Cita√ß√Ķes sobre Determina√ß√£o

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Frases sobre determina√ß√£o, poemas sobre determina√ß√£o e outras cita√ß√Ķes sobre determina√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e viver com ousadia. Pois o triunfo pertence a quem se atreve e a vida é muito bela para ser insignificante.

O Vento que Decidirmos Ser

Uma das mais importantes escolhas que cada um de nós deve fazer é a de escolhermos qual o foco prin-cipal da nossa atenção e cuidado. Se o mundo à nossa volta, a fim de o mudar, ou se o interior de nós mesmos.

Quase todos os bens e males da nossa existência partem do nosso interior, pelo que será aí que importa aperfeiçoar, de forma profunda, tudo o que existe no nosso íntimo.

Um dos trabalhos mais importantes de cada um de nós será o de saber bem o que queremos. O segredo da felicidade pode estar aí: alterar em nós o que nos possa estar a causar desnecessárias ansiedades. Quantas vezes desejamos algo que está fora da nosso controlo?
Existem três tipos de coisas: as que dependem apenas de nós; as que escapam por completo à nossa decisão; e, aquelas sobre as quais temos algum controlo, mas não total.

Se fizermos a nossa alegria depender de algo que não está na nossa mão, então será fácil que nos sinta-mos roubados de algo que, na verdade, nunca foi nosso. Mesmo nos casos em que o conseguimos obter, a ansiedade associada à posse, até pela iminência de o perder da mesma forma que o ganhámos,

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A Satisfação do Trabalho

Para não sofrer, trabalha. Sempre que puderes diminuir o teu tédio ou o teu sofrimento pelo trabalho, trabalha sem pensar. Parece simples à primeira vista. Eis um exemplo trivial: saí de casa e sinto que as roupas me incomodam, mas com a preguiça de voltar atrás e mudar de roupa continuo a caminhar. Existem contudo muitos outros exemplos. Se se aplicasse esta determinação tanto às coisas banais da existência como às coisas importantes, comunicar-se-ia à alma um fundo e um equilíbrio que constituem o estado mais propício para repelir o tédio.
Sentir que fazemos o que devemos fazer aumenta a considera√ß√£o que temos por n√≥s pr√≥prios; desfrutamos, √† falta de outros motivos de contentamento, do primeiro dos prazeres – o de estar contente consigo mesmo… √Č enorme a satisfa√ß√£o de um homem que trabalhou e que aproveitou convenientemente o seu dia. Quando me encontro nesse estado, gozo depois, deliciadamente, com o repouso e os mais pequenos lazeres. Posso mesmo encontrar-me no meio das pessoas mais aborrecidas, sem o menor desagrado; a recorda√ß√£o do trabalho feito n√£o me abandona e preserva-me do aborrecimento e da tristeza.

De repente, fugir tornou-se uma dignidade. J√° ningu√©m aguenta uma derrota. A persist√™ncia; a determina√ß√£o e, sobretudo, a bendita paci√™ncia s√£o hoje qualidades desprez√≠veis. Aguentar e esperar pela pr√≥xima oportunidade consideram-se teimosias gananciosas; arrog√Ęncias; estupidezes.

O Poema

O poema não é o canto
que do grilo para a rosa cresce.
O poema é o grilo
é a rosa
e é aquilo que cresce.

√Č o pensamento que exclui
uma determinação
na fonte donde ele flui
e naquilo que descreve.
O poema é o que no homem
para l√° do homem se atreve.

Os acontecimentos s√£o pedras
e a poesia transcendê-las
na já longínqua noção
de descrevê-las.

E essa própria noção é só
uma saudade que se desvanece
na poesia. Pura intenção
de cantar o que n√£o conhece.

Ser verdadeiramente livre seria Deus porquanto nenhuma determinação poderia provir senão dele próprio.

Lute com determinação, abrace a vida com paixão, perca com classe e vença com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito bela para ser insignificante.

Não há falta de oportunidades para se ganhar a vida com aquilo que você ama; há apenas uma falta de determinação para fazer com que isso aconteça.

N√£o raro, certas a√ß√Ķes da vida humana parecem, literalmente falando, inveross√≠meis, embora verdadeiras. Mas n√£o ser√° porque deixamos de esparzir sobre nossas determina√ß√Ķes espont√Ęneas uma esp√©cie de luz psicol√≥gica, n√£o explicando as raz√Ķes misteriosamente concebidas que as fizeram necess√°rias?

