Cita√ß√Ķes sobre Roseirais

10 resultados
Frases sobre roseirais, poemas sobre roseirais e outras cita√ß√Ķes sobre roseirais para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Glória

Florescimentos e florescimentos!
Glória às estrelas, glória às aves, glória
√Ä natureza! Que a minh’alma fl√≥rea
Em mais flores flori de sentimentos.

Glória ao Deus invisível dos nevoentos
Espaços! glória à lua merencória,
Glória à esfera dos sonhos, à ilusória
Esfera dos profundos pensamentos.

Glória ao céu, glória à terra, glória ao mundo!
Todo o meu ser é roseiral fecundo
De grandes rosas de divino brilho.

Almas que floresceis no Amor eterno!
Vinde gozar comigo este falerno,
Esta emoção de ver nascer um filho!

No Campo

Tarde. Um arroio canta pela umbrosa
Estrada; as águas límpidas alvejam
Com cristais. Aragem suspirosa
Agita os roseirais que ali vicejam.

No alto, entretanto, os astros rumorejam
Um press√°gio de noute luminosa
E ei-la que assoma – a Louca tenebrosa,
Branca, emergindo às trevas que a negrejam.

Chora a corrente m√ļrmura, e, √† dolente
Unção da noute, as flores também choram
Num chuveiro de pétalas, nitente,

Pendem e caem – os roseirais descoram
E elas bóiam no pranto da corrente
Que as rosas, ao luar, chorando enfloram.

Trazes-me em Tuas M√£os de Vitorioso

Trazes-me em tuas m√£os de vitorioso
Todos os bens que a vida me negou,
E todo um roseiral, a abrir, glorioso
Que a solit√°ria estrada perfumou.

Neste meio-dia límpido, radioso,
Sinto o teu coração que Deus talhou
Num pedaço de bronze luminoso,
Como um berço onde a vida me pousou.

O sil√™ncio, ao redor, √© uma asa quieta…
E a tua boca que sorri e anseia,
Lembra um c√°lix de tulipa entreaberta…

Cheira a ervas amargas, cheira a s√Ęndalo…
E o meu corpo ondulante de sereia
Dorme em teus bra√ßos m√°sculos de v√Ęndalo…

Impassível

Teu coração de mármore não ama
Nem um dia sequer, nem um só dia.
Essa inclemente natureza fria
Jamais na luz dos astros se derrama.

Mares e céus, a imensidade clama
Por esse olhar d’estrelas e harmonia,
Sem uma névoa de melancolia,
Do amor nas pompas e na vida chama.

A Imensidade nunca mais quer vê-lo,
Indiferente √†s como√ß√Ķes, de gelo
Ao mar, ao sol, aos roseirais de aromas.

Ama com o teu olhar, que a tudo encantas,
Ou se antes de pedra, como as santas,
Mudas e tristes dentro das redomas.

Sobre A Neve

Sobre mim, teu desdém pesado jaz
Como um manto de neve…Quem dissera
Porque tombou em plena Primavera
Toda essa neve que o Inverno traz!

Coroavas-me inda pouco de lil√°s
E de rosas silvestres…quando eu era
Aquela que o destino prometera
Aos teus r√ļtilos sonhos de rapaz!

Dos beijos que me deste n√£o te importas,
Asas paradas de andorinhas mortas…
Folhas de Outono e correria louca…

Mas inda um dia, em mim, ébrio de cor,
H√°-de nascer um roseiral em flor
Ao sol de Primavera doutra boca!

M√£ezinha

Andam em mim fantasmas, sombras, ais…
Coisas que eu sinto em mim, que eu sinto agora;
Névoas de dantes, dum longínquo outrora;
Castelos d’oiro em mundos irreais…

Gotas d’√°gua tombando… Roseirais
A desfolhar-se em mim como quem chora…
‚ÄĒ E um ano vale um dia ou uma hora,
Se tu me vais fugindo mais e mais!…

√ď meu Amor, meu seio √© como um ber√ßo
Ondula brandamente… Brandamente…
Num ritmo escultural d’onda ou de verso!

No mundo quem te v√™?! Ele √© enorme!…
Amor, sou tua m√£e! V√°… docemente
Poisa a cabe√ßa… fecha os olhos… dorme…

L√°grimas Da Aurora, Poemas Cristalinos

L√°grimas da aurora, poemas cristalinos
Que rebentais das cobras do mistério!
Aves azuis do manto auri-sid√©rio…
Raios de luz, fant√°sticos, divinos!…

Astros di√°fanos, brandos, opalmos,
Brancas cecens do Paraíso etéreo,
Canto da tarde, límpido, aéreo,
Harpa ideal, dos encantados hinos!…

Brisas suaves, vira√ß√Ķes amenas,
Lírios do vale, roseirais do lago,
Bandos errantes de sutis falenas!…

Vinde do arcano n’um potente afago
Louvar o G√™nio das mans√Ķes serenas,
Esse Prod√≠gio singular e mago!!…

√öltima P√°gina

Primavera. Um sorriso aberto em tudo. Os ramos
Numa palpitação de flores e de ninhos.
Doirava o sol de outubro a areia dos caminhos
(Lembras-te, Rosa?) e ao sol de outubro nos amamos.

Verão. (Lembras-te Dulce?) À beira-mar, sozinhos,
Tentou-nos o pecado: olhaste-me… e pecamos;
E o outono desfolhava os roseirais vizinhos,
√ď Laura, a vez primeira em que nos abra√ßamos…

Veio o inverno. Porém, sentada em meus joelhos,
Nua, presos aos meus os teus l√°bios vermelhos,
(Lembras-te, Branca?) ardia a tua carne em flor…

Carne, que queres mais? Coração, que mais queres?
Passas as esta√ß√Ķes e passam as mulheres…
E eu tenho amado tanto! e não conheço o Amor!

Caminho Da Glória

Este caminho é cor de rosa e é de ouro,
Estranhos roseirais nele florescem,
Folhas augustas, nobres reverdecem
De acanto, mirto e sempiterno louro.

Neste caminho encontra-se o tesouro
Pelo qual tantas almas estremecem;
√Č por aqui que tantas almas descem
Ao divino e fremente sorvedouro.

√Č por aqui que passam meditando,
Que cruzam, descem, trêmulos, sonhando,
Neste celeste, límpido caminh

Os seres virginais que vêm da Terra,
Ensang√ľentados da tremenda guerra,
Embebedados do sinistro vinho.

Pirata

Sou o √ļnico homem a bordo do meu barco.
Os outros s√£o monstros que n√£o falam,
Tigres e ursos que amarrei aos remos,
E o meu desprezo reina sobre o mar.

Gosto de uivar no vento com os mastros
E de me abrir na brisa com as velas,
E h√° momentos que s√£o quase esquecimento
Numa doçura imensa de regresso.

A minha pátria é onde o vento passa,
A minha amada é onde os roseirais dão flor,
O meu desejo é o rastro que ficou das aves,
E nunca acordo deste sonho e nunca durmo.