Passagens sobre Insatisfação

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Frases sobre insatisfa√ß√£o, poemas sobre insatisfa√ß√£o e outras passagens sobre insatisfa√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Afinal nessa busca de prazer está resumida a vida animal. A vida humana é mais complexa: resume-se na busca do prazer, no seu temor, e sobretudo na insatisfação dos intervalos.

A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação.

A Infelicidade do Desejo

Um desejo é sempre uma falta, carência ou necessidade. Um estado negativo que implica um impulso para a sua satisfação, um vazio com vontade de ser preenchido.

Toda a vida é, em si mesma, um constante fluxo de desejos. Gerir esta torrente é essencial a uma vida com sentido. Cada homem deve ser senhor de si mesmo e ordenar os seus desejos, interesses e valores, sob pena de levar uma vida vazia, imoderada e infeliz. Os desejos são inimigos sem valentia ou inteligência, dominam a partir da sua capacidade de nos cegar e atrair para o seu abismo.
A felicidade √©, por ess√™ncia, algo que se sente quando a realidade extravasa o que se espera. A supera√ß√£o das expectativas. Ser feliz √© exceder os limites preestabelecidos, assim se conclui que quanto mais e maiores forem os desejos de algu√©m, menores ser√£o as suas possibilidades de felicidade, pois ainda que a vida lhe traga muito… esse muito √© sempre pouco para lhe preencher os vazios que criou em si pr√≥prio.

Na sociedade de consumo em que vivemos há cada vez mais necessidades. As naturais e todas as que são produzidas artificialmente. Hoje, criam-se carências para que se possa vender o que as preenche e anula.

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Um perene sentimento de insatisfação atravessa toda a parábola da existência humana. O Homem julga poder ser feliz se resolver todas as suas necessidades físicas, materiais, intelectuais, afetivas, relacionais e mesmo espirituais, mas quando alcança e obtém aquilo que deseja, repara em novas necessidades e sente fortemente a falta de alguma coisa que possa finalmente apaziguá-lo.

O Desejo e a Posse

Um homem n√£o se sente totalmente privado dos bens aos quais nunca sonhou aspirar, mas fica muito satisfeito mesmo sem eles, enquanto outro que possua cem vezes mais do que o primeiro sente-se infeliz quando lhe falta uma √ļnica coisa que tenha desejado. A esse respeito, cada um tem tamb√©m um horizonte pr√≥prio daquilo que lhe √© poss√≠vel atingir, e as suas pretens√Ķes t√™m uma extens√£o semelhante a esse horizonte. Quando determinado objecto, situado dentro desses limites, se lhe apresenta de modo que o fa√ßa acreditar na possibilidade de alcan√ß√°-lo, o homem sente-se feliz; em contrapartida, sentir-se-√† infleliz quando eventuais dificuldades lhe tirarem tal possibilidade. Tudo o que estiver situado externamente a esse campo visual n√£o agir√° de forma alguma sobre ele. Por esse motivo, as grandes propriedades dos ricos n√£o perturbam o pobre, e, por outro lado, para o rico cujos prop√≥sitos tenham fracassado, serve de consolo as muitas coisas que j√° possui. (A riqueza assemelha-se √† √°gua do mar; quanto mais dela se bebe, mais sede se tem. O mesmo vale para a gl√≥ria).

O facto de que o nosso humor habitual não resulte muito diferente do anterior após a perda de uma riqueza ou do bem-estar,

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Contentai-vos em conhecer as obras de Deus; pois,
se os homens tivessem podido conhecer todas as coisas,
teria sido in√ļtil o parto de Maria;
e os vistes desejar, sem resultado,
conhecer a causa das coisas,
tanto que a insatisfação de seu desejo constitui, eternamente, a sua pena.

Um professor √© a personificada consci√™ncia do aluno; confirma-o nas suas d√ļvidas; explica-lhes o motivo de sua insatisfa√ß√£o e lhe estimula a vontade de melhorar.