Preciso de Ti para Ser Eu

Ser quem sou passa por ser capaz de criar liga√ß√Ķes ao outro, com o outro e para o outro. S√≥ h√° pessoas porque h√° rela√ß√Ķes. A minha exist√™ncia √© constitu√≠da pelos caminhos que sonho, construo e percorro, ao lado de outras pessoas que, como eu, sonham, constroem e percorrem os seus caminhos. Vontades distintas, din√Ęmica comum. Seguimos, cada um pelos seus princ√≠pios, cada um para os seus fins.

O amor leva o ser do seu autor ao ser do que é amado. Amar é ser e ser é amar. Partilhar-se com o outro e com o mundo, num milagre de multiplicação em que quanto mais se dá, mais se tem para dar, mais se é.

Um pequeno erro na base leva a potenciais trag√©dias nas conclus√Ķes. H√° quem parta do princ√≠pio que o amor √© rec√≠proco. Ora, essa ideia simples acaba por ser origem de enormes trag√©dias pessoais. O amor n√£o √© rec√≠proco, √© pessoal, nasce no mais √≠ntimo da nossa identidade. N√£o √© metade de nada, √© um todo. Precisa do outro como fim, n√£o como princ√≠pio.
O amor √© bondade generosa. √Č dar o bem. Dar-se. Conseguir ser fonte de amor √© o maior dos bens que se pode alcan√ßar.

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Fomos criados para viver no paraíso, o paraíso estava destinado a nos servir. O nosso destino foi modificado; que isso tivesse acontecido também com a determinação do paraíso, não é dito em parte alguma.

A Perenidade do Nosso Fundamento

O ser-nos evidente o nosso fundamento e o ser evidente outro para outros significa que para nós e para eles há uma harmonia totalizadora de ser, de pensar, que em si mesma integra cada elemento que escolhamos cada forma de organizar um modo de explicarmos e de nos explicarmos em face do todo harmónico do nosso tempo, cuja harmonia se nos não esclarece porque a não podemos objectivar e apenas a podemos viver.
Que se explique o acontecer humano pela Provid√™ncia divina ou pela Hist√≥ria, que se determine o modo de ser dessa Provid√™ncia ou o tipo de for√ßas que actuam na Hist√≥ria e a realizam como Hist√≥ria que √©, que se entenda a Justi√ßa e a Moral e a Arte em fun√ß√£o dos mais variados tipos de ser, que se abordem todas essas determina√ß√Ķes pelos modos mais diversos de os abordar, que nos entendamos adentro delas pelas mais diversas formas de exercer o entendimento – a realidade √ļltima que nos reabsorve e orienta todos esses modos de compreender e de ser √© a explica√ß√£o derradeira porque j√° n√£o explica nada.
Porque se explicasse, se fosse algo determinável pelo que é e pelo modo como actua, exigir-nos-ia ainda uma outra dimensão,

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√Č s√°bio ser prudente, assim como corajoso para arriscar tudo quando chega o momento. Pensar e sentir exigem tempo e determina√ß√£o. Esperan√ßa e desprendimento. Reserva e prontid√£o.

A Obrigação da Verdade

Quando olhamos um espelho, pensamos que a imagem √† nossa frente √© exacta. Mas basta movermo-nos um mil√≠metro para a imagem se alterar. Aquilo que estamos realmente a ver √© uma gama infind√°vel de reflexos. Mas √†s vezes o escritor tem de quebrar o espelho ‚ÄĒ porque √© do outro lado do espelho que a verdade nos encara.
Estou convencido de que, apesar dos enormes obst√°culos existentes, h√° uma obriga√ß√£o crucial que recai sobre todos n√≥s enquanto cidad√£os: de com uma determina√ß√£o intelectual inflex√≠vel, inabal√°vel e feroz definir a verdade aut√™ntica das nossas vidas e das nossas sociedades. √Č de facto uma obriga√ß√£o imperativa.
Se essa determina√ß√£o n√£o se incorporar na nossa vis√£o pol√≠tica, n√£o tenhamos esperan√ßa de restaurar aquilo que j√° quase se perdeu para n√≥s ‚ÄĒ a dignidade do homem.

Mesmo com papelão dobrado é possível quebrar uma espada, se aplicarmos um golpe com kiai, ou seja, concentração de uma intensa força de determinação. O êxito ou o fracasso na vida também depende do grau de determinação da pessoa.

