros.
Abdicar da vida para não abdicar de si próprio.
A certeza – isto é, a confiança no carácter objectivo das nossas percepções, e na conformidade das nossas ideias com a «realidade» ou a «verdade» – é um sintoma de ignorância ou de loucura. O homem mentalmente são não está certo de nada, isto é, vive numa incerteza mental constante; quer dizer, numa instabilidade mental permanente; e, como a instabilidade mental permanente é um sintoma mórbido, o homem são é um homem doente.
A celebridade é uma indelicadeza. Dar nas vistas é ser desprezível.
O império supremo é o do Imperador que abdica de toda a vida normal, dos outros homens, em quem o cuidado da supremacia não pesa como um fardo de jóias.
Quero, terei; Se não aqui; Noutro lugar que ainda não sei. Nada perdi; Tudo serei
Um dos aspectos da desigualdade é a singularidade – isto é, não o ser este homem mais, neste ou naquele característico, que outros homens, mas o ser tão-somente diferente deles.
O homem prefere ser exaltado por aquilo que não é, a ser tido em menor conta por aquilo que é. É a vaidade em acção.
Ser livre não é não ter disciplina, é não precisar de disciplina – ser rítmico e superior.