Passagens sobre Determinação

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Frases sobre determina√ß√£o, poemas sobre determina√ß√£o e outras passagens sobre determina√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A Felicidade na Perseverança

Meu bem-amado Luc√≠lio, conjuro-te a tomar o √ļnico partido que pode garantir a felicidade. Dispersa e pisoteia os esplendores de fora, as suas promessas, os seus lucros; volta o olhar para o vero bem; s√™ feliz merc√™ do teu pr√≥prio cabedal. Qual √© esse cabedal? Tu mesmo, e a melhor parte de ti. Este pobre corpo esfor√ßa-se por ser nosso colaborador indispens√°vel; considera-o antes um objecto necess√°rio do que importante. Ele procura os prazeres v√£os, breves, seguidos de descontentamento e destinados, se uma grande modera√ß√£o n√£o os tempera, a passarem para o estado oposto. Sim, sim, o prazer est√° √† beira de um declive: inclina-se para o sofrimento quando deixa de observar o justo limite. Ora, observar tal limite √© dif√≠cil em rela√ß√£o √†quilo que se acreditou fosse um bem. O √°vido desejo do verdadeiro bem n√£o oferece risco algum.
Em que consiste o verdadeiro bem Рquereis saber Рe qual é a fonte de onde emana?

Eu to direi: √© a boa consci√™ncia, as inten√ß√Ķes virtuosas, as rectas ac√ß√Ķes, o desprezo pelos eventos fortuitos, o desenvolvimento tranquilo e regular de uma exist√™ncia que anda por um s√≥ caminho. Quanto a esses homens que v√£o de desejo em desejo,

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Critique os Seus Pensamentos Negativos

O ¬ęeu¬Ľ representa a vontade consciente. Resgatar a lideran√ßa do ¬ęeu¬Ľ √© gerir a produ√ß√£o dos pensamentos. O ¬ęeu¬Ľ precisa de deixar de ser passivo, t√≠mido e submisso diante dos pensamentos. Um dos maiores erros educacionais √© transformar o homem numa pessoa fraca no seu pr√≥prio mundo.

Critique diariamente os pensamentos negativos. Confronte-se com as ideias que o paralisam e o desanimam. Não é obrigado a viver passivamente as ideias que são encenadas no palco da sua mente.

Discorde frontalmente de todos os pensamentos e fantasias que o amedrontam, entristecem, deprimem. Cada pensamento que nos incomoda deve ser questionado com ousadia e determina√ß√£o pelo ¬ęeu¬Ľ. Tentar parar de pensar ou distrair-se s√£o t√©cnicas usadas h√° mil√©nios sem resultado. A √ļnica possibilidade que temos √© de gerir os pensamentos.

Controlar o Desejo de Posse

√Č dif√≠cil, sen√£o imposs√≠vel, determinar os limites dos nossos desejos razo√°veis em rela√ß√£o √† posse. Pois o con¬≠tentamento de cada pessoa, a esse respeito, n√£o repousa numa quantidade absoluta, mas meramente relativa, a sa¬≠ber, na rela√ß√£o entre as suas pretens√Ķes e a sua posse. Por isso, esta √ļltima, considerada nela mesma, √© t√£o vazia de sen¬≠tido quanto o numerador de uma fra√ß√£o sem denomina¬≠dor. Um homem que nunca alimentou a aspira√ß√£o a cer¬≠tos bens, n√£o sente de modo algum a sua falta e est√° com¬≠pletamente satisfeito sem eles; enquanto um outro, que possui cem vezes mais do que o primeiro, sente-se infe¬≠liz, porque lhe falta uma s√≥ coisa √† qual aspira.
A esse respeito, cada um tem um horizonte pr√≥prio daquilo que pode alcan√ßar, e as suas pretens√Ķes v√£o at√© onde vai esse horizonte. Quando algum objecto se apresenta a ele nos limites desse horizonte, de modo que possa ter confian¬≠√ßa em alcan√ß√°-lo, sente-se feliz; pelo contr√°rio, sente-se in¬≠feliz quando dificuldades advindas o privam de seme¬≠lhante perspectiva. Aquilo que reside al√©m desse hori¬≠zonte n√£o faz efeito sobre ele. Eis por que as grandes posses do rico n√£o inquietam o pobre, e, por outro lado, o muito que j√° possui,

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Com o poder da sua mente, sua determinação, seu instinto, e a experiência também, você pode voar muito alto.

Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e viver com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem se atreve e a vida é muito bela para ser insignificante.

O Vento que Decidirmos Ser

Uma das mais importantes escolhas que cada um de nós deve fazer é a de escolhermos qual o foco prin-cipal da nossa atenção e cuidado. Se o mundo à nossa volta, a fim de o mudar, ou se o interior de nós mesmos.

Quase todos os bens e males da nossa existência partem do nosso interior, pelo que será aí que importa aperfeiçoar, de forma profunda, tudo o que existe no nosso íntimo.

Um dos trabalhos mais importantes de cada um de nós será o de saber bem o que queremos. O segredo da felicidade pode estar aí: alterar em nós o que nos possa estar a causar desnecessárias ansiedades. Quantas vezes desejamos algo que está fora da nosso controlo?
Existem três tipos de coisas: as que dependem apenas de nós; as que escapam por completo à nossa decisão; e, aquelas sobre as quais temos algum controlo, mas não total.

Se fizermos a nossa alegria depender de algo que não está na nossa mão, então será fácil que nos sinta-mos roubados de algo que, na verdade, nunca foi nosso. Mesmo nos casos em que o conseguimos obter, a ansiedade associada à posse, até pela iminência de o perder da mesma forma que o ganhámos,

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A Satisfação do Trabalho

Para não sofrer, trabalha. Sempre que puderes diminuir o teu tédio ou o teu sofrimento pelo trabalho, trabalha sem pensar. Parece simples à primeira vista. Eis um exemplo trivial: saí de casa e sinto que as roupas me incomodam, mas com a preguiça de voltar atrás e mudar de roupa continuo a caminhar. Existem contudo muitos outros exemplos. Se se aplicasse esta determinação tanto às coisas banais da existência como às coisas importantes, comunicar-se-ia à alma um fundo e um equilíbrio que constituem o estado mais propício para repelir o tédio.
Sentir que fazemos o que devemos fazer aumenta a considera√ß√£o que temos por n√≥s pr√≥prios; desfrutamos, √† falta de outros motivos de contentamento, do primeiro dos prazeres – o de estar contente consigo mesmo… √Č enorme a satisfa√ß√£o de um homem que trabalhou e que aproveitou convenientemente o seu dia. Quando me encontro nesse estado, gozo depois, deliciadamente, com o repouso e os mais pequenos lazeres. Posso mesmo encontrar-me no meio das pessoas mais aborrecidas, sem o menor desagrado; a recorda√ß√£o do trabalho feito n√£o me abandona e preserva-me do aborrecimento e da tristeza.

De repente, fugir tornou-se uma dignidade. J√° ningu√©m aguenta uma derrota. A persist√™ncia; a determina√ß√£o e, sobretudo, a bendita paci√™ncia s√£o hoje qualidades desprez√≠veis. Aguentar e esperar pela pr√≥xima oportunidade consideram-se teimosias gananciosas; arrog√Ęncias; estupidezes.

O Poema

O poema não é o canto
que do grilo para a rosa cresce.
O poema é o grilo
é a rosa
e é aquilo que cresce.

√Č o pensamento que exclui
uma determinação
na fonte donde ele flui
e naquilo que descreve.
O poema é o que no homem
para l√° do homem se atreve.

Os acontecimentos s√£o pedras
e a poesia transcendê-las
na já longínqua noção
de descrevê-las.

E essa própria noção é só
uma saudade que se desvanece
na poesia. Pura intenção
de cantar o que n√£o conhece.

Ser verdadeiramente livre seria Deus porquanto nenhuma determinação poderia provir senão dele próprio.

Lute com determinação, abrace a vida com paixão, perca com classe e vença com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito bela para ser insignificante.

Não há falta de oportunidades para se ganhar a vida com aquilo que você ama; há apenas uma falta de determinação para fazer com que isso aconteça.

N√£o raro, certas a√ß√Ķes da vida humana parecem, literalmente falando, inveross√≠meis, embora verdadeiras. Mas n√£o ser√° porque deixamos de esparzir sobre nossas determina√ß√Ķes espont√Ęneas uma esp√©cie de luz psicol√≥gica, n√£o explicando as raz√Ķes misteriosamente concebidas que as fizeram necess√°rias?

