Passagens sobre Trabalho

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Frases sobre trabalho, poemas sobre trabalho e outras passagens sobre trabalho para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Anota√ß√£o um pensamento apresentado hoje com o m√≠nimo de palavras, em muitas ocasi√Ķes, pode nos favorecer com o m√°ximo de auxilio no trabalho de amanh√£. Uberaba, 21 de junho de 1976; Emmanuel

A Fama N√£o Conhece Virtudes

As pessoas fazem exigências aos nomes que se tornam conhecidos de forma singular, não há diferença entre uma criança prodígio, um compositor, um poeta, um assassino. Há um que quer ter o seu retrato, o outro o seu autógrafo, um terceiro pede dinheiro, todos os colegas mais novos mandam os seus trabalhos com muitas lisonjas e pedem uma apreciação, e tanto faz não dar resposta como expressar a sua opinião, de repente aquele que venerava fica furioso, torna-se cruel e quer vingança. As revistas querem publicar o retrato do homem, os jornais contam a sua vida, as suas origens, falam do seu aspecto. Colegas de escola fazem-se conhecidos, e parentes distantes queriam já há anos dizer que o primo havia de ser famoso.

Ser Amigo

O cora√ß√£o de um amigo √© uma coisa que sempre quer. Ser amigo √© estar ao lado de quem n√£o tem raz√£o, contra qualquer inimigo que tenha, e apare√ßa, dizendo com toda a justi√ßa que o amigo n√£o a tem. N√£o √© suspender a raz√£o – √© us√°-la friamente, aplic√°-la, estar sempre consciente dela. E, contudo, n√£o diz√™-la, n√£o mostr√°-la, ficar sempre acima dela. Ser amigo √© ter raz√£o e n√£o querer saber dela. Ser amigo √© pensar duas vezes quando a √ļltima vez pertence ao que repensa o cora√ß√£o.

O amigo discordava dele. Dizia: Queres tu dizer que para se ser um bom amigo é preciso, às vezes, ser-se muito má pessoa? Sim, respondia ele, era isso que ele queria dizer. Porque ser amigo tem de ser uma coisa que custa. Às vezes é um trabalho, muitas horas, muitas dores; um trabalho que é o contrário do que seria natural, e do que apetece. Ser má pessoa para se ser um bom amigo (ou um bom português, ou um bom professor), é fazer fé que um outro fim faz valer o desconforto, faz valer o arrependimento, acaba por se abater sobre a vergonha. E sofrer bastante para que o outro nada sofra,

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Maestros não sabem como o oboé faz o seu trabalho, mas eles sabem com o que o oboé deve contribuir.

O Verdadeiro Homem

√Č evidente que a natureza se preocupa bem pouco com o que o homem tem ou n√£o no esp√≠rito. O verdadeiro homem √© o homem selvagem, que se relaciona com a natureza tal como ela √©. Assim que o homem agu√ßa a sua intelig√™ncia, desenvolve as suas ideias e a forma de as exprimir, ou adquire novas necessidades, a natureza op√Ķe-se aos seus des√≠gnios em toda a linha. S√≥ lhe resta violent√°-la, continuamente. Ela, pelo seu lado, tamb√©m n√£o fica quieta. Se ele suspende por momentos o trabalho que se impusera, ela torna-se de novo dominadora, invade-o, devora-o, destr√≥i ou desfigura a sua obra; dir-se-ia que acolhe com impaci√™ncia as obras-primas da imagina√ß√£o e da per√≠cia do homem.

Que importam √† ronda das esta√ß√Ķes, ao curso dos astros, dos rios e dos ventos, o Part√©non, S√£o Pedro de Roma e tantas outras maravilhas da arte? Um tremor de terra ou a lava de um vulc√£o reduzem-nos a nada; os p√°ssaros far√£o os seus ninhos nas suas ru√≠nas; os animais selvagens ir√£o buscar os ossos dos construtores aos seus t√ļmulos entreabertos.

Da Emenda

Concluido me tendo a mi comigo
De deixar o caminho que levava,
Vendo com raz√Ķes claras quanto errava
Em n√£o me desviar do mais antigo.

Pois no trabalho seu, no mor perigo,
Meu amigo consigo a mi me achava;
E quando no meu mal algum buscava,
Achava-me comigo sem amigo.

Agora dei a volta por caminhos
De solitarios bosques enramados,
De feras bravas mansos passarinhos;

Que ainda que entre espinhos conversados,
Mais quero pé descalço entre espinhos,
Que dos homens humanos espinhados.

As Pessoas Só Crescem ao Ritmo a que São Obrigadas

Os jovens de agora parece que t√™m dificuldade em crescer. N√£o sei porqu√™. Se calhar as pessoas s√≥ crescem ao ritmo a que s√£o obrigadas. Um primo meu, com dezoito anos, j√° tinha as insign√≠as de auxiliar do xerife. Era casado e tinha um filho. Tive um amigo de inf√Ęncia que, com a mesma idade, j√° tinha sido ordenado sacerdote baptista. Era pastor de uma igrejinha rural, muito antiga. Ao fim de uns tr√™s anos foi transferido para Lubbock e, quando disse √†s pessoas que se ia embora, elas desataram todas a chorar, ali sentadas no banco da igraja. Homens e mulheres, todos em l√°grimas. Tinha celebrado casamento, baptizados, funerais. Com vinte e um anos, talvez vinte e dois. Quando pregava os seus serm√Ķes, a assist√™ncia era tanta que havia gente de p√© no adro a ouvir. Fiquei espantado. Na escola ele era sempre t√£o calado.
(…) A Loretta contou-me que ouviu falar na r√°dio de uma certa percentagem de crian√ßas deste pa√≠s que est√° a ser criada pelos av√≥s. J√° n√£o me lembro do n√ļmero. Era bastante alto, pareceu-me. Os pais n√£o querem ter esse trabalho. Convers√°mos sobre isso. Demos connosco a pensar que quando a pr√≥xima gera√ß√£o crescer e tamb√©m j√° n√£o quiser criar os filhos,

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Amor, que alcança a coisas mais humildes
Trabalho, que se faz feliz, pelas coisas que ele faz e traz
E fé, que voa sobre asas incansáveis.
Divinos Poderes que nesta trio repousam.
Suprema a sua conquista, com o tempo e o destino.
Amor, Trabalho e F√© – esses tr√™s s√£o os √ļnicos grandes.

Um livro e tanto escreveria o capelão do Diabo sobre os trabalhos desastrados, esbanjadores, ineficientes e terrivelmente cruéis da natureza!

Olhando para a cara das pessoas, tem-se a sensação de que há muito trabalho para fazer.

Dedica-te com afinco aos afazeres cotidianos. N√£o existe nobreza nem baixeza no trabalho em si. A nobreza ou a baixeza est√° na atitude com que se trabalha.

O estudo √© um trabalho em que somos obrigados a p√īr toda a nossa vontade para realiz√°-lo com o maior rendimento poss√≠vel.

Se tiver que chamar a atenção de um colega de trabalho, faça-o reservadamente. E se tiver que enaltecê-lo, faça-o no meio de toda a equipa.

Numa Europa incapaz de questionar-se a si pr√≥pria, a postura hoje mais comum √© a de uma resigna√ß√£o que tocou o fundo. Escusado ser√° dizer que nenhum estado de esp√≠rito poderia convir melhor a um projecto imperial alem√£o que deixou de dar-se ao trabalho de se disfar√ßar: ainda o jogo ia no princ√≠pio, e j√° o t√≠nhamos perdido…