Toda √Ęnsia √© busca de prazer. Todo remorso, piedade, bondade, √© o seu temor. Todo o desespero e as buscas de outros caminhos s√£o a insatisfa√ß√£o.

D√ļvida e Cren√ßa

A d√ļvida √© um estado de insatisfa√ß√£o e inquietude do qual lutamos para nos desvencilhar e passar para um estado de cren√ßa, ao passo que este √© um estado calmo e satisfat√≥rio que n√£o desejamos evitar ou transformar numa cren√ßa em outra coisa. Pelo contr√°rio, n√≥s agarramo-nos tenazmente n√£o s√≥ ao acreditar, mas a acreditar precisamente naquilo em que acreditamos. Tanto a d√ļvida como a cren√ßa t√™m efeitos positivos sobre n√≥s, ainda que bem distintos. A cren√ßa n√£o nos faz agir prontamente, mas predisp√Ķe-nos a agir de uma certa maneira quando surge a ocasi√£o. A d√ļvida √© desprovida desse efeito activo, mas estimula-nos a investigar at√© que ela pr√≥pria seja aniquilada. (…) A irrita√ß√£o da d√ļvida provoca uma luta para alcan√ßar um estado de cren√ßa.

A felicidade √© um estado de satisfa√ß√£o da alma, express√£o de harmonia total entre as nossas aspira√ß√Ķes e as realidades da vida. E por isso julgo mais simples atingir a felicidade pela ren√ļncia do que pela procura e satisfa√ß√£o de necessidades sempre mais numerosas e intensas. A busca da felicidade exige, com efeito, supomos n√≥s, um cont√≠nuo estado de insatisfa√ß√£o.

Sente-se uma insatisfação, sobretudo dos jovens, perante um mundo que já não oferece nada, só vende!

Os sentimentos que mais doem, as emo√ß√Ķes que mais pungem, s√£o os que s√£o absurdos ‚Äď a √Ęnsia de coisas imposs√≠veis, precisamente porque s√£o imposs√≠veis, a saudade do que nunca houve, o desejo do que poderia ter sido, a m√°goa de n√£o ser outro, a insatisfa√ß√£o da exist√™ncia do mundo.

A Divinização do Utilitário

O grande conflito de hoje, no dom√≠nio socioecon√≥mico, por exemplo, e contra a previs√£o de um Marx, n√£o √© o que op√Ķe o Capital e o Trabalho, mas o que comanda a m√°quina e o que a serve (Fran√ßois Perroux). Mas o efeito mais vis√≠vel, porque mais extenso, da sua compacta presen√ßa, √© o que degrada os sonhos ao tang√≠vel e utilit√°rio que define a vituperada ¬ęsociedade de consumo¬Ľ. N√£o √© assim o √ļtil ou utili¬≠t√°rio que se condena: √© a sua diviniza√ß√£o. O que surpreende no mundo de hoje n√£o √© a sedu√ß√£o da comodidade, mas que ela esgote todas as sedu√ß√Ķes; n√£o √© o sonho de ¬ęviver bem¬Ľ, mas que s√≥ se viva bem com esse sonho. Decerto o viver bem foi sempre um sonho de quem teve por sorte o viver mal. Mas a realiza√ß√£o em massa dessa ambi√ß√£o instaura-se em plena for√ßa como modelo. E n√£o apenas por ser uma realiza√ß√£o em massa, mas porque aos ¬ęrespons√°veis¬Ľ nenhum valor se imp√Ķe para a esse imporem. O utilitarismo √© um valor negativo; mas con¬≠verte-se em positivo pela negatividade de quem poderia recus√°¬≠-lo. O que nos ¬ęirrespons√°veis¬Ľ √© uma ambi√ß√£o em positivo, √© nos ¬ęrespons√°veis¬Ľ uma aceita√ß√£o em negativo,

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Manipulem seus medos e insatisfa√ß√Ķes, fa√ßam arte. A mente sem arte n√£o √© sagaz, descubra sua arte, descubra-se…

Os nossos guias espirituais traduzem a nossa insatisfa√ß√£o, no mundo inteiro, como sendo a aus√™ncia de Jesus Cristo em nossos cora√ß√Ķes.

A Felicidade e as Idades da Vida

O que torna infeliz a primeira metade da vida, que apresenta tantas vantagens em rela√ß√£o √† segunda, √© a busca da felicidade, com base no firme pressuposto de que esta deva ser encontr√°vel na vida: o resultado s√£o esperan√ßas e insatisfa√ß√Ķes continuamente frustradas. Visualizamos imagens enganosas de uma felicidade sonhada e indeterminada, entre figuras escolhidas por capricho, e procuramos em v√£o o seu arqu√©tipo.
Na segunda metade da vida, a preocupa√ß√£o com a infelicidade toma o lugar da aspira√ß√£o sempre insatisfeita √† felicidade; no entanto, encontrar um rem√©dio para tal problema √© objectivamente poss√≠vel. De facto, a essa altura j√° estamos finalmente curados do pressuposto h√° pouco mencionado e buscamos apenas tranquilidade e a maior aus√™ncia de dor poss√≠vel, o que pode ocasionar um estado consideravelmente mais satisfat√≥rio do que o primeiro, visto que ele deseja algo ating√≠vel, e que prevalece sobre as priva√ß√Ķes que caracterizam a segunda metade da vida.

Expulsar Alguém das Nossas Vidas

Agora, uma quest√£o importante: por favor, n√£o tenhas pena de excluir, temporariamente ou definitivamente, seja quem for da tua vida. Esse sintoma pode relegar a tua vida para uma constante e generalizada insatisfa√ß√£o. √Č o pior que podes fazer, pois al√©m de n√£o te comprometeres com aquilo que verdadeiramente desejas e n√£o te permitires caminhar com os bons, tamb√©m n√£o consentes que os outros sintam o verdadeiro impacto que os seus padr√Ķes de comportamento t√™m e, como tal, n√£o os excluindo estar√°s a dizer √†s suas mentes que podem continuar a agir assim pois nada perdem com isso. A tua pena matar-te-√°.

Recordo-me do magn√≠fico efeito que algumas expuls√Ķes tempor√°rias tiveram na minha vida. Lembro-me de respirar melhor, pois abandonara as vozes que me cobravam e culpavam, mas lembro-me tamb√©m da reconcilia√ß√£o e de testemunhar na primeira pessoa a mudan√ßa inerente ao afastamento. Expulsar algu√©m das nossas vidas representa n√£o s√≥ um brilhante manifesto de poder pessoal como tamb√©m, e muitas vezes, a oportunidade necess√°ria para fazer o outro repensar a sua forma de estar, apurar os seus valores e perceber o que o motivava a agir daquela maneira. N√£o tenhas pena, ama-te e permite, ainda que doa,

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Mas s√≥ h√° um mundo. A felicidade e o absurdo s√£o dois filhos da mesma terra. S√£o insepar√°veis. O erro seria dizer que a felicidade nasce for√ßosamente da descoberta absurda. Acontece tamb√©m que o sentimento do absurdo nas√ßa da felicidade. ‚ÄúAcho que tudo est√° bem‚ÄĚ, diz √Čdipo e essa frase √© sagrada. Ressoa no universo altivo e limitado do homem. Ensina que nem tudo est√° perdido, que nem tudo foi esgotado. Expulsa deste mundo um deus que nele entrara com a insatisfa√ß√£o e o gosto das dores In√ļteis. Faz do destino uma quest√£o do homem, que deve ser tratado entre homens. Toda a alegria silenciosa de S√≠sifo aqui reside. O seu destino pertence-lhe.

Toda a arte começa na insatisfação física (ou na tortura) da solidão e da parcialidade.