Cita√ß√Ķes sobre Manipula√ß√£o

7 resultados
Frases sobre manipula√ß√£o, poemas sobre manipula√ß√£o e outras cita√ß√Ķes sobre manipula√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Democracia Representativa

Democracia representativa significa o funcionamento de √≥rg√£os de soberania eleitos e o pleno respeito pela a√ß√£o da oposi√ß√£o parlamentar. Mas significa, tamb√©m, que n√£o se transigir√° com quaisquer tentativas de, por meios n√£o parlamentares, derrubar o Governo, sejam elas o apelo √† insurrei√ß√£o, √† desobedi√™ncia e ao desrespeito da lei, sejam elas as tentativas de provocar afrontamentos entre √≥rg√£os de soberania, sejam elas as manipula√ß√Ķes dos leg√≠timos direitos dos trabalhadores.

As Culturas de Indivíduo, Grupo, e Sociedade

O termo cultura tem associa√ß√Ķes diferentes conforme temos em mente o desenvolvimento de um indiv√≠duo, de um grupo ou classe ou de toda uma sociedade. √Č parte da minha tesse que a cultura do indiv√≠duo est√° dependente da cultura de um grupo ou classe, e que a cultura do grupo ou classe est√° dependente da cultura de toda a sociedade a que esse grupo ou classe pertence. Por isso, √© a cultura da sociedade que √© fundamental, e √© o significado do termo ¬ęcultura¬Ľ em rela√ß√£o a toda a sociedade que se devia examinar primeiro. Quando o termo ¬ęcultura¬Ľ se aplica √† manipula√ß√£o de organismos inferiores – ao trabalho do bacteriologista ou do agricultor – o significado √© bastante claro porque podemos obter unanimidade a respeito dos fins a serem atingidos, e podemos concordar quanto a t√™-los atingidos ou n√£o. Quando se aplica ao aperfei√ßoamento do intelecto e esp√≠ritos humanos, √© menos prov√°vel que concordemos em rela√ß√£o ao que a cultura √©. O termo em si, significando alguma coisa a que se deve conscientemente aspirar em assuntos humanos, n√£o tem uma uma hist√≥ria longa.

Como alguma coisa a ser alcan√ßada com esfor√ßo deliberado, a ¬ęcultura¬Ľ √© relativamente intelig√≠vel quando nos preocupamos com o acto do indiv√≠duo se autocultivar,

Continue lendo…

Assim, a energia, cumprindo de maneira absoluta a atomização do mundo físico, cumpre também a dominação da natureza pelo homem. Todo progresso na manipulação da energia corresponde no mais uma regressão do ser e da existência: o cavalo-vapor expulsa o cavalo-bosta.

O Poder da Ind√ļstria Cultural

O poder magn√©tico que sobre os homens exercem as ideologias, embora j√° se lhes tenham tornado decr√©pitas, explica-se, para l√° da psicologia, pelo derrube objectivamente determinado da evid√™ncia l√≥gica como tal. Chegou-se ao ponto em que a mentira soa como verdade, e a verdade como mentira. Cada express√£o, cada not√≠cia e cada pensamento est√£o preformados pelos centros da ind√ļstria cultural. O que n√£o traz o vest√≠gio familiar de tal preforma√ß√£o √©, de antem√£o, indigno de cr√©dito, e tanto mais quanto as institui√ß√Ķes da opini√£o p√ļblica acompanham o que delas sai com mil dados factuais e com todas as provas de que a manipula√ß√£o total pode dispor. A verdade que intenta opor-se n√£o tem apenas o car√°cter de inveros√≠mil, mas √©, al√©m disso, demasiado pobre para entrar em concorr√™ncia com o altamente concentrado aparelho da difus√£o.

