Cita√ß√Ķes sobre Polidez

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Pois a mulher √© a grande educadora do homem: ensina-lhe as virtudes encantadoras, a polidez, a discri√ß√£o e essa altivez que teme ser importuna. Ela mostra a alguns a arte de agradar, a todos a arte √ļtil de n√£o desagradar.

Até que é bom as crianças, ocasionalmente e com polidez, colocarem os pais no seu lugar.

A polidez nem sempre inspira a bondade, a equidade, a complacência, a gratidão; mas, pelo menos, dá-lhes a aparência e faz aparecer o homem por fora como deveria ser por dentro.

A Falsa Polidez

As ofensas, que na verdade consistem sempre na exteriorização da falta de consideração, colocar-nos-iam bem menos fora de nós mesmos se, por um lado, não nutríssimos uma representação tão exagerada do nosso elevado valor e da nossa dignidade Рportanto, um orgulho desmesurado Рe, por outro, se estivéssemos bastante cientes daquilo que, via de regra, no fundo do coração, cada um crê e pensa dos outros.
Que contraste flagrante entre a susceptibilidade da maioria das pessoas à mais ténue alusão de censura a seu respeito, e aquilo que ouviriam de si, caso surpreendessem as conversas dos seus conhecidos! Deveríamos, antes, ter em mente que a polidez habitual é apenas uma máscara burlesca; desse modo, não gritaríamos tão alto todas as vezes que esta fosse deslocada ou retirada por um breve instante. . Decerto, assim o fazendo, desempenha uma figura bastante feia, como a maioria dos homens nesse estado.

Arthur Schopenhauer, in ‘Aforismos para a Sabedoria de Vida’

Os Sentimentos n√£o Evoluem

Sei que tenho conhecimentos que os antigos n√£o possu√≠am. Somos melhores fil√≥sofos sob muitos aspectos; mas no que diz respeito aos sentimentos, confesso que n√£o conhe√ßo nenhum povo antigo que nos seja inferior. √Č desse lado, creio, que se pode mesmo dizer que √© dif√≠cil para os homens elevarem-se acima do instinto da natureza. Ela fez as nossas almas t√£o grandes quanto elas se podem tornar, e a eleva√ß√£o que elas encontram na reflex√£o √© em geral tanto mais falsa quanto mais guindada. Tudo aquilo que s√≥ depende da alma n√£o recebe nenhum acr√©scimo pelas luzes do esp√≠rito e, porque o gosto se prende a ela, vejo que em v√£o se aperfei√ßoam os nossos conhecimentos: instrui-se o nosso ju√≠zo, n√£o se eleva o nosso gosto.
Represente-se Pourceaugnac no Teatro da Com√©dia, ou outra farsa com alguma comicidade, ela n√£o atrair√° p√ļblico menor do que Andr√≥maca: as gargalhadas da plat√©ia encantada ser√£o ouvidas at√© na rua. Apresentem-se pantominas suport√°veis na Feira, elas deixar√£o deserto o Teatro de Com√©dia; vi os nossos almofadinhas e os nossos fil√≥sofos subirem nos bancos para verem espancar dois garotos. N√£o se perde um gesto de Arlequim, e Pierrot faz rir este s√©culo s√°bio que se pavaneia de tanta polidez.

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Prefiro Ser Povo

Se comparo as duas condi√ß√Ķes mais opostas dos homens, quero dizer, os nobres e o povo, este √ļltimo parece-me contente com o necess√°rio e os outros inquietos e pobres com o sup√©rfluo. Um homem do povo n√£o saberia fazer nenhum mal; um nobre n√£o quer nenhum bem e √© capaz de grandes malef√≠cios; um, s√≥ se forma e se exerce nas coisas √ļteis; o outro, acrescenta as perniciosas: ali, mostram-se ingenuamente a grosseria e a franqueza; aqui, esconde-se uma seiva maligna e corrompida sob a casca da polidez: o povo n√£o tem esp√≠rito e os nobres n√£o t√™m alma; aquele tem bom fundo e n√£o tem boa apar√™ncia; estes s√≥ t√™m apar√™ncias e uma simples superf√≠cie. Ser√° preciso optar? N√£o hesito: quero ser povo.

Polidez é Inteligência

A polidez √© uma conven√ß√£o t√°cita para ignorarmos a m√≠sera condi√ß√£o moral e intelectual do ser humano e assim evitarmos acus√°-la mutuamente; desse modo, ela vem menos a lume, para proveito de todos. Polidez √© intelig√™ncia; consequentemente, impolidez √© parvo√≠ce. Criar inimigos por impolidez, de maneira desnecess√°ria e caprichosa, √© t√£o demente quanto pegar fogo √† pr√≥pria casa. Pois a polidez, como as fichas de jogo, √© notoriamente uma moeda falsa: economiz√°-la √© prova de insensatez. Pelo contr√°rio, gast√°-la em profus√£o √© prova de sensatez. Todas as na√ß√Ķes concluem as suas cartas com ¬ęseu mui obediente servidor¬Ľ. S√≥ os alem√£es suprimem o ¬ęservidor¬Ľ porque, segundo dizem, n√£o √© verdadeiro! Quem, pelo contr√°rio, leva a polidez at√© ao sacrif√≠cio dos interesses reais, assemelha-se √†quele que, em lugar das fichas de jogo, desse aut√™nticas moedas de ouro. Do mesmo modo que a cera, dura e quebradi√ßa, torna-se male√°vel com um pouco de calor, assumindo qualquer forma desejada, tamb√©m se pode, com alguma polidez e amabilidade, tornar flex√≠veis e d√≥ceis os homens recalcitrantes e hostis. A polidez, portanto, √© para o homem o que o calor √© para a cera.

Regras Essenciais para uma Boa Amizade

Os homens assemelham-se √†s crian√ßas, que adquirem maus costumes quando mimadas; por isso, n√£o se deve ser muito condescendente e am√°vel com ningu√©m. Do mesmo modo como, via de regra, n√£o se perder√° um amigo por lhe negar um empr√©stimo, mas muito facilmente por lhe conceder, tamb√©m n√£o se perder√° nenhum amigo por conta de um tratamento orgulhoso e um pouco negligente, mas ami√ļde em virtude de excessiva amabilidade e solicitude, que fazem com que ele se torne insuport√°vel, o que ent√£o produz a ruptura. Mas √© sobretudo o pensamento de que precisamos das pessoas que lhes √© absolutamente insuport√°vel: petul√Ęncia e presun√ß√£o s√£o as consequ√™ncias inevit√°veis.
Em algumas, tal pensamento origina-se em certo grau já pelo facto de nos relacionarmos ou conversarmos frequentemente com elas de uma maneira confidencial; de imediato, pensarão que nós também devemos ter paciência com eles e tentarão ampliar os limites da polidez. Eis porque tão poucos indivíduos se prestam a uma convivência íntima; desse modo, temos de evitar qualquer familiaridade com naturezas de nível inferior.

Contudo, se esse indivíduo imaginar que é mais necessário a nós do que nós a ele, terá como sensação imediata a impressão de que lhe roubamos algo.

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Usar de polidez é uma tarefa difícil, pois exige que testemunhemos grande consideração por todas as pessoas, enquanto a maior parte delas não merece nenhuma; ademais, precisamos simular o mais vivo interesse por elas, quando em verdade temos de estar contentes por não o sentirmos. Unir polidez com orgulho é uma obra-prima.

Polidez é inteligência; consequentemente, impolidez é parvoíce. Criar inimigos por impolidez, de maneira desnecessária e caprichosa, é tão demente quanto pegar fogo na própria casa.