Preciso de Ti para Ser Eu

Ser quem sou passa por ser capaz de criar liga√ß√Ķes ao outro, com o outro e para o outro. S√≥ h√° pessoas porque h√° rela√ß√Ķes. A minha exist√™ncia √© constitu√≠da pelos caminhos que sonho, construo e percorro, ao lado de outras pessoas que, como eu, sonham, constroem e percorrem os seus caminhos. Vontades distintas, din√Ęmica comum. Seguimos, cada um pelos seus princ√≠pios, cada um para os seus fins.

O amor leva o ser do seu autor ao ser do que é amado. Amar é ser e ser é amar. Partilhar-se com o outro e com o mundo, num milagre de multiplicação em que quanto mais se dá, mais se tem para dar, mais se é.

Um pequeno erro na base leva a potenciais trag√©dias nas conclus√Ķes. H√° quem parta do princ√≠pio que o amor √© rec√≠proco. Ora, essa ideia simples acaba por ser origem de enormes trag√©dias pessoais. O amor n√£o √© rec√≠proco, √© pessoal, nasce no mais √≠ntimo da nossa identidade. N√£o √© metade de nada, √© um todo. Precisa do outro como fim, n√£o como princ√≠pio.
O amor √© bondade generosa. √Č dar o bem. Dar-se. Conseguir ser fonte de amor √© o maior dos bens que se pode alcan√ßar.

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Fomos criados para viver no paraíso, o paraíso estava destinado a nos servir. O nosso destino foi modificado; que isso tivesse acontecido também com a determinação do paraíso, não é dito em parte alguma.

A Perenidade do Nosso Fundamento

O ser-nos evidente o nosso fundamento e o ser evidente outro para outros significa que para nós e para eles há uma harmonia totalizadora de ser, de pensar, que em si mesma integra cada elemento que escolhamos cada forma de organizar um modo de explicarmos e de nos explicarmos em face do todo harmónico do nosso tempo, cuja harmonia se nos não esclarece porque a não podemos objectivar e apenas a podemos viver.
Que se explique o acontecer humano pela Provid√™ncia divina ou pela Hist√≥ria, que se determine o modo de ser dessa Provid√™ncia ou o tipo de for√ßas que actuam na Hist√≥ria e a realizam como Hist√≥ria que √©, que se entenda a Justi√ßa e a Moral e a Arte em fun√ß√£o dos mais variados tipos de ser, que se abordem todas essas determina√ß√Ķes pelos modos mais diversos de os abordar, que nos entendamos adentro delas pelas mais diversas formas de exercer o entendimento – a realidade √ļltima que nos reabsorve e orienta todos esses modos de compreender e de ser √© a explica√ß√£o derradeira porque j√° n√£o explica nada.
Porque se explicasse, se fosse algo determinável pelo que é e pelo modo como actua, exigir-nos-ia ainda uma outra dimensão,

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√Č s√°bio ser prudente, assim como corajoso para arriscar tudo quando chega o momento. Pensar e sentir exigem tempo e determina√ß√£o. Esperan√ßa e desprendimento. Reserva e prontid√£o.

A Obrigação da Verdade

Quando olhamos um espelho, pensamos que a imagem √† nossa frente √© exacta. Mas basta movermo-nos um mil√≠metro para a imagem se alterar. Aquilo que estamos realmente a ver √© uma gama infind√°vel de reflexos. Mas √†s vezes o escritor tem de quebrar o espelho ‚ÄĒ porque √© do outro lado do espelho que a verdade nos encara.
Estou convencido de que, apesar dos enormes obst√°culos existentes, h√° uma obriga√ß√£o crucial que recai sobre todos n√≥s enquanto cidad√£os: de com uma determina√ß√£o intelectual inflex√≠vel, inabal√°vel e feroz definir a verdade aut√™ntica das nossas vidas e das nossas sociedades. √Č de facto uma obriga√ß√£o imperativa.
Se essa determina√ß√£o n√£o se incorporar na nossa vis√£o pol√≠tica, n√£o tenhamos esperan√ßa de restaurar aquilo que j√° quase se perdeu para n√≥s ‚ÄĒ a dignidade do homem.

Mesmo com papelão dobrado é possível quebrar uma espada, se aplicarmos um golpe com kiai, ou seja, concentração de uma intensa força de determinação. O êxito ou o fracasso na vida também depende do grau de determinação da pessoa.