Cita√ß√Ķes sobre Pornografia

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Pornografia √© usada no estupro ‚ÄĒ para planej√°-lo, para execut√°-lo, para coreograf√°-lo, para gerar a excita√ß√£o em cometer o ato.

[Problemas da sociedade contempor√Ęnea] A televis√£o, que mostra sobretudo pornografia, ou viol√™ncia, tiros, “mata e esfola”. As mulheres trabalham e n√£o est√£o ao lado dos filhos que ficam, sozinhos, a ver televis√£o. Hoje em dia h√° uma perda enorme de valores.

Pornografia √© a destrui√ß√£o orquestrada de corpos e almas de mulheres; estupro, agress√£o, incesto, e prostitui√ß√£o a impulsionam; desumaniza√ß√£o e sadismo caracterizam-na; ela √© a guerra sobre as mulheres, viola√ß√Ķes em s√©rie na dignidade, identidade, e valor humano; ela √© tirania. Cada mulher que tem sobrevivido sabe da experi√™ncia de sua pr√≥pria vida que pornografia √© escravid√£o ‚ÄĒ a mulher presa na imagem usada sobre a mulher presa onde quer que ele tenha aprisionado ela.

Dizia D. H. Lawrence que a pornografia √© “a tentativa de insultar o sexo” – e eu n√£o estou de acordo. A pornografia √©, antes, a aceita√ß√£o da desesperan√ßa sem cair no desespero, atitude que sobre todas as outras me parece adequada aos tempos.

O sexo, fonte de toda a pornografia, é cousa abissal, e esse abismo perverte e atrai o lado mais animal do homem. Desumanizando-o. Digo o lado mais animal do homem, porque entre os animais não há pornografia, nem vergonha.

O amor rom√Ęntico, tanto na pornografia quanto na vida real, √© a m√≠tica celebra√ß√£o da nega√ß√£o feminina. Para uma mulher, o amor √© definido como sua boa vontade para se submeter a sua pr√≥pria aniquila√ß√£o‚Ķ A prova de amor √© que ela est√° disposta a ser destru√≠da por aquele que ela ama, pelo seu bem. Para as mulheres, o amor √© sempre auto-sacrif√≠cio, sacrif√≠cio de sua identidade, desejo e integridade de seu corpo; para que satisfa√ßa e se redima diante da masculinidade de seu amado.

Pornografia materializa supremacia masculina. Ela √© o DNA de domin√Ęncia masculina. Cada regra do abuso sexual, cada nuance do sadismo sexual, cada estrada ou caminho secund√°rio de explora√ß√£o sexual, est√° codificada nela.

O conceito masculino ut√≥pico que √© a premissa da pornografia √© este ‚ÄĒ j√° que a masculinidade √© estabelecida e confirmada contra os corpos brutalizados das mulheres, os homens n√£o precisam agredir uns aos outros; em outras palavras, as mulheres absorvem a agress√£o masculina de modo que os homens fiquem a salvo disto.

O que nós hoje vemos numa literatura moderna e apressada é uma multiplicação elevada à sétima potência por muitos autores oportunistas, em trabalhos repetitivos da violência pela violência e da pornografia pela pornografia, apenas por estar em moda e de ser de rentabilidade fácil.

Antifeminismo est√° tamb√©m operando sempre que qualquer grupo pol√≠tico est√° pronto para sacrificar um grupo de mulheres, uma fac√ß√£o, algumas mulheres, alguns tipos de mulheres, para qualquer elemento de opress√£o de classe-sexual: para a pornografia, para o estupro, para a agress√£o, para a explora√ß√£o econ√īmica, para a explora√ß√£o reprodutiva, para a prostitui√ß√£o. H√° mulheres por todo o espectro pol√≠tico masculino-definido, incluindo as duas extremidades dele, prontas para sacrificar algumas mulheres, geralmente n√£o elas mesmas, para os prost√≠bulos ou os hosp√≠cios. O sacrif√≠cio √© profundamente antifeminista; ele √© tamb√©m profundamente imoral‚Ķ

Feministas são frequentemente questionadas se pornografia causa estupro. O fato é que estupro e prostituição originaram e continuam a originar a pornografia. Politicamente, culturalmente, socialmente, sexualmente, e economicamente, estupro e prostituição geram pornografia; e a pornografia depende do estupro e da prostituição de mulheres para sua existência contínua.

Homens caracterizam pornografia como algo mental porque as mentes deles, os pensamentos deles, os sonhos deles, as fantasias deles, s√£o mais reais para eles que os corpos ou vidas das mulheres; de fato, homens t√™m usado seu poder social para caracterizar um com√©rcio de mulheres de 10$ bilh√Ķes ao ano como fantasia.

Pornografia √© a sexualidade essencial do poder masculino: de √≥dio, de posse, de hierarquia; de sadismo, de domin√Ęncia.

Os Comunistas

… Passaram bastantes anos desde que ingressei no Partido… Estou contente… Os comunistas constituem uma boa fam√≠lia… T√™m a pele curtida e o cora√ß√£o valoroso… Por todo o lado recebem pauladas… Pauladas exclusivamente para eles… Vivam os espiritistas, os mon√°rquicos, os aberrantes, os criminosos de v√°rios graus… Viva a filosofia com fumo mas sem esqueletos… Viva o c√£o que ladra e que morde, vivam os astr√≥logos libidinosos, viva a pornografia, viva o cinismo, viva o camar√£o, viva toda a gente menos os comunistas… Vivam os cintos de castidade, vivam os conservadores que n√£o lavam os p√©s ideol√≥gicos h√° quinhentos anos… Vivam os piolhos das popula√ß√Ķes miser√°veis, viva a for√ßa comum gratuita, viva o anarco-capitalismo, viva Rilke, viva Andr√© Gide com o seu coribantismo, viva qualquer misticismo… Tudo est√° bem… Todos s√£o her√≥icos… Todos os jornais devem publicar-se… Todos devem publicar-se, menos os comunistas… Todos os pol√≠ticos devem entrar em S√£o Domingos sem algemas… Todos devem festejar a morte do sanguin√°rio Trujillo, menos os que mais duramente o combateram… Viva o Carnaval, os derradeiros dias do Carnaval… H√° disfarces para todos… Disfarces de idealistas crist√£os, disfarces de extrema-esquerda, disfarces de damas beneficentes e de matronas caritativas… Mas, cuidado, n√£o deixem entrar os comunistas…

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