Textos sobre Confiança de Friedrich Nietzsche

2 resultados
Textos de confiança de Friedrich Nietzsche. Leia este e outros textos de Friedrich Nietzsche em Poetris.

O Bom Senso como Suporte da Humanidade

Se não tivesse havido em todos os tempos uma maioria de homens para fazer depender o seu orgulho, o seu dever, a sua virtude da disciplina do seu espírito, da sua «razão», dos amigos do «bom senso», para se sentirem feridos e humilhados pela menor fantasia, o menor excesso da imaginação, a humanidade jå teria naufragado hå muito tempo.
A loucura, o seu pior perigo, nĂŁo deixou nunca, com efeito, de planar por cima dela, a loucura prestes a estalar… quer dizer a irrupção da lei do bom prazer em matĂ©ria de sentimento de sensaçÔes visuais ou auditivas, o direito de gozar com o jorro do espĂ­rito e de considerar como um prazer a irrisĂŁo humana. NĂŁo sĂŁo a verdade, a certeza que estĂŁo nos antĂ­podas do mundo dos insensatos; Ă© a crença obrigatĂłria e geral, Ă© a exclusĂŁo do bom prazer no ajuizar. O maior trabalho dos homens foi atĂ© agora concordar sobre uma quantidade de coisas, e fazer uma lei desse acordo,… quer essas coisas fossem verdadeiras ou falsas. Foi a disciplina do espĂ­rito que preservou a humanidade,… mas os instintos que a combatem sĂŁo ainda tĂŁo poderosos que em suma sĂł se pode falar com pouca confiança no futuro da humanidade.

Continue lendo…

Os Doentes SĂŁo o Maior Perigo da Humanidade

Se tĂŁo normal Ă© o homem em estado morboso, tanto mais de devem estimar os raros exemplos de potĂȘncia fĂ­sica e corpural, os acidentes felizes da espĂ©cie humana, e tanto mais devem ser preservados do ar infecto os seres robustos. Faz-se assim ?…
Os doentes sĂŁo o maior perigo para os sĂŁos; daqueles vĂȘm todos os males. JĂĄ se reparou suficientemente nisto?… Decerto se nĂŁo deve desejar que diminua a violĂȘncia entre os homens; porque esta violĂȘncia obriga os homens a serem fortes, e mantĂ©m na sua integridade o tipo do homem robusto. O temĂ­vel e desastroso Ă© o grande tĂ©dio do homem e a sua grande compaixĂŁo. Se algum dia estes elementos se unirem, darĂŁo ĂĄ luz irremissivelmente a monstruosa «Ășltima» vontade, a sua vontade do nada, o niilismo.
E efectivamente tudo estĂĄ jĂĄ preparado para este fim. Os que tĂȘm olhos, ouvidos, nariz, percebem por todos os lados a atmosfera de um manicĂłmio e de um hospital, em todas as partes do mundo civilizado, europeizado. Os doentes sĂŁo o maior perigo da humanidade; nĂŁo os maus, nĂŁo as «feras de rapina». Os desgraçados, os vencidos, os impotentes, os fracos sĂŁo os que minam a vida e envenenam e destroem a nossa confiança.

Continue lendo…