Lidar com a Ansiedade

A ansiedade tanto pode ser uma sensa√ß√£o de vazio que antecede momentos de real perigo, como momentos imagin√°rios, e s√£o esses que nos interessam neste contexto do livro. A maior parte da ansiedade que sentes √© devida a uma mente obstru√≠da por problemas, incapaz de te obedecer e com uma capacidade tremenda de inventar cen√°rios sombrios, criar situa√ß√Ķes desconfort√°veis e de transformar a potencial calmaria da tua vida numa ¬ęest√≥ria¬Ľ verdadeiramente soturna. Na verdade, tudo isto n√£o passa de pura manipula√ß√£o, caso contr√°rio como √© que seria poss√≠vel faltar-te o ar, entrares em p√Ęnico ou sentires um aperto no peito relativamente a nada que ainda n√£o aconteceu e que √© imposs√≠vel de prever? S√≥ sentes tudo isto e muito mais porque nunca te esfor√ßaste por disciplinar a mente e ela, como dominadora que √©, exerce toda a sua criatividade no sentido de te aprisionar, retirando-te a autoestima e confian√ßa. Viver ref√©m da mente d√° precisamente nisto, numa agonia sem fim onde o passado bloqueia, o presente inibe e o futuro assusta. √Č isto que queres? Calculo que n√£o, mas o que √© tens feito para mudar essa sensa√ß√£o de prisioneiro? A mente s√≥ deixa de mentir quando tu lhe ordenares a tua verdade e n√£o existe verdade acerca do futuro,

Continue lendo…

N√£o Ser√° Tempo de Voltarmos aos Sentidos?

N√£o somos apenas o nosso corpo, estamos tamb√©m integrados num corpus social, que solicita, expande e reprime a nossa sensibilidade. Basta ouvir aquele que foi o maior te√≥rico da comunica√ß√£o do s√©culo XX, Marshall McLuhan, para perceber at√© que ponto isso √© aproveitado pela sociedade de comunica√ß√£o global, para quem o indiv√≠duo passa a ser uma presa. O que diz McLuhan sobre a televis√£o, por exemplo, √© imensamente elucidativo: ¬ęUm dos efeitos da televis√£o √© retirar a identidade pessoal. S√≥ por ver televis√£o, as pessoas tornam-se num grupo coletivo de iguais. Perdem o interesse pela singularidade pessoal.¬Ľ Se repararmos, os meios que lideram a comunica√ß√£o humana contempor√Ęnea (da televis√£o ao telefone, do e-mail √†s redes sociais) interagem apenas com aqueles dos nossos sentidos que captam sinais √† dist√Ęncia: fundamentalmente a vis√£o e a audi√ß√£o. Origina-se assim uma descontrolada hipertrofia dos olhos e ouvidos, sobre os quais passa a recair toda a responsabilidade pela participa√ß√£o no real. ¬ęViste aquilo?¬Ľ, ¬ęj√° ouviste a √ļltima do…¬Ľ: os nossos quotidianos s√£o continuamente bombardeados pela press√£o do ver e do ouvir. O mesmo se passa com a locomo√ß√£o: seja a pilotar um avi√£o, a conduzir um autom√≥vel, ou seja o pe√£o a deslocar-se nas art√©rias das cidades modernas,

Continue lendo…

Virtude Viciosa

Como se tiv√©ssemos o tacto infectado, corrompemos com a nossa manipula√ß√£o as coisas que por si mesmas s√£o belas e boas. Podemos aprender a virtude de forma que ela se tornar√° viciosa, se a abra√ßarmos com um desejo demasiadamente √°vido e violento. Os que dizem que na virtude nunca h√° excesso, porque j√° n√£o h√° virtude se o excesso ali est√°, jogam com as palavras: O s√°bio deve receber o nome de insensato, o justo o de injusto se eles forem longe demais, mesmo nos seus esfor√ßos para atingir a virtude (Hor√°cio). √Č uma considera√ß√£o subtil da filosofia. Pode-se tanto amar demais a virtude como se comportar com excesso numa ac√ß√£o justa. A esse ponto de vista se ajusta a voz divina: N√£o sejais mais s√°bios do que √© preciso, mas sede sobriamente s√°bios (S√£o Paulo).