Com o poder da sua mente, sua determinação, seu instinto, e a experiência também, você pode voar muito alto.

A Chama da Vida e o Fogo das Paix√Ķes

Nem sempre estar apaixonado √© bom. A maior parte das paix√Ķes tomam conta da vontade e assumem o controlo do sentir e do pensar. Prometem a maior das liberta√ß√Ķes, mas escravizam quem desiste de si mesmo e a elas se submete.

A paix√£o √© sofrimento, um furor que √© o oposto da paz e do contentamento. Um vazio fulminante capaz das maiores acrobacias para se satisfazer. Mas que, como nunca se sacia, acaba por se consumir, por se destruir a si mesmo. Para ter paz precisamos de fazer esta guerra, na conquista do mais exigente de todos os equil√≠brios: entre a monotonia de nada arriscar e a imprud√™ncia de entregar tudo sem uma vontade pr√≥pria profunda. √Č essencial que saibamos desafiarmo-nos, por vezes, a um profundo desequil√≠brio moment√Ęneo. Afinal, quem nunca ousa est√° perdido, para sempre.
H√° boas paix√Ķes. S√£o as que trabalham como um fermento. De forma pacata, pac√≠fica e paciente. Animam, mas n√£o dominam. Orientam, mas n√£o decidem. Iluminam, mas n√£o cegam.

Quase ningu√©m faz ideia da capacidade que cada um de n√≥s tem para suportar e vencer grandes sofrimentos…

Por paix√Ķes comuns, h√° quem perca a cabe√ßa, o cora√ß√£o e a alma.

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A Import√Ęncia de Dostoievski na Literatura

Os dois grandes monumentos do romance que o século passado (XIX) nos legou, ou seja aqueles em que poderemos reconhecer-nos, foram os erguidos por Tolstoi e por Dostoievski. Mas se a lição do primeiro foi facilmente assimilada, a do segundo levou tempo Рe tanto, que só hoje acabámos de entendê-la bem. Significa isto que Tolstoi, com incidências menores de moralização, continua um Balzac, é bem do século XIX. E foi por se pretender à força ligar a esse século também um Dostoievski que ele só tarde se nos revelou, para dominar ainda hoje, diga-se o que se disser, todo o romance europeu. Para usar uma expressão que já usei, não com inteira originalidade, e a que a crítica me ligou, direi que Tolstoi continua o romance-espectáculo e que Dostoievski inaugura o romance-problema.

Dir-se-ia, e com razão, que todo o romance é problema e espectáculo, já que o espectáculo resiste num romance de Kafka ou Dostoievski, e o problema implicita-se numa qualquer narrativa, nem que seja o Amadis de Gaula. Mas é tão visível a deslocação do acento na obra de Dostoievski, que ela foi defendida, para existir, pelo que lhe é inessencial (como por um Brunetière e recentemente um Ernst Fischer,

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O √āmago da Virtude

Haver√° fil√≥sofos que pretendem induzir-nos a dar grande valor √† prud√™ncia, a praticarmos a virtude da coragem, a nos aplicarmos √† justi√ßa ‚ÄĒ se for poss√≠vel ‚ÄĒ com maior empenho ainda do que √†s restantes virtudes. Pois bem: de nada servir√£o estes conselhos se n√≥s ignorarmos o que √© a virtude, se ela √© una ou m√ļltipla, se as virtudes s√£o individualizadas ou interdependentes, se quem possui uma virtude possui tamb√©m as restantes ou n√£o, qual a diferen√ßa que existe entre elas. Um oper√°rio n√£o precisa de investigar qual a origem ou a utilidade do seu trabalho, tal como o bailarino o n√£o tem que fazer quanto √† arte da dan√ßa: os conhecimentos relativos a todas estas artes est√£o circunscritos a elas mesmas, porquanto elas n√£o t√™m incid√™ncia sobre a totalidade da vida. A virtude, por√©m, implica tanto o conhecimento dela pr√≥pria como o de tudo o mais; para aprendermos a virtude temos de come√ßar por aprender o que ela √©. Uma ac√ß√£o n√£o pode ser correcta se n√£o for correcta a vontade, pois √© desta que prov√©m a ac√ß√£o. Tamb√©m a vontade nunca ser√° correcta se n√£o for correcto o car√°cter, porquanto √© deste que prov√©m a vontade. Finalmente,

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