Cita√ß√Ķes sobre Canibalismo

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N√£o h√° nada que desperte mais a nossa repugn√Ęncia que o canibalismo […], no entanto causamos a mesma impress√£o nos budistas e nos vegetarianos, porque nos alimentamos de beb√™s, apesar de n√£o serem os nossos.

Somos os Comandantes das Nossas Vidas

Se alguém te disser que aquilo que queres não interessa para nada, desinteressa-te dessa pessoa.

Somos os comandantes das nossas vidas.

Somos n√≥s, portanto, que escolhemos com quem queremos caminhar, e ai de algu√©m que acredite que pode entrar √† for√ßa na nossa vida sem a devida autoriza√ß√£o. Na minha n√£o entram, disso podes ter a certeza. E se todos pens√°ssemos assim, se todos ag√≠ssemos em conformidade com esta breve alus√£o ao nosso poder pessoal, viver√≠amos todos num aut√™ntico mar de rosas. Mas n√£o. Este princ√≠pio b√°sico √© o terror de muita gente. A maioria talvez. Malta que acredita que tem de aguentar o supl√≠cio de viver ou conviver com quem lhe quer mal ou lhe √© indiferente. √Č uma desgra√ßa. √Č o reinado do medo. Do medo de ficar sozinho, de nunca mais sentir nada por ningu√©m, de tudo o que possam dizer ou pensar se agirem como desejam, da rea√ß√£o do outro, de mago√°-lo, enfim, o medo de tudo. Ora bem, esta onda de passividade e permissividade gera a extin√ß√£o da confian√ßa, fomenta o canibalismo do amor-pr√≥prio e inverte todo e qualquer tipo de educa√ß√£o apropriada. Como √© que algum filho, por exemplo, pode desenvolver-se em amor se tudo o que v√™ em casa s√£o duas pessoas que mal se olham ou que se atacam,

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Sou a favor do canibalismo compulsório. Se as pessoas fossem obrigadas a comer o que matam, não haveria mais guerras.

A História e o Progresso ao Sabor do Vento

Na sua maior parte a hist√≥ria faz-se sem autores. N√£o acontece a partir de um centro, mas da periferia. De pequenas causas. Talvez n√£o seja t√£o dif√≠cil como se pensa fazer do homem g√≥tico ou do grego antigo o homem da civiliza√ß√£o moderna. Porque a natureza humana √© t√£o capaz do canibalismo como da cr√≠tica da raz√£o pura; √© capaz de realizar as duas coisas com as mesmas convic√ß√Ķes e as mesmas qualidades, se as circunst√Ęncias forem prop√≠cias, e nesses processos a grandes diferen√ßas externas correspondem diferen√ßas internas m√≠nimas.
(…) O caminho da hist√≥ria n√£o √© o de uma bola de bilhar que, uma vez jogada, percorre uma determinada traject√≥ria; assemelha-se antes ao caminho das nuvens, ou ao de um vagabundo a deambular pelas vielas, que se distrai a observar, aqui uma sombra, ali um magote de gente, mais adiante o recorte curioso das fachadas, at√© que por fim chega a um ponto que n√£o conhece e por onde nem tencionava passar. H√° no decurso da hist√≥ria universal um certo erro de percurso. O presente √© sempre como a √ļltima casa de uma cidade, que de certo modo j√° n√£o faz bem parte do casario dessa cidade. Cada gera√ß√£o pergunta,

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Para o Jornalista, Tudo o que é Provável é Verdade

¬ęPara o jornalista, tudo o que √© prov√°vel √© verdade¬Ľ. Trata-se dum axioma estupendo, como tudo o que Balzac inventa. Reflectindo nele, n√≥s percebemos quantas falsidades se explicam e quantas arranhadelas na sensibilidade se resumem a fanfarronices e n√£o a conhecimento dos factos. Em geral, o pequeno jornalista √© um profeta da Imprensa no que toca a banalidades, e um imprudente no que se refere a coisas s√©rias. Quando Balzac refere que a cr√≠tica s√≥ serve para fazer viver o cr√≠tico, isto estende-se a muitas outras tend√™ncias do jornalista: o folhetinista, que √© o que Camilo fazia nas gazetas do Porto (…). Eu pr√≥pria n√£o estou isenta duma soma de articulismos, de recursos √† blague, de gra√ßas adapt√°veis, de frequenta√ß√£o do lado mau da imagina√ß√£o, de rid√≠culos, de fastidiosos conselhos, de discursos convencionais, de condena√ß√Ķes f√°ceis, de birras imbecis, de poesia de barbeiro, de eleg√Ęncias chatas, de canibalismo vulgar, de panfletismo ¬ębom cidad√£o¬Ľ. Quando n√£o sou nada disso, sou assunto para jornais, mas n√£o sou jornalista.