Cita√ß√Ķes sobre Precipita√ß√£o

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Frases sobre precipita√ß√£o, poemas sobre precipita√ß√£o e outras cita√ß√Ķes sobre precipita√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Julgar sem Ira

Não há paixão que tanto abale a integridade dos julgamentos quanto a cólera. Ninguém hesitaria em punir de morte o juiz que, por cólera, houvesse condenado o seu criminoso; por que será mais permitido aos pais e aos professores açoitar as crianças e castigá-las estando encolerizados? Isso já não é correcção: é vingança. O castigo faz papel de remédio para as crianças; e toleraríamos um médico que estivesse animado e encolerizado contra o seu paciente?
N√≥s mesmos, para agir bem, n√£o dever√≠amos p√īr a m√£o nos nossos servi√ßais enquanto nos perdurar a c√≥lera. Enquanto o pulso nos bater e sentirmos emo√ß√£o, adiemos o acerto; as coisas na verdade v√£o parecer-nos diferentes quando estivermos calmos e arrefecidos: agora √© a paix√£o que comanda, √© a paix√£o que fala, n√£o somos n√≥s. Atrav√©s dela as faltas parecem-nos maiores, como os corpos no meio do nevoeiro. Quem tiver fome fa√ßa uso de alimento; mas quem quiser fazer uso do castigo n√£o deve sentir fome nem sede dele. E, al√©m disso, as puni√ß√Ķes que se fazem com pondera√ß√£o e discernimento s√£o muito mais bem aceites e com melhor proveito por quem as recebe. De outra forma, ele n√£o considera que foi condenado justamente,

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A Ira

O que se irrita justificadamente nas situa√ß√Ķes em que se deve irritar ou com as pessoas com as quais se deve irritar, e ainda da maneira como deve ser, quando deve ser e durante o tempo em que deve ser, √© geralmente louvado. Quem assim for √© gentil, se √© que a gentileza √© uma disposi√ß√£o louvada. Porque o gentil quer permanecer imperturb√°vel e n√£o quer ser levado pela emo√ß√£o, e apenas o sentido orientador lhe poder√° prescrever as situa√ß√Ķes em que deve irritar-se e durante quanto tempo. Ou seja, o gentil parece pecar mais por defeito, porque n√£o √© do tipo vingativo mas mais do g√©nero que perdoa.
O defeito, seja uma certa fleuma seja o que for, √© repreendido. Os que n√£o se irritam quando t√™m motivo parecem parvos, o mesmo quando n√£o se irritam de modo correcto, nem quando devem, nem com aqueles que devem. Parece at√© que n√£o sentem a inj√ļria ou n√£o sofrem com ela. Mas se n√£o se irritarem n√£o conseguem defender-se, e aguentar um insulto ou tolerar os insultos feitos a terceiros √© uma caracter√≠stica de subservi√™ncia.
H√° excessos a respeito de todos os elementos circunstanciais envolvidos num acesso de ira (seja por se dirigir contra as pessoas indevidas,

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Aprender a Ceder

Aos sonhos, como aos pesadelos, chega sempre a hora de acordar. √Č essencial compreender a realidade, viver de olhos abertos, acolher a simplicidade da vida antes de querer resolver a complexidade do mundo.

Cada um de n√≥s tem o seu lugar no mundo, talvez a ningu√©m caiba o do centro. Nas nossas rela√ß√Ķes com o mundo, com os outros e connosco, √© mais s√°bio aceitar do que impor, admirar do que exibir, amar do que procurar ser amado…
Viver √© aprender a ceder. A libertarmo-nos de n√≥s mesmos. S√≥ o nosso esp√≠rito nos pode soltar porque s√≥ ele nos aprisiona. Ser autenticamente feliz depende de uma transforma√ß√£o na forma de olharmos o mundo, aceitando-o sem grandes condi√ß√Ķes e agindo sem precipita√ß√Ķes. Cedendo. Cedendo, sempre. Pois que √© melhor manter um amigo do que ficar com a raz√£o, mas sozinho. H√° que abrir espa√ßos em n√≥s para que a serenidade que assim se alcan√ßa convide a felicidade a fazer do nosso esp√≠rito morada sua.

A humildade e a simplicidade s√£o formas de ser, n√£o de parecer.

Um erro comum √© querer ser tudo j√°. Nunca nada chega… e s√£o tantas vezes as saudades a revelarem-nos o verdadeiro valor dos instantes vividos mas j√° passados.

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Raras vezes se incorre numa s√≥ precipita√ß√£o. Na primeira vai-se sempre longe de mais. Precisamente por isso se costuma incorrer logo numa segunda – e desta vez fica-se demasiado perto….

Enfrentar-se a Si Próprio

√ďdio da introspec√ß√£o activa. Explica√ß√Ķes da nossa alma, tais como: ontem eu estava assim e assado, por esta ou por aquela raz√£o; hoje estou assim e assado, por qualquer outra raz√£o. N√£o √© verdade, nem por esta raz√£o nem por aquela raz√£o, e por isso tamb√©m nem assim nem assado.
Enfrentar-se a si pr√≥prio calmamente, sem precipita√ß√Ķes, viver como se tem de viver, n√£o andar √† ca√ßa do pr√≥prio rabo como o c√£o.
Adormeci nos arbustos. Um barulho acordou-me. Encontrei um livro nas minhas m√£os, que tinha estado a ler. Deitei-o fora e levantei-me de um salto. Passava pouco do meio-dia; em frente da colina em que eu estava estendia-se uma grande planura com aldeias e lagos e sebes todas iguais, altas, que pareciam feitas de junco. Pus as m√£os nas ancas, examinei tudo com o olhar, e ao mesmo tempo escutei o barulho.

H√° que P√īr Pedra sobre Pedra

Nunca pensei em ser governo, nunca o quis mesmo, mas interessei-me sempre muito pelos neg√≥cios p√ļblicos, pelos neg√≥cios do Pa√≠s. E a√≠ tem um exemplo, anterior √† minha entrada no Governo, que lhe pode dar uma ideia do ritmo da minha ac√ß√£o, da tal marcha vagarosa de que me acusam…
(…) √Č que me fui habilitando, lentamente, sem precipita√ß√Ķes, quase sem dar por isso, liberto de qualquer ambi√ß√£o de ordem pessoal. E assim, quando a minha interven√ß√£o na m√°quina do Estado p√īde ser √ļtil, ela foi aproveitada, talvez, como n√£o seria se eu tivesse improvisado uma cultura. Pois com a marcha do Pa√≠s o mesmo acontece. H√° que p√īr pedra sobre pedra, mas desinteressadamente, sem pensar na gl√≥ria pr√≥pria e sem pensar at√©, excessivamente, na ab√≥bada, na finalidade. A √Ęnsia de chegar ao fim, de fazer muitas coisas ao mesmo tempo leva, √†s vezes, ao fim, mas ao fim de tudo…

Tudo ser√° harmoniosamente realizado, sem precipita√ß√£o e com facilidade, se confiarmos tudo a Deus e acreditarmos que ‚Äėn√£o sou eu que fa√ßo, √© Deus quem me faz realizar‚Äô.

Teorias Precipitadas

√Č vulgar uma teoria ser resultado da precipita√ß√£o de um entendimento impaciente que, desejoso de se ver livre dos fen√≥menos, os substitui por imagens, conceitos, ou com frequ√™ncia por meras palavras. Pressente-se, e por vezes v√™-se at√© com clareza, que se trata apenas de expedientes. Mas n√£o √© sabido que a paix√£o e o partidarismo se deixam atrair pelos expedientes? E com toda a raz√£o, porque tanta falta lhes fazem.
(…) Avan√ßar precipitadamente para o fim a alcan√ßar, sem reflectir sobre os meios. Como se, para poder ajudar t√£o cedo quanto poss√≠vel uma ciran√ßa de ber√ßo, lhe quis√©ssemos matar o pai.
Se atentarmos em certos problemas de Arist√≥teles ficamos supreendidos com o dom de observa√ß√£o e com a imensidade de coisas que n√£o escapavam ao olhar dos gregos. E contudo cometiam o erro da precipita√ß√£o, j√° que saltavam imediatamente dos fen√≥menos para a explica√ß√£o, de onde resultaram formula√ß√Ķes teor√©ticas totalmente inadequadas. Trata-se todavia de um erro geral que ainda hoje continua a ser cometido.

Deve-se evitar toda precipitação e todo o preconceito ao se analisar um assunto e só ter por verdadeiro o que for claro e distinto.

A Acção Vai Bem sem a Paixão

Fazemos coisas iguais com for√ßas diversas e diferente esfor√ßo de vontade. A ac√ß√£o vai bem sem a paix√£o. Pois quantas pessoas se arriscam diariamente em guerras que n√£o lhes importam, e se sujeitam aos perigos de batalhas cuja perda n√£o lhes perturbar√° o pr√≥ximo sono? Um homem na sua casa, longe desse perigo que n√£o teria ousado encarar, est√° mais interessado no desfecho dessa guerra e tem a alma mais inquieta do que o soldado que p√Ķe nela o seu sangue e a sua vida. Essa impetuosidade e viol√™ncia de desejo mais atrapalha do que auxilia a condu√ß√£o do que empreendemos, enche-nos de acrim√≥nia e suspei√ß√£o contra aqueles com quem tratamos. Nunca conduzimos bem a coisa pela qual somos possu√≠dos e conduzidos.
Quem emprega nisso apenas o seu discernimento e a sua habilidade procede com mais vivacidade: amolda, dobra, difere tudo √† vontade, de acordo com as exig√™ncias das circunst√Ęncias; erra o alvo sem tormento e sem afli√ß√£o, pronto e intacto para uma nova iniciativa; avan√ßa sempre com as r√©deas na m√£o. Naquele que est√° embriagado por essa intensidade violenta e tir√Ęnica vemos necessariamente muita imprud√™ncia e injusti√ßa; a impetuosidade do seu desejo arrebata-o: s√£o movimentos temer√°rios e, se a fortuna n√£o ajudar muito,

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As Regras do Método

(…) em vez desse grande n√ļmero de preceitos que constituem a l√≥gica, julguei que me bastariam os quatro seguintes, contanto que tomasse a firme e constante resolu√ß√£o de n√£o deixar uma s√≥ vez de os observar.
O primeiro consistia em nunca aceitar como verdadeira qualquer coisa sem a conhecer evidentemente como tal; isto √©, evitar cuidadosamente a precipita√ß√£o e a preven√ß√£o; n√£o incluir nos meus ju√≠zos nada que se n√£o apresentasse t√£o clara e t√£o distintamente ao meu esp√≠rito, que n√£o tivesse nenhuma ocasi√£o para o p√īr em d√ļvida.
O segundo, dividir cada uma das dificuldades que tivesse de abordar no maior n√ļmero poss√≠vel de parcelas que fossem necess√°rias para melhor as resolver.
O terceiro, conduzir por ordem os meus pensamentos, começando pelos objectos mais simples e mais fáceis de conhecer, para subir pouco a pouco, gradualmente, até ao conhecimento dos mais compostos; e admitindo mesmo certa ordem entre aqueles que não se precedem naturalmente uns aos outros.
E o √ļltimo, fazer sempre enumera√ß√Ķes t√£o complexas e revis√Ķes t√£o gerais, que tivesse a certeza de nada omitir.