Cita√ß√Ķes de Georg Wilhelm Friedrich Hegel

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Frases, pensamentos e outras cita√ß√Ķes de Georg Wilhelm Friedrich Hegel para ler e compartilhar. Os melhores escritores est√£o em Poetris.

A atitude artística se distingue da atitude prática do desejo no sentido de que a arte deixa subsistir seu objeto em liberdade total, enquanto o desejo emprega seu objeto para seu próprio uso, destruindo-o.

Ser Independente da Opini√£o P√ļblica

Ser independente da opini√£o p√ļblica √© a primeira condi√ß√£o formal para realizar qualquer coisa grandiosa ou racional, tanto na vida como na ci√™ncia. Com o tempo, este feito ser√° seguramente reconhecido pela opini√£o p√ļblica, que na altura conveniente o transformar√° em mais um dos seus preconceitos.

O Artista e a sua Obra

O artista tem pois essa experi√™ncia com a sua obra: ele n√£o produziu uma ess√™ncia igual a ele mesmo. Sem d√ļvida, da sua obra retorna para ele uma consci√™ncia, pois uma multid√£o admirativa honra a obra como o esp√≠rito que √© a ess√™ncia deles. Essa admira√ß√£o, por√©m, ao lhe restituir a sua consci√™ncia de si apenas como admira√ß√£o √© antes uma confiss√£o feita ao artista de que ela n√£o √© igual a ele. Uma vez que o seu Si retorna para ele como j√ļbilo em geral, ali ele n√£o encontra nem a dor da sua forma√ß√£o e da sua produ√ß√£o, nem o esfor√ßo do seu trabalho. Os outros podem de facto julgar a obra ou trazer-lhe oferendas, conceber, de algum modo, que ela seja a sua consci√™ncia; se eles se colocam com o seu saber acima dela, o artista, pelo contr√°rio, sabe o quanto a sua opera√ß√£o vale mais do que a compreens√£o e o discurso deles; se eles se colocam abaixo dela e nela reconhecem a ess√™ncia deles que os domina, ele conhece-a, pelo contr√°rio, como o seu senhor.

Da Ideia do Belo em Geral

I РChamamos ao belo ideia do belo. Este deve ser concebido como ideia e, ao mesmo tempo, como a ideia sob forma particular; quer dizer, como ideal. O belo, já o dissemos, é a ideia; não a ideia abstracta, anterior à sua manifestação, não realizada, mas a ideia concreta ou realizada, inseparável da forma, como esta o é do principio que nela aparece. Ainda menos devemos ver na ideia uma pura generalidade ou uma colecção de qualidades abstraídas dos objectos reais. A ideia é o fundo, a própria essência de toda a existência, o tipo, unidade real e viva da qual os objectos visíveis não são mais que a realização exterior. Assim, a verdadeira ideia, a ideia concreta, é a que resume a totalidade dos elementos desenvolvidos e manifestados pelo conjunto dos seres. Numa palavra, a ideia é um todo, a harmoniosa unidade deste conjunto universal que se processa eternamente na natureza e no mundo moral ou do espírito.
Só deste modo a ideia é verdade, e verdade total.
Tudo quanto existe, portanto, só é verdadeiro na medida em que é a ideia em estado de existência; pois a ideia é a verdadeira e absoluta realidade. Nada do que aparece como real aos sentidos e à consciência é verdadeiro por ser real,

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O mais alto objectivo da Arte é o que é comum à Religião e à Filosofia. Tal como estas, é um modo de expressão do divino, das necessidades e exigências mais elevadas do espírito.

O Sentido do Espírito

Para conhecer bem os factos e enxerg√°-los no seu verdadeiro lugar, deve-se estar no cume – n√£o os considerar de baixo pelo buraco da fechadura da moralidade ou de alguma outra sabedoria.
(…) O ponto de vista geral da hist√≥ria filos√≥fica n√£o √© abstractamente geral, mas concreto e eminentemente actual, porque √© o Esp√≠rito que permanece eternamente junto de si mesmo e ignora o passado. √Ä semelhan√ßa de Merc√ļrio, o condutor das almas, a Ideia √© na verdade o que conduz os povos e o mundo, e √© o Esp√≠rito, a sua vontade razo√°vel e necess√°ria, que orientou e continua a orientar os acontecimentos do mundo.