Cita√ß√Ķes sobre Conversa√ß√£o

47 resultados
Frases sobre conversa√ß√£o, poemas sobre conversa√ß√£o e outras cita√ß√Ķes sobre conversa√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A leitura de todos os bons livros é uma conversação com as mais honestas pessoas dos séculos passados.

A Dor e o Tédio São os Dois Maiores Inimigos da Felicidade

O panorama mais amplo mostra-nos a dor e o t√©dio como os dois inimigos da felicidade humana. Observe-se ainda: √† medida que conseguimos afastar-nos de um, mais nos aproximamos do outro, e vice-versa; de modo que a nossa vida, na realidade, exp√Ķe uma oscila√ß√£o mais forte ou mais fraca entre ambos. Isso origina-se do facto de eles se encontrarem reciprocamente num antagonismo duplo, ou seja, um antagonismo exterior ou oubjectivo, e outro interior e subjectivo. De facto, exteriormente, a necessidade e a priva√ß√£o geram a dor; em contrapartida, a seguran√ßa e a abund√Ęncia geram o t√©dio. Em conformidade com isso, vemos a classe inferior do povo numa luta constante contra a necessidade, portanto contra a dor; o mundo rico e aristocr√°tico, pelo contr√°rio, numa luta persistente, muitas vezes realmente desesperada contra o t√©dio. O antagonismo interior ou subjectivo entre ambos os sofrimentos baseia-se no facto de que, em cada indiv√≠duo, a susceptibilidade para um encontra-se em propor√ß√£o inversa √† susceptibilidade para o outro, j√° que ela √© determinada pela medida das suas for√ßas espirituais. Com efeito, a obtusidade do esp√≠rito est√°, em geral, associada √† da sensa√ß√£o e √† aus√™ncia da excitabilidade, qualidades que tornam o indiv√≠duo menos suscept√≠vel √†s dores e afli√ß√Ķes de qualquer tipo e intensidade.

Continue lendo…

Ver e n√£o Ver

Não vos tem acontecido alguma vez ter os olhos postos e fixos em uma parte, e porque no mesmo tempo estais com o pensamento divertido, ou na conversação, ou em algum cuidado, não dar fé das mesmas coisas que estais vendo? Pois esse é o modo e a razão porque naturalmente, e sem milagre, podemos ver e não ver juntamente. Vemos as coisas, porque as vemos: e não vemos essas mesmas coisas, porque as vemos divertidos.

Boa e M√° Literatura

O que acontece na literatura n√£o √© diferente do que acontece na vida: para onde quer que se volte, depara-se imediatamente com a incorrig√≠vel plebe da humanidade, que se encontra por toda a parte em legi√Ķes, preenchendo todos os espa√ßos e sujando tudo, como as moscas no ver√£o.
Eis a raz√£o do n√ļmero incalcul√°vel de livros maus, essa erva daninha da literatura que tudo invade, que tira o alimento do trigo e o sufoca. De facto, eles arrancam tempo, dinheiro e aten√ß√£o do p√ļblico – coisas que, por direito, pertencem aos bons livros e aos seus nobres fins – e s√£o escritos com a √ļnica inten√ß√£o de proporcionar algum lucro ou emprego. Portanto, n√£o s√£o apenas in√ļteis, mas tamb√©m positivamente prejudiciais. Nove d√©cimos de toda a nossa literatura actual n√£o possui outro objectivo sen√£o o de extrair alguns t√°leres do bolso do p√ļblico: para isso, autores, editores e recenseadores conjuraram firmemente.
Um golpe astuto e maldoso, porém notável, é o que teve êxito junto aos literatos, aos escrevinhadores que buscam o pão de cada dia e aos polígrafos de pouca conta, contra o bom gosto e a verdadeira educação da época, uma vez que eles conseguiram dominar todo o mundo elegante,

Continue lendo…

Sobre a Diferença dos Espíritos

Apesar de todas as qualidades do espírito se poderem encontrar num grande espírito, algumas há, no entanto, que lhe são próprias e específicas: as suas luzes não têm limites, actua sempre de igual modo e com a mesma actividade, distingue os objectos afastados como se estivessem presentes, compreende e imagina as coisas mais grandiosas, vê e conhece as mais pequenas; os seus pensamentos são elevados, extensos, justos e intelegíveis; nada escapa à sua perspicácia, que o leva sempre a descobrir a verdade, através das obscuridades que a escondem dos outros. Mas, todas estas grandes qualidades não impedem por vezes que o espírito pareça pequeno e fraco, quando o humor o domina.
Um belo esp√≠rito pensa sempre nobremente; produz com facilidade coisas claras, agrad√°veis e naturais; torna vis√≠veis os seus aspectos mais favor√°veis, e enfeita-os com os ornamentos que melhor lhes conv√™m; compreende o gosto dos outros e suprime dos seus pensamentos tudo o que √© in√ļtil ou lhe possa desagradar. Um esp√≠rito recto, f√°cil e insinuante sabe evitar e ultrapassar as dificuldades; adapta-se facilmente a tudo o que quer; sabe conhecer e acompanhar o espirito e o humor daqueles com quem priva e ao preocupar-se com os interesses dos amigos,

Continue lendo…

A maturidade n√£o passa de um longo percurso durante o qual se diz o que n√£o deveria dizer-se. √Č isso precisamente a arte da conversa√ß√£o.

Regras para a Conversação

РDa minha parte, disse Amithone, confesso que gostaria muito que existissem regras para a conversação, assim como há para muitas outras coisas. РA regra principal, retomou Valérie, é jamais dizer alguma coisa que fira o juízo. РMas ainda, acrescentou Nicanor, desejaria saber mais precisamente como vós concebeis que deva ser a conversação. РConcebo, retomou ela, que no falar em geral, ela deva versar com mais frequência sobre coisas comuns e galantes do que sobre grandes coisas.
Mas concebo, entretanto, que n√£o h√° nada que n√£o possa caber ali; que ela deve ser livre e diversificada, segundo os momentos, os lugares, e as pessoas com quem se est√°; e que o segredo √© falar sempre nobremente das coisas baixas, e bastante simplesmente das coisas elevadas, e muito galantemente das coisas galantes, sem ansiedade, e sem afecta√ß√£o. Assim, embora a conversa√ß√£o deva ser sempre igualmente natural e ponderada, n√£o deixo de dizer que h√° ocasi√Ķes nas quais mesmo as ci√™ncias podem entrar de bom grado ali e nas quais os agrad√°veis desatinos tamb√©m podem encontrar o seu lugar, contanto que sejam engenhosos, modestos e galantes. De modo que, para falar ponderadamente, pode-se assegurar, sem mentira, que n√£o h√° nada que n√£o se possa dizer na conversa√ß√£o,

Continue lendo…

Regras de Conduta para Viver sem Sobressaltos

Vou indicar-te quais as regras de conduta a seguir para viveres sem sobressaltos. (…) Passa em revista quais as maneiras que podem incitar um homem a fazer o mal a outro homem: encontrar√°s a esperan√ßa, a inveja, o √≥dio, o medo, o desprezo. De todas elas a mais inofen¬≠siva √© o desprezo, tanto que muitas pessoas se t√™m sujeitado a ele como forma de passarem despercebidas. Quem despreza o outro calca-o aos p√©s, √© evidente, mas passa adiante; ningu√©m se afadiga teimosamente a fazer mal a algu√©m que despreza. √Č como na guerra: ningu√©m liga ao soldado ca√≠do, combate-se, sim, quem se ergue a fazer frente.
Quanto √†s esperan√ßas dos desonestos, bastar-te-√°, para evit√°-las, nada possu√≠res que possa suscitar a p√©rfida cobi√ßa dos outros, nada teres, em suma, que atraia as aten√ß√Ķes, porquanto qualquer objecto, ainda que pouco valioso, suscita desejos se for pouco usual, se for uma raridade. Para escapares √† inveja dever√°s n√£o dar nas vistas, n√£o gabares as tuas propriedades, saberes gozar discretamente aquilo que tens. Quanto ao √≥dio, ou derivar√° de alguma ofensa que tenhas feito (e, neste caso, bastar-te-√° n√£o lesares ningu√©m para o evitares), ou ser√° puramente gratuito, e ent√£o ser√° o senso comum quem te poder√° proteger.

Continue lendo…

Devemos abster-nos, na conversa√ß√£o, de observa√ß√Ķes cr√≠ticas, mesmo que sejam as mais bem intencionadas, pois magoar as pessoas √© f√°cil; dif√≠cil, se n√£o imposs√≠vel, √© melhor√°-las.

A Justa Medida no Convívio

N√£o √© necess√°rio esfor√ßar-se demasiado pela abund√Ęncia quando se tem apenas a inten√ß√£o de agradar, o valor e a raridade s√£o bem mais consider√°veis, a abund√Ęn¬≠cia cansa, a menos que seja extremamente diversificada. Pode at√© mesmo ocorrer, pelo demasiado n√ļmero de belas coisas, que n√£o se goste tanto, e mesmo que se estime menos aqueles que as fazem ou que as dizem; pois a abund√Ęncia atrai a inveja que arru√≠na sempre a amizade. Essa abund√Ęncia faz tamb√©m com que n√£o se admire mais aquilo que se achava, de in√≠cio, t√£o surpreendente, pois fica-se acostumado, e aquilo n√£o parece mais t√£o dif√≠cil.
Em todos os exercícios como a dança, o manejo das armas, voltear ou montar a cavalo, conhecem-se os exce­lentes mestres do ofício por um não sei quê de livre e desenvolto que agrada sempre, mas que não pode ser muito adquirido sem uma grande prática; não basta ainda ter-se exercitado assim por longo tempo, a menos que tenham sido tomados os melhores caminhos. As graças amam a justeza em tudo o que acabo de dizer; mas de um modo tão ingénuo, que dá a pensar que é um presente da natureza. Isto mostra-se também verdadeiro nos exer­cícios do espírito e na conversação,

Continue lendo…

Você pode descobrir mais a respeito de uma pessoa numa hora de jogo do que num ano de conversação.

A Arte da Conversação

O que faz com que poucas pessoas sejam agradáveis na conversação é que cada uma pensa mais no que tem a intenção de dizer do que naquilo que as outras dizem, e que não se escuta às demais quando se tem vontade de falar.
Para agradar aos outros √© preciso falar daquilo de que eles gostam e que os interessa, evitar as discuss√Ķes sobre coisas indiferentes, formular-lhes raramente perguntas e n√£o os deixar crer que se pretende ter mais raz√£o que eles.
Evitemos sobretudo falar frequentemente de nós mesmos e de nos darmos como exemplo. Nada é mais desagradável do que uma pessoa que se cita a si mesma a cada passo.

A arte da conversação consiste no exercício de duas qualidades superiores: você deve estabelecer contato e deve simpatizar; deve possuir ao mesmo tempo o hábito de comunicar e o hábito de ouvir. A união é rara, mas irresistível.

Conversação Doméstica Afeiçoa

Conversação doméstica afeiçoa,
ora em forma de boa e s√£ vontade,
ora de √ľa amorosa piedade,
sem olhar qualidade de pessoa.

Se despois, porventura, vos magoa
com desamor e pouca lealdade,
logo vos faz mentira da verdade
o brando Amor, que tudo em si perdoa.

N√£o s√£o isto que falo conjecturas,
que o pensamento julga na aparência,
por fazer delicadas escrituras.

Metido tenho a mão na consciência,
e n√£o falo sen√£o verdades puras
que me ensinou a viva experiência.

Para se ter uma conversa√ß√£o brilhante em sociedade n√£o √© necess√°rio dizer muitas coisas inteligentes: Basta saber muitas coisas in√ļteis.

A leitura de todos os bons livros é qual uma conversação com as pessoas mais qualificadas dos séculos passados.