Cita√ß√Ķes sobre Astronomia

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Frases sobre astronomia, poemas sobre astronomia e outras cita√ß√Ķes sobre astronomia para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

N√£o h√° Felicidade sem Verdadeira Vida Interior

A vida intelectual ocupará, de preferência, o homem dotado de capacida­des espirituais, e adquire, mediante o incremento inin­terrupto da visão e do conhecimento, uma coesão, uma intensificação, uma totalidade e uma plenitude cada vez mais pronunciadas, como uma obra de arte amadurecen­do aos poucos. Em contrapartida, a vida prática dos ou­tros, orientada apenas para o bem-estar pessoal, capaz de incremento apenas em extensão, não em profundeza, contrasta em tristeza, valendo-lhes como fim em si mesmo, enquanto para o homem de capacida­des espirituais é apenas um meio.
A nossa vida pr√°tica, real, quando as paix√Ķes n√£o a movimentam, √© tediosa e sem sabor; mas quando a movi¬≠mentam, logo se torna dolorosa. Por isso, os √ļnicos feli¬≠zes s√£o aqueles aos quais coube um excesso de intelec¬≠to que ultrapassa a medida exigida para o servi√ßo da sua vontade. Pois, assim, eles ainda levam, ao lado da vida real, uma intelectual, que os ocupa e entret√©m ininter¬≠ruptamente de maneira indolor e, no entanto, vivaz. Pa¬≠ra tanto, o mero √≥cio, isto √©, o intelecto n√£o ocupado com o servi√ßo da vontade, n√£o √© suficiente; √© necess√°rio um excedente real de for√ßa, pois apenas este capacita a uma ocupa√ß√£o puramente espiritual, n√£o subordinada ao ser¬≠vi√ßo da vontade.

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O Cinismo dos Valores

Cada vez mais desesperado. Olho, olho, e s√≥ vejo negrura √† minha volta. F√©? Evidentemente… Enquanto h√° vida, h√° esperan√ßa ‚ÄĒ l√° diz o outro. Mas, francamente: f√© em qu√™? Num mundo que almo√ßa valores, janta valores, ceia valores, e os degrada cinicamente, sem qualquer estremecimento da consci√™ncia? Pe√ßam-me tudo, menos que tape os olhos. Bem basta quando a terra mos cobrir! ‚ÄĒ Ah! mas a humanidade acaba por encontrar o seu verdadeiro caminho ‚ÄĒ dizem-me duas c√©lulas ing√©nuas do entendimento. E eu respondo-lhes assim : N√£o, o homem n√£o tem caminhos ideais e caminhos de ocasi√£o. O homem tem os caminhos que anda. Ora este senhor, aqui h√° tempos, passou tr√™s s√©culos a correr atr√°s dum mito que se resumia em queimar, expulsar e perseguir uns outros homens, cujo pecado era este: saber filosofia, medicina, f√≠sica, astronomia, religi√£o, com√©rcio ‚ÄĒ coisas que j√° nessa √©poca eram dignas e respeit√°veis.

Religião e Superstição

√Č t√£o grande a fraqueza do g√©nero humano, tamanha a sua perversidade, que, sem d√ļvida, lhe vale mais estar subjugado por todas as supersti√ß√Ķes poss√≠veis – desde que n√£o tenham car√°cter assassino – do que viver sem religi√£o. O homem sempre teve necessidade de um freio e, por rid√≠culo que fosse sacrificar aos faunos, aos silvanos ou √†s n√°iades, era mais razo√°vel e mais √ļtil adorar essas imagens fant√°sticas da Divindade do que entregar-se ao ate√≠smo. Um ateu que fosse razoador, violento e poderoso, seria um flagelo t√£o funesto como um supersticioso sanguin√°rio.
Quando os homens n√£o disp√Ķem de s√£s no√ß√Ķes acerca da Divindade, as ideias falsas suprem-lhes a falta, tal como nos tempos de desgra√ßa se fazem neg√≥cios com moeda falsa quando falta a moeda boa. O pag√£o, se cometia um crime, temia ser punido pelos seus falsos deuses; o malabar teme ser punido pelo seu pagode. Em todo o lado onde h√° uma sociedade estabelecida, √© necess√°ria uma religi√£o. As leis exercem vigil√Ęncia sobre os crimes conhecidos, a religi√£o exerce-a sobre os crimes secretos.
Mas, a partir do momento em que os homens chegam a abra√ßar uma religi√£o pura e santa, a supersti√ß√£o torna-se n√£o apenas in√ļtil,

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As Artes e as Ciências Nasceram dos Vícios

A astronomia nasceu da supersti√ß√£o; a ret√≥rica, da ambi√ß√£o, do √≥dio, da adula√ß√£o, da mentira; a geometria, da gan√Ęncia; a f√≠sica, da curiosidade v√£; e todas elas, mesmo a √©tica, do orgulho humano. As artes e as ci√™ncias devem portanto o seu nascimento aos nossos v√≠cios, e n√≥s dever√≠amos duvidar menos das suas vantagens se elas tivessem tido origem nas nossas virtudes. (…) Quantos perigos! Quantos caminhos equivocados na investiga√ß√£o das ci√™ncias? Por meio de quantos erros, milhares de vezes mais perigosos do que a verdade √© √ļtil, n√£o √© preciso abrir caminho a fim de alcan√ß√°-la? O problema √© patente; pois a falsidade admite um n√ļmero infinito de combina√ß√Ķes; mas a verdade possui apenas um modo de ser.

A Lamechal√Ęndia

Acabo de perceber que estou a escrever mais uma obra lamechas, vivo na Lamechal√Ęndia desde que te conhe√ßo, e √© bom que d√≥i, t√£o bom que s√≥ escrevo s√≥ ela, a lamechice √© boa mas nunca sozinha, exige que aqui e ali surja o lado negro, a lua existe para valorizar o sol, e o contr√°rio tamb√©m √© verdadeiro, n√£o percebo patavina de astronomia mas de amor percebo, que √© o mesmo que dizer que percebo de ti, tento, v√°, √†s vezes consigo,
a Lamechal√Ęndia n√£o √© s√≥ lamechice, n√£o √© s√≥ cor de rosa, Deus me livre de ser assim, adormecia antes de viver, a Lamechal√Ęndia √© a capacidade de ser lamechas quando √© preciso ser lamechas, quando ser lamechas tem de ser, agora que estamos aqui deitados nesta cama tem de ser, abra√ßo-te a cada letra que escrevo, procuro com as minhas m√£os cada cent√≠metro da tua pele sempre que me lembro de que somos assim, ser lamechas √© conseguir n√£o pensar em como se vai amar, n√£o pensar no que se vai dizer, olhar o outro e dizer-lhe ‚Äúprocuro-te como se procurasse sobreviver‚ÄĚ, e isto n√£o tem nada de mal, a falta de um orgasmo provoca mais conflitos do que a falta de um p√£o,

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Ciência da Computação está tão relacionada aos computadores quanto a Astronomia aos telescópios, Biologia aos microscópios, ou Química aos tubos de ensaio. A Ciência não estuda ferramentas. Ela estuda como nós as utilizamos, e o que descobrimos